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Entre janeiro e dezembro de 2025, a Unidade de Saúde da Família de um território periférico de Pedregulho, interior de SP, implementou através do processo de Educação Permanente, mudanças estratégicas para elevar a qualidade do cuidado à pessoa idosa e aos pacientes com doenças crônicas no processo de envelhecimento. A iniciativa justifica-se pela necessidade de alinhar a assistência local as “Boas Práticas da Atenção Básica”, preconizado pelos indicadores do Ministério da Saúde, visando reduzir complicações e internações evitáveis no SUS Municipal. A importância da experiência reside na transição de um modelo meramente ambulatorial para uma gestão de saúde baseada em indicadores reais. Através da mobilização entre médicos, enfermeiros e Agentes Comunitários de Saúde (ACS), buscou-se garantir que o acompanhamento longitudinal fosse a regra, e não a exceção, transformando a realidade do território e fortalecendo a rede municipal de saúde com foco em resultados e na qualidade de vida dos usuários.
Compartilhar através de breve relato a reestruturação do processo de trabalho em uma Equipe de Saúde da Família (ESF) no município de Pedregulho, SP, a partir de ações da Educação Permanente, focada no alcance de metas qualitativas e indicadores de desempenho da Atenção Básica, com o objetivo de produzir saúde junto a população do território.
A experiência foi conduzida por meio do processo de Educação Permanente em Saúde, protagonizada pelo Enfermeiro como facilitador deste processo. As ações programáticas iniciaram em janeiro de 2025 com o levantamento de diagnóstico dos indicadores. O enfermeiro promoveu reuniões mensais com médicos e ACS’s para estratificação de risco e busca ativa. A metodologia baseou-se na reorganização da agenda para garantir consultas de rotina, renovação de receitas vinculada à avaliação clínica e a qualificação do registro no sistema de informação no e-SUS. Os ACS’s foram capacitados para identificara a população idosa e pacientes faltosos, enquanto o médico e o enfermeiro padronizaram protocolos de atendimentos baseados em evidências. A Educação Permanente não foi apenas teórica; ocorreu no chão da unidade, discutindo casos complexos e ajustando o fluxo de atendimento conforme o surgimento de dificuldades. Esta integração permitiu que as metas fossem monitoradas em tempo real, transformando os indicadores em ferramentas de gestão diária para toda a equipe.
No início em janeiro de 2025, os dados refletiam uma baixa cobertura: Diabéticos 69,25%, Hipertensos 77,94% e Saúde do Idoso 57,27%. Logo em dezembro de 2025, as ações da Educação Permanente, demonstraram o sucesso da intervenção: O acompanhamento da pessoa com Diabetes saltou para 85,6%, o de Hipertensão para 84,44% e o da Pessoa Idosa para 70,50%. Isso demonstra que a Educação Permanente contribuiu para qualificar o cuidado e ampliar a cobertura dos indicadores. Os indicadores mostraram importante organização do processo de trabalho, apresentando a melhoria dos indicadores, melhor acompanhamento do usuário, maior adesão aos protocolos, registro adequado das ações, busca ativa, mais qualidade e fortalecimento do cuidado longitudinal. Ou seja, não é apenas aumento numérico é indício de reorganização da assistência.
A conclusão deste processo revela que a mudança no processo de trabalho, centrada na atuação colaborativa junto a Educação Permanente, é capaz de romper barreiras de acesso. Para a equipe, a experiência gerou maior satisfação profissional e coesão. Para a comunidade de Pedregulho, a melhoria refletiu-se em um atendimento mais humanizado e vigilante. A implantação dessas boas práticas consolidou a percepção de que indicadores não são apenas números, mas vidas monitoradas. A experiência deixa como legado uma metodologia de trabalho sustentável que reafirma a potência da Estratégia Saúde da Família na gestão de condições crônicas e no cuidado ao envelhecimento.
Envelhecimento, Educação Permanente
MATEUS SILVEIRA RIBEIRO, DANIELA BESSONI, JULIANA SARRETA LUCINDO