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A saúde materno-infantil é um dos principais indicadores de desenvolvimento social e econômico de uma região. Em Santana de Parnaíba, a gestão da saúde oferece um pré-natal de alto risco para gestantes, garantindo cuidados adequados. Contudo, gestantes com condições mais complexas exigem um acompanhamento especializado, realizado fora do município, com encaminhamentos para hospitais de referência em São Paulo. Essas gestantes podem enfrentar barreiras como distância, dificuldade de transporte e suporte familiar limitado. O Serviço Social do Centro de Saúde da Mulher Parnaibana, em parceria com a Central de Regulação de Vagas e o CRAS – Centro de Referência em Assistência Social, colaboram com o acompanhamento integral, assegurando que essas gestantes recebam o apoio necessário durante o pré-natal. O acompanhamento social envolve desde a avaliação do suporte familiar e da locomoção até a verificação de fatores de risco. Este trabalho visa destacar o papel fundamental do Serviço Social no atendimento e acompanhamento dessas gestantes de alto risco, evidenciando o impacto do suporte no acesso a cuidados especializados e a redução de complicações durante a gestação e o parto.
Diminuir a mortalidade materno-infantil. Realizar o atendimento social como forma de identificar vulnerabilidades ou risco social que dificultariam ou impediriam o acesso ao pré-natal. Identificar a necessidade de deslocamento para pré-natal especializado. Acompanhar o pré-natal para evitar faltas ou dificuldades de adesão.
O acompanhamento social das gestantes de alto risco é realizado por assistente social que atende de forma individualizada cada gestante encaminhada ao pré-natal para unidades de referência fora do município. A primeira etapa consiste em uma avaliação social, na qual é detalhado o suporte familiar da gestante, suas condições de saúde, o risco social e a possibilidade de locomoção até o hospital de referência. A partir dessa análise, o assistente social viabiliza o transporte das gestantes, utilizando os serviços do CRAS e da Central de Regulação de Vagas, garantindo que o deslocamento até os hospitais de São Paulo seja possível. Durante o acompanhamento, é verificado o cumprimento das consultas e exames, sendo que, em caso de faltas, o Serviço Social realiza intervenções para oferecer suporte e minimizar os fatores que dificultam a adesão ao pré-natal.
Desde o início de 2024, 23 gestantes de alto risco com necessidade de atendimento fora do município foram atendidas pelo Serviço Social, sendo todas encaminhadas para os hospitais de referência em São Paulo, onde concluíram com sucesso o pré-natal especializado, sem intercorrências. Esse resultado reflete o impacto positivo na saúde pública, uma vez que as gestantes receberam o acompanhamento necessário para prevenir complicações, garantindo uma gestação segura e a saúde do bebê. Além disso, a parceria com a Assistência Social tem sido fundamental para fornecer suporte contínuo, incluindo transporte adequado e apoio emocional. O monitoramento da adesão ao pré-natal foi eficaz, o que resultou na redução de faltas e na melhoria da qualidade do atendimento. A atuação do Serviço Social contribuiu diretamente para o acesso dessas gestantes aos cuidados especializados, fortalecendo o sistema de saúde local e promovendo a equidade no atendimento à saúde materno-infantil.
O acompanhamento social de gestantes de alto risco desempenha um papel essencial na garantia de acesso ao pré-natal especializado, especialmente em contextos onde o posicionamento para unidades de referência é necessário. O trabalho realizado pelo Serviço Social do Centro de Saúde da Mulher Parnaibana apresentou resultados positivos, com todas as 23 gestantes atendidas desde 2024 conseguindo concluir o pré-natal sem intercorrências. A parceria com a Assistência Social foi crucial para superar barreiras sociais e logísticas, como transporte e apoio familiar, garantindo que as gestantes cumpram as condições ideais para a realização do acompanhamento médico. Este modelo de atuação, que integra saúde e assistência social, apresenta-se como uma boa prática a ser replicada em outros contextos, contribuindo para a redução da mortalidade materno-infantil e para a promoção da equidade no acesso aos cuidados de saúde. A continuidade dessa abordagem pode fortalecer ainda mais o sistema de saúde local, impactando positivamente a vida de muitas famílias e gerando reflexos benéficos para a comunidade como um todo.
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LILIANE PAZ DE ARAÚJO, VALQUIRIA DE CONTO, VIVIAN MAYUMI AMIOKA, ELIANA CRISTINA BARBIERO, MARIA SILVIA DE ALMEIDA MELLO FREIRE, JOSÉ CARLOS MISORELLI (IN MEMORIAN)