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No âmbito da APS, o farmacêutico tem um importante papel tanto na gestão quanto na assistência. Na assistência, essa atuação está relacionada à supervisão da farmacoterapia como um todo, avaliando a prescrição, orientando o paciente e sua família, além de difundir informações sobre medicamentos e saúde. O uso irracional de medicamentos, incluindo os usados no processo de afirmação de gênero, pode acarretar vários problemas de saúde devido à falta de controle sobre seu uso, uma vez que parte das drogas hormonais prescritas, podem ser adquiridas sem receita médica e sem orientação do profissional de saúde (Santos 2023). No SUS, na Cidade de São Paulo, pessoas transexuais recebem orientação farmacêutica em relação ao medicamento o que reforça a necessidade de oferecer treinamento para a equipe sobre conceitos e temas pertinentes a este assunto. Vale ressaltar que o farmacêutico também faz parte da equipe multidisciplinar e junto a essa, o trabalho em conjunto torna-se essencial para o sucesso na terapia hormonal para a afirmação de gênero, com um atendimento multidisciplinar humanizado disponibilizado em ambulatórios de assistência à saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) garantindo assim a Política Nacional de Saúde Integral à população LGBTQIAPN+ (GUIMARÃES et al., 2017).
Demonstrar o papel do farmacêutico na Gestão do Cuidado da pessoa em hormonização na REDE SAMPA TRANS (Cuidado de Saúde na Cidade de São Paulo para as pessoas travestis, transexuais e não binárias que querem fazer uso de hormônios para a afirmação de gênero identitário).
Descrição de como ocorre o cuidado de uma pessoa que deseja fazer a afirmação de gênero em uma Unidade da REDE SAMPA TRANS. O atendimento ofertado é totalmente pensado na pessoa e como podemos acolhê-la nesse momento de grandes decisões, sempre respeitando-a com o objetivo de deixá-la confortável para o processo de hormonização. No primeiro atendimento é preciso entender as demandas solicitadas e como realizar com segurança essas demandas. É frequente o relato de disforias e sua presença é algo que não obrigatoriamente indica o início do processo de Hormonização. Após esse primeiro contato a pessoa é apresentada ao programa e direcionada, para a equipe multidisciplinar e equipe médica, para acompanhamento. O seguimento é regular, com consultas agendadas e pode haver a inserção ou não da pessoa em grupos com demais na mesma situação.
As pessoas por nós atendidas, são acompanhadas por toda a equipe multidisciplinar, sempre com a busca do entendimento das demandas trazidas. O acolhimento que ofertamos estabelece a confiança para acreditar e confiar nos profissionais; quando há algum problema, discutimos o caso em equipe, para melhor resolutividade. Acompanhamos pessoas transfemininas, transmasculinas e não-binarias, monitoradas mensalmente, tanto na retirada de medicamentos, consultas em psicologia, consultas clínicas e consultas farmacêuticas.
Diante do que foi desenvolvido nos anos de trabalho, nota-se assiduidade nos acompanhamentos, segurança no uso de hormônios e sobretudo confiança. Iniciaremos grupo de pessoas acompanhadas no processo transexualizador em nossa Unidade, para troca de expectativas, experiências e resultados.
população transsexual, gestão do cuidado, farmácia
NICCOLY MILLENA SILVERIO VEGA, CAMILA TEIXEIRA DURVAL DE OLIVEIRA