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O fluxo de atendimento em unidades de pronto atendimento (AMA) é um fator determinante na qualidade dos serviços prestados à população. Sendo uma unidade AMA/UBS Integrada, é essencial compreender a interação entre os serviços para otimizar a assistência prestada. O tempo de espera, a distribuição dos atendimentos e a evasão de pacientes são aspectos críticos que influenciam diretamente na efetividade do serviço. Com o avanço dos sistemas de prontuário eletrônico, como o FAST MEDIC, tornou-se possível coletar, organizar e analisar dados que auxiliam na tomada de decisões estratégicas para melhoria contínua do atendimento. Este estudo apresenta uma análise detalhada dos dados extraídos do sistema FAST MEDIC, com o objetivo de mapear o fluxo do pronto atendimento do AMA UBS JARDIM CAPELA e identificar oportunidades de melhoria. A pesquisa foi realizada entre julho e dezembro de 2024 e analisou indicadores como tempo médio de espera entre retirada da senha, classificação de risco e atendimento médico, número de atendimentos, classificação por cor, tempo médio de consulta, ranking de CID\s e outros dados. Os dados foram organizados em planilhas de Excel, permitindo a análise global dos dados e a identificação de indicadores secundários, como subnotificações e discrepâncias entre plantões, contribuindo para estratégias de melhoria contínua. Os resultados possibilitam a elaboração de planos de ação para padronização de boas práticas e otimização da eficiência no pronto atendimento.
Este artigo tem como objetivo principal utilizar os dados extraídos do FAST MEDIC como fonte macro de informações para aperfeiçoamento do fluxo de atendimento no AMA. Além disso, busca-se identificar possíveis subnotificações por evasão de pacientes e avaliar as diferenças entre plantões para padronizar as práticas que promovem maior eficiência.
A pesquisa foi conduzida por meio da extração mensal de dados do sistema FAST MEDIC, referentes ao período de julho a dezembro de 2024. As informações coletadas foram exportadas e organizadas em planilhas de Excel, facilitando a análise e a geração de indicadores. Entre os principais dados analisados estão: – Tempo médio de espera por profissional; – Número total de atendimentos por período; – Classificação dos pacientes por cor, conforme o protocolo de triagem; – Comparação entre diferentes plantões e seus respectivos tempos de ociosidade; – Identificação de padrões e possíveis subnotificações por evasão de pacientes;- Ranking epidemiológico com base nos diagnósticos registrados pelo CID. Os dados foram tratados e analisados de forma a permitir a visualização do fluxo de atendimento da unidade, destacando oportunidades de melhoria e embasando a formulação de indicadores e elaboração de planos de ação estratégicos.
Os resultados da análise revelaram padrões importantes sobre o fluxo de atendimento na unidade. Foi possível observar diferenças significativas no tempo de ociosidade entre plantões, sugerindo a necessidade de padronização de métodos para garantir uma distribuição equilibrada da demanda. Além de ampliar um leque de opções quanto a indicadores, essa análise auxilia na identificação de subnotificações por evasão de pacientes, possibilitando a implementação de estratégias para minimizar problemas frequentemente não detectados, contribuindo para uma melhor avaliação da qualidade do atendimento prestado. A análise também demonstrou a importância de indicadores como tempo médio de espera e distribuição dos atendimentos por classificação de risco. Esses dados possibilitam a identificação de gargalos no atendimento e a proposição de soluções baseadas em evidências concretas.
O estudo evidenciou a relevância da análise sistemática de dados no aprimoramento da gestão de atendimento no AMA. A extração e organização dos dados do FAST MEDIC permitiram um mapeamento detalhado do fluxo de pacientes, destacando pontos críticos e oportunidades de otimização. A partir desses insights, torna-se viável a elaboração de planos de ação que padronizem boas práticas entre os plantões, reduzindo discrepâncias e aumentando a eficiência no pronto atendimento. Futuros estudos poderão ampliar essa análise para períodos mais longos, além de explorar outras variáveis que possam impactar o fluxo de atendimento, como disponibilidade de profissionais e sazonalidade na demanda.
Indicadores; Gestão de Fluxo; Melhoria Contínua
FELIPE DOS REIS SANTOS