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A dengue é uma das principais endemias que afetam a saúde pública em todo o Brasil. O vírus causador da doença é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. A falta de saneamento básico, o acúmulo de água parada e a desinformação da população contribuem para a propagação da doença, tornando o combate ao mosquito um desafio coletivo. Dessa forma, é fundamental que se adote medidas de prevenção e controle, ressaltando a importância da participação comunitária na redução dos focos do mosquito, a fim de reduzir os índices da doença na população. A Estância Turística de Brotas (SP) tem se destacado pela condução responsável e proativa das ações de vigilância, controle e prevenção da dengue. Dados do sistema de monitoramento epidemiológico estadual e de plataformas de informação sanitária apontam que, enquanto o Estado de São Paulo registrou números alarmantes de dengue em 2024, milhões de casos notificados, a realidade local de Brotas tem mostrado uma trajetória de controle mais favorável, reflexo direto das políticas públicas implementadas pela atual Administração Municipal e das parcerias com a população e órgãos de saúde. Uma ação inicial foi a publicação, por meio de Portaria Municipal, da Sala de Arboviroses, com representatividade de diversas instâncias da Administração, contando com membros das Secretarias da Saúde, do Meio Ambiente, da Educação, de Obras, Defesa Civil e Vigilância em Saúde, que comandaram as ações de forma coordenada.
O presente trabalho tem objetivo de apresentar as principais medidas adotadas pela Gestão Municipal no combate à dengue e, ainda, analisar os resultados dessas ações, que podem ser citadas como uma integração de ações em vigilância, controle e prevenção da dengue desenvolvidas pela Administração Municipal de Brotas (SP) em conjunto com setores como a Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria de Meio Ambiente, Secretaria da Educação, Secretaria de Obras, Defesa Civil e Hospital Municipal e, por fim, avaliar seus impactos na redução dos casos da doença. Busca-se também evidenciar a importância dessa gestão pública integrada e da participação comunitária como fatores determinantes para o controle do mosquito Aedes aegypti e a melhoria dos indicadores epidemiológicos locais e na saúde da população.
O trabalho foi desenvolvido a partir da análise de dados secundários provenientes de sistemas oficiais de monitoramento epidemiológico estadual e plataformas de informação sanitária, além de relatórios da vigilância epidemiológica municipal. A abordagem adotada para o trabalho foi descritiva e comparativa, com foco na evolução de indicadores epidemiológicos entre os anos de 2024 e 2026. Complementarmente, foram consideradas informações sobre ações preventivas implementadas pela Administração Municipal de Brotas, como campanhas de mobilização social, atividades de controle vetorial, intensificação das ações de vigilância, visitas domiciliares de agentes de saúde e estratégias intersetoriais de prevenção. A campanha “Bota Fora, Xô Aedes”, realizada em 2025, mobilizou moradores para a limpeza de quintais, promovendo a retirada de materiais inservíveis e a eliminação de potenciais criadouros do mosquito transmissor, mostrando um grande engajamento da população em combater os focos do mosquito. Além disso, contou-se com o apoio do Hospital Municipal, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, que reforçou a testagem da dengue tanto na sala de arboviroses da atenção primária quanto no prédio de hospital, ambos com profissionais direcionados para acolher e orientar os casos suspeitos e confirmados da doença. O Departamento de Meio Ambiente também participou ativamente fazendo a intensificação da retirada de materiais das ruas do município com potenciais focos do mosquito.
Os resultados demonstram uma redução significativa dos casos de dengue no município de Brotas, superior à média observada no Estado de São Paulo. Enquanto o estado apresentou uma queda aproximada de 58% nos casos prováveis em 2025 em relação a 2024, Brotas registrou uma redução em torno de 80%. Em janeiro de 2026, a incidência estimada no município foi de aproximadamente 4,2 casos por 100 mil habitantes, indicando um cenário epidemiológico controlado. Esses resultados estão diretamente associados à implementação das políticas públicas preventivas descritas, consolidando Brotas como referência em gestão eficiente no enfrentamento da dengue. Os números mais recentes disponíveis, aliados às ações preventivas permanentes, demonstram que a combinação de uma gestão municipal responsável com a participação ativa da comunidade teve reflexo direto na redução dos casos de dengue. Enquanto muitos municípios enfrentaram desafios significativos em 2025 e 2026, Brotas vem construindo uma história de sucesso epidemiológico — com taxas de infecção que se mantêm baixas ainda nos dias de hoje.
A atual Administração Municipal de Brotas (SP) tem como pilares a responsabilidade na gestão pública, o planejamento baseado em dados técnicos, a prevenção como eixo central das políticas de saúde, a integração entre secretarias, a transparência das ações e o fortalecimento da participação da comunidade. Esses princípios orientam decisões estratégicas, garantem respostas aos desafios sanitários e reafirmam o compromisso permanente com a qualidade de vida da população. No enfrentamento à dengue, esses pilares se traduzem em ações concretas, resultados mensuráveis e na consolidação de Brotas como referência em gestão municipal eficiente e comprometida com a saúde pública. Especialistas em vigilância epidemiológica reforçam que o combate ao Aedes aegypti precisa ser contínuo, sobretudo em cidades do interior paulista, onde fatores climáticos e ambientais favorecem a reprodução do mosquito. A experiência de Brotas mostra que, com planejamento, empenho e envolvimento de toda a sociedade, é possível reduzir de forma consistente o impacto da dengue e proteger vidas em todas as regiões afetadas do País.
Dengue, Campanha, Mosquito, Prevenção, Saúde.
GILBETO TABOGA, PRISCILA MÁXIMO DE CARVALHO PRUDENTE, LUCIANA DE SOUZA PIRES DE JESUS