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A hipertensão arterial e o diabetes mellitus são condições crônicas com impacto significativo na morbimortalidade cardiovascular. O controle eficaz dessas doenças exige abordagens inovadoras, especialmente no contexto da transformação digital na saúde. A integração de ferramentas digitais na gestão da atenção básica permite a geração de relatórios mais eficientes, otimizando a classificação de riscos e a tomada de decisões clínicas. Este estudo analisa a evolução da prevalência e da classificação de riscos cardiovasculares de hipertensão e diabetes em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), com foco no impacto dos recursos digitais da plataforma Florence na melhoria da gestão dos dados assistenciais.
Avaliar a evolução da prevalência de hipertensão e diabetes em indivíduos maiores de 18 anos cadastrados na UBS, bem como analisar a eficácia dos recursos digitais na classificação de riscos cardiovasculares desses pacientes.
Trata-se de um estudo longitudinal retrospectivo, baseado na análise de dados registrados no prontuário eletrônico da plataforma Florence entre os anos de 2022 e 2024. Foram coletadas informações sobre a prevalência de hipertensão e diabetes em adultos, bem como a taxa de classificação de riscos cardiovasculares. A população-alvo da UBS em dezembro de 2024 era de 22.136 pessoas. A gestão eficiente dos dados foi impulsionada por três estratégias principais: 1.Engajamento da equipe: Capacitação dos profissionais de saúde para aprimorar a gestão do cuidado populacional. 2.Busca ativa digitalizada: Monitoramento sistemático por meio de visitas domiciliares conduzidas por agentes comunitários de saúde e técnicos de enfermagem, com apoio da plataforma Florence para identificar novos casos. 3.Otimização do gerenciamento de dados: Qualificação dos registros eletrônicos para garantir maior precisão e rastreabilidade das informações, facilitando a geração de relatórios automatizados e estratégicos.
A análise revelou um aumento significativo na prevalência de hipertensão e diabetes ao longo dos anos estudados. Em relação à hipertensão, os dados apontaram um crescimento de 6,96% (1.510 pacientes) em 2022 para 22,75% (5.037 pacientes) em 2024, aproximando-se dos 26,4% estimados para a população brasileira (Vigitel 2021). Para o diabetes, a prevalência passou de 3,69% (800 pacientes) em 2022 para 9,11% (2.024 pacientes) em 2024, superando a projeção do Vigitel de 8,5%. A classificação de riscos cardiovasculares também apresentou avanços expressivos devido à otimização dos prontuários eletrônicos. A taxa de classificação dos hipertensos evoluiu de 86,88% em 2022 para 99,2% em 2024, enquanto para os diabéticos, a classificação subiu de 86% para 98,1% no mesmo período.
Os achados deste estudo demonstram que o uso de ferramentas digitais avançadas na gestão da saúde pública potencializa a precisão na identificação e monitoramento de riscos cardiovasculares. A integração da plataforma Florence permitiu um gerenciamento mais eficiente dos dados assistenciais, resultando em maior cobertura e qualificação da classificação de riscos. Essa evolução reforça o papel da nova gestão em saúde na era digital, proporcionando maior segurança e equidade no cuidado populacional. O uso de tecnologias inovadoras para monitoramento e análise epidemiológica deve continuar sendo aprimorado, garantindo a sustentabilidade e eficiência dos serviços de saúde no cenário digital.
Gestão digital, doenças crônicas, monitoramento
THIAGO DE CASTRO MENEZES