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Os percentuais de investimento financeiro dos municípios, estados e União no SUS são definidos atualmente pela Lei Complementar nº 141 – 13 de janeiro de 2012 resultante da sanção presidencial da Emenda Constitucional 29. Por esta lei municípios e Distrito Federal devem aplicar anualmente no mínimo 15% da arrecadação dos impostos em ações e serviços públicos de saúde cabendo aos estados 12%. No caso da União o montante aplicado deve corresponder ao valor empenhado no exercício financeiro anterior acrescido do percentual relativo à variação do Produto Interno Bruto do ano antecedente ao da lei orçamentária anual ². Considerando que a evolução temporal do faturamento entre os estabelecimentos Municipais de Saúde Hospitalar onde se propôs analisar processamento em termos de apresentado, aprovado e respectivas diferenças no período compreendido entre 2022 e 2024; nos deparamos com período de transição pandêmico com saída de estabelecimentos de Saúde sob gestão da CAH de 29 para 24 estabelecimentos Gestão direta e Contratos de Gestão/Parceria; recurso humano RH escasso com apenas um profissional Técnico em saúde Enfermeira utilização de relatórios DATASUS em PDF® planilhas de Excel® e gradativamente evoluindo para além da RH técnico mais um estagiário em Tecnologia da Informação T.I; inicia a utilização de ferramenta Power BI®. A expectativa do estudo norteou a novas propostas de trabalho, oportunidade de melhoria com indicadores de eficiência aos recursos existentes a época
Projeto de criação ferramenta de qualidade digital automatizada que possibilite utilizar recursos dispensados aos Estabelecimentos de saúde hospitalares conforme preceitos do investimento financeiro dos municípios, afim de mapear, analisar, monitorar e colaborar com novas propostas de melhoria continua ao processo com zero custo. O termo “racionalizar” tem origem no latim “rationalis”, que significa “racional” Racionalizar é, portanto, agir de forma racional, utilizando a lógica e a razão para tomar decisões e otimizar processos. É um conceito que está relacionado à busca pela eficiência e pela maximização dos recursos disponíveis. ³
Neste relato de experiencia a metodologia aplicada neste estudo retrospectivo foi o quantitativo, analítico e documental diante evolução do processamento de faturamento dos estabelecimentos hospitalares Municipais no período de 2022 a 2024; utilizou-se o Power BI® para a extração de dados de documentos em PDF® e também para tratamento da fonte de dados TABNET/DATASUS®; exposição do material a gestão dos estabelecimentos de saúde documentas em memorias; optou se por ferramenta de qualidade Balanced Scorecard ou BSC. Segundo KAPLAN e NORTON (1997), Balanced Scorecard ou BSC trata-se de ferramenta visual que relaciona as perpectivas de produtividade das empresas em: financeira, clientes, processos internos e aprendizado e crescimento, afim de a conseguir obter vantagens competitivas sustentáveis, apenas com a implementação de novas tecnologias, ativos físicos, e com a excelência da gestão eficaz. A ferramenta de qualidade corrobora com a expectativa da proposta de trabalho uma vez que propõe: identidade organizacional definida, montar seus indicadores de gestão, propor metas a serem alcançadas além da possibilidade de monitorar e o desenvolvimento dos indicadores preenchendo os dados mês a mês.
O método utilizado para compilação dos dados de forma digital semi automatizada do projeto da CAH permite a observação e monitoramento dos resultados do faturamento de Autorização de Internação hospitalar AIH. A Gestão a vista automatizada evidencia comparativo apresentação de processamento/faturamento dos estabelecimentos com apresentação em percentil de perda de 48,37% no valor apresentado e aprovado; no inicio do estudo e percentual de perda de 20,32% no final de 24 meses de estudo. Ainda foi possível evidenciar o comportamento apresentado entre estabelecimentos de saúde sob gestão direta GD do município e sob contratos de gestão/parcerias CGP sendo percentual de perdas em GD 21,89% e sob CGP 34,11%. Diante do exposto foi possível identificar padrões e oportunidade de melhoria; em uso de Pareto nos 10 principais causa/motivos de perda em processamento/faturamento como: Quantidade de diárias superior a capacidade instalada, Habilitação de leitos de UTI, Habilitação de procedimentos, profissional não vinculado ao CNES/CBO, Profissional autônomo não vinculado ao CNES/CBO, AIH Bloqueada para Auditoria no prontuário, Serviço não serviço classificado exigido, profissional não vinculado cadastrado entre outros. A semi automatização do processo de trabalho em uso da ferramenta Power BI® e BSC possibilita estabelecer plano de ação e propor medidas corretivas com dados sólidos traduzindo em uso racional e sustentável recursos existentes para assistência à saúde.
A proposta de automação, ainda em condição semi-automatizada dos processos de trabalho na CAH, como o de análise de faturamento hospitalar, mesmo que em projeto piloto, nos evidenciou potência. Isso se traduz em gestão à vista para monitorar e direção para auditar, mitigando perdas dos recursos propostos. A clareza da possibilidade de atuação no ponto frágil de toda a ação é evidente. Salientamos ainda que houve custo zero para a municipalidade, com aumento do faturamento, redução de perdas em processamento/faturamento, construção de laços por meio de conectividade entre todos os atores envolvidos no processo de trabalho e acúmulo de conhecimento e capital intelectual tanto para servidores, estagiários, parceiros de contratos de gestão/parceria. A CAH realiza monitoramento contínuo do processo de trabalho desde então, utilizando ferramentas para gestão local, oferecendo suporte aos hospitais sob sua gestão e áreas afins da própria SMS. Além disso, evolui com ferramentas de qualidade associadas a iniciativas digitais para agilidade e sustentabilidade do Município. A boa notícia é que a gestão do processo de trabalho em automatização propõe melhoria e eficiência às boas práticas, refletindo diretamente na assistência ao SUS.
Gestão, Qualidade, Hospitalar,
IARA CRISTINA SILVA, FLAVIA MARIA PORTO TERZIAN, JOSIE CLEIA SANTOS MIRANDA, PATRÍCIA VIEIRA, ANA LETICIA VIEIRA MARIANO, ELIANA RODRIGUES DE CAMPOS, VINICIUS ANDRADE NUNES PEREIRA