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O Grupo de Resposta Unificada (GRU) é um grupo especializado da Prefeitura de Campinas que atua para combater a dengue. Esta estratégia surgiu em resposta à maior epidemia de dengue já registrada no município de Campinas, ocorrida em 2024 e foi criado no contexto do Comitê Municipal de Enfrentamento das Arboviroses e Zoonoses, que é uma estrutura intersetorial permanente, criada em 2015, composto por 14 secretarias e outros três órgãos para o enfrentamento da dengue no município. O GRU, coordenado pelo Comitê Municipal de Enfrentamento das Arboviroses e Zoonoses teve como objetivo inicial agilizar as fiscalizações e respostas às denúncias sobre criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue. Formado por órgãos de fiscalização da Prefeitura Municipal de Campinas que atuam conjuntamente enfrentando os focos do mosquito., dando resposta rápida às denúncias recebidas. Desde sua criação foram recebidas mais de 1.500 denúncias, as quais foram triadas e cerca de 200 denúncias foram verificadas por meio da ação conjunta, realizada por profissionais que participam do GRU.
Objetivo geral Desenvolver estratégia intersetorial de fiscalização para reposta e combate ao mosquito Aedes aegypti transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya no município de Campinas em situação de emergência em saúde pública. Objetivo específico Agilizar as respostas às denúncias sobre criadouros do mosquito; Realizar estratégias de enfrentamento proporcionais a uma emergência de saúde pública; Envolver outras áreas e setores da administração pública no enfrentamento e combate ao mosquito.
O GRU foi criado por meio de decreto municipal visando dar vazão à grande quantidade de denúncias da população recebidas pela saúde através do sistema 156, Ouvidoria, entre outros canais de diálogo com o munícipe em Campinas. É entendido como forma de adicionar reforço às medidas de combate ao mosquito, uma vez que a capacidade de resposta das equipes de saúde estavam todas voltadas as ações de combate, não havendo dentro da estrutura da saúde forma de ampliar a avaliação das denúncias e buscar junto à população enfrentar os focos do mosquito. As denúncias sobre criadouros do mosquito Aedes aegypti são recebidas pelo telefone 156 ou pelas ouvidorias, e encaminhadas para as secretarias responsáveis pela causa raiz do problema antes de ser enviado para a saúde, que já tomam providências, quando não é possível resolver a situação, a denúncia é encaminhada ao GRU. O GRU prepara a operação com base em informações de satélite e sistemas integrados da PMC, utiliza drones e medida liminar de abertura de imóveis fechados, com auxílio de chaveiro, nas situações em que não foi possível fazer contato com o proprietário. Além disso, o grupo fiscaliza imóveis que foram alvo de denúncias e cada secretaria realiza as atribuições e encaminhamentos de sua competência. Por meio do Decreto Municipal nº 23.253 de 15 de março de 2024, substituído pelo decreto municipal nº 23.581 de 26 de setembro de 2024 que torna o GRU permanente e a portaria 103076/2024 com as nomeações dos responsáveis.
O principal resultado foi a criação de grupo especializado, para trabalho conjunto, no combate ao Aedes aegypt no município aumentando a efetividade e resolutividade das demandas, intervenção em imóveis onde há risco para criadouros, possibilidade de atuação mais efetiva nas denúncias da população, ampliar a capacidade de resposta da administração pública para o enfrentamento a situações de epidemia e emergências em saúde pública. Foi uma oportunidade de dividir a árdua tarefa de dar resposta a uma epidemia e resposta às denúncias de munícipes de maneira concomitante. Criar grupo especializado contribuiu para a celeridade nas verificações das denúncias e oportunidade de resolução das demandas com a participação conjunta da Defesa Civil, Guarda Municipal, PROCON, SETEC, Secretarias de Saúde, Urbanismo, Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade e Serviços Públicos por meio da Coordenadoria de Fiscalização de vielas e terrenos.
A intersetorialidade se revela essencial no combate à Dengue, uma vez que os desafios de saúde pública exigem a colaboração entre diferentes setores da sociedade. A abordagem integrada permite não apenas a mobilização de recursos, mas também a criação de estratégias inovadoras que abordam as causas estruturais das arboviroses. Ao unir esforços é possível garantir uma resposta mais ágil e eficaz. Essa articulação fortalece a capacidade da máquina pública de atuar de forma proativa, resultando em intervenções que não apenas controlam a Dengue, mas também promovem a saúde coletiva. Portanto, investir na intersetorialidade é não apenas uma necessidade, mas uma responsabilidade compartilhada que visa proteger a saúde da população e construir cidades mais resilientes. O desafio está lançado: que possamos, juntos, transformar os conhecimentos e experiências em ações concretas para um futuro mais saudável.
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PRISCILLA BRANDÃO BACCI PEGORARO, ALINE BORGES NUNES DE OLIVEIRA, JOSÉ ELI MOREIRA, CHRISTIANE SARTORI, SIDNEI FURTADO FERNANDES