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No Brasil, o Ministério da Saúde aponta que 3% da população necessita de cuidados contínuos em saúde mental e 9% de atendimento eventual, no caso de transtornos de menor gravidade (Brasil, 2003). O cuidado em saúde mental na Atenção Básica envolve um conjunto de atividades que visam ao controle de sintomas, à prevenção de riscos e acompanhamento adequados. (World Health Organization, 2001). Neste contexto as práticas integrativas de saúde se tornaram uma realidade na rede de atenção à saúde pública em São Paulo. No início dos anos 2000 havia cerca de seis unidades que adotavam as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde-PICS, a partir de 2002 a SMS-SP deu início ao processo de expansão dessas modalidades. Atualmente mais de 520 unidades de saúde praticam pelo menos uma das modalidades que integram essas práticas, como, auriculoterapia, homeopatia, fitoterapia, práticas corporais e meditativas. As PICS são definidas por Barros e Tesser (2008) como um grupo de sistemas médicos e terapêuticos de cuidado à saúde, práticas e produtos que não são presentemente considerados parte da biomedicina e são orientadas pelos seguintes princípios: escuta acolhedora, desenvolvimento do vínculo terapêutico, integração do ser humano com o ambiente e a sociedade, visão ampliada do processo saúde-doença, promoção global do cuidado humano.
Promoção de cuidados com a saúde mental no ambiente familiar e comunitário.
Atendimento em grupo, utilizando as práticas integrativas e complementares em saúde, como, auriculoterapia, aromaterapia, plantas medicinais etc.
Total de 25 participantes mulheres e homens, nos grupos tiveram ótima participação nas discussões sobre os temas propostos e dinâmicas de grupos. Também se sentiram à vontade para falar sobre pensamentos e sentimentos decorrentes do histórico de vida, principalmente de acontecimentos ou situações que propiciavam sintomas de estresse e ansiedade em seu dia a dia. Nota-se que os participantes também falaram sobre perdas, eventos traumáticos disparadores de pensamentos negativos e sentimento de tristeza.
A ação conseguiu atingir seus objetivos, principalmente de amenizar os sintomas exacerbados de depressão e estresse. Conforme devolutivas das participantes elas conseguiram observar melhoras em seu bem-estar e colegas de grupo. Na segunda aplicação da ESCALA HAD – AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE ANSIEDADE E DEPRESSÃO, os escores sobre ansiedade e depressão diminuíram.
saúde mental, PICS, promoção de cuidados
Joel Hugo Poloni, Rosangela Alves Aleman Benitez Siraque, Regina dos Santos, Patrícia Teixeira Almeida de Jesus, Luciana Conceição