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A humanização da assistência hospitalar é essencial para a qualidade do cuidado e bem-estar dos pacientes e suas famílias. Esse processo envolve práticas que consideram as dimensões biopsicossociais durante a internação, desenvolvendo estratégias que impactam positivamente a recuperação e qualidade de vida dos envolvidos. No Hospital Municipal de Diadema (HMD), destaca-se o Grupo de Orientação e Acolhimento a Acompanhantes (GOAA), que promove conhecimento sobre direitos e deveres, alinha expectativas e esclarece dúvidas sobre rotinas e normas da unidade. Essas ações minimizam fantasias, facilitam a compreensão dos cuidados e auxiliam no enfrentamento da crise causada pela internação. Acolher o acompanhante é essencial para uma abordagem holística, identificando suas necessidades e capacitando-o para um papel cooperativo e participativo. Neste cenário, o acolhimento deve ser visto como um potente instrumento para se atender os princípios e diretrizes estabelecidas pelo SUS, facilitar a acessibilidade e favorecer o desenvolvimento de vínculo entre equipe e população. O GOAA oferece escuta qualificada, apoio biopsicossocial e acesso a informações da equipe multiprofissional, promovendo cuidado humanizado e comunicação efetiva. Essa iniciativa busca orientar e melhorar a experiência dos acompanhantes, tornando sua permanência mais esclarecida e acolhedora.
O propósito deste trabalho é ter um instrumento de humanização do processo de cuidado na assistência hospitalar através de Grupos de Acolhimento nas enfermarias do HMD. As ações visam: •Criar espaço de escuta qualificada; •Prestar atendimento de suporte, esclarecendo dúvidas, informações e orientações; •Debater sobre o papel do acompanhante e da equipe multiprofissional; •Aprimorar o atendimento prestado ao acompanhante e paciente internado; •Favorecer comunicação efetiva entre equipe/hospital e o acompanhante/paciente; •Reduzir conflito entre família-usuário-equipe-instituição;
Trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa do tipo relato de experiência da equipe multiprofissional no HMD. Durante as reuniões de equipe, surgiram reflexões sobre a importância de um espaço de escuta e acolhimento para os acompanhantes dos pacientes nas enfermarias. O Grupo de Orientação e Acolhimento a Acompanhantes foi estruturado para garantir um espaço seguro e suporte eficaz. O processo começou elegendo as principais demandas dos atendimentos da equipe multiprofissional, definindo previamente o objetivo das reuniões. A formação da equipe facilitadora foi crucial para sensibilizar a participação dos acompanhantes. Sugerimos um representante de cada especialidade para atender as demandas, incluindo médico, enfermagem, assistência social, psicologia, terapia ocupacional, nutrição, fisioterapia, fonoaudiologia, ouvidoria e administrativo. O grupo foi organizado com local, dia, horário e grupo via WhatsApp para definir a escala de profissionais. O GOAA iniciou em agosto de 2024. Os participantes são convidados via busca ativa e sensibilizados pela equipe. A dinâmica tem duração de até 60 minutos e permite que os acompanhantes compartilhem dúvidas, sentimentos e preocupações. Ao final, é realizado um feedback para avaliação da experiência, com encaminhamento dos apontamentos aos responsáveis, buscando resolutividade para as questões apresentadas.
As análises e devolutivas feitas até o momento nos permitem afirmar que a participação dos acompanhantes promoveu alívio aos sentimentos que o adoecimento e hospitalização impõem como: solidão, angústia, raiva, tristeza, medo, isolamento social, entre outros, além de possibilitar troca de experiências e reflexão sobre o momento atual. Essa estratégia promoveu vínculos entre equipe, assistidos e acompanhantes fortalece a assistência humanizada e beneficia o tratamento e rotina hospitalar, logo que o indivíduo se enxerga parte do processo de saúde/doença. Nas devolutivas constatou-se a satisfação dos participantes com a abordagem do GOAA, que se mostrou uma estratégia eficaz no acolhimento das demandas apontadas e para a sensibilização dos participantes.
Na visão ampliada de saúde, cuidar é um conceito abrangente, para além dos tratamentos biomédicos. Aponta para a criação de um ambiente relacional que permite à pessoa hospitalizada, a descoberta ou a releitura do sentido e do valor de sua existência. O Grupo de Orientação e Acolhimento a Acompanhantes gera segurança e confiança; possibilita que a pessoa reencontre e manifeste a sua vitalidade, favorecendo a eficácia dos tratamentos. É destacada a corresponsabilidade desses familiares/acompanhantes pelo cuidado dos pacientes, dentro e fora da Unidade Hospitalar. O acolhimento será ponto de partida para alcançar o grau de excelência em nosso ambiente de trabalho e assim a satisfação do paciente. Acreditamos que o resultado desta prática favorece o vínculo entre os colaboradores e a população assistida, além de maior grau de resolutividade por parte da equipe de assistência. Diante os resultados positivos obtidos, notou-se a necessidade de expandir essa estratégia para outros setores do HMD e assim oferecer acolhimento aos demais familiares/ acompanhantes por entender que todos os envolvidos na rotina hospitalar se beneficiariam da abordagem.
alta segura, escuta qualificada, humanização
GRAZIELA FOLTRAM COUTO, SARITA GARCIA MARIANO RAGUCCI, MIRELLA PORTELA TREVISANI, BRUNA MONTANHEIRO MÉDICI CPF, EMILY BOAVENTURA BUENO, LUCIANA APARECIDA DE FREITAS, MARCO ANTÔNIO NADAL, DENISE PELEGRIN DIAS MORAIS, EVANDRO JOSÉ GONÇALVES, CLAUDENICE CAETANO, EGIDIO CARMINATTI NETO, ANA PAULA CYRIACOPE FRAGASSI, ELENILDA BONFIM DAMASCENA, DANILO LIMA DOS SANTOS, GISELI OLIVEIRA ASSIS DE MELO, SIRLEY DOS SANTOS MELO FREITAS, AUDREY MARA COSTA