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Este trabalho traz a experiência de um grupo, que originalmente objetivava estimular a atividade física em idosos, para prevenir as quedas nessa população e manter um bom nível de funcionalidade para esses usuários. Nova Europa é um município de pequeno porte, do interior do estado de São Paulo, que faz parte do DRS 3 – Araraquara, conta atualmente com três equipes de saúde da família e uma equipe NASF atuante e esse grupo é direcionado para toda a população do município. O grupo se iniciou em 2018, considerando a problemática da queda em idosos como um importante problema de saúde pública, mas também a necessidade de um ponto de atenção na Rede de Atenção à Saúde (RAS), que promovesse a continuidade do cuidado para pacientes com sequelas motoras devido a patologias neurológicas ou déficits motores funcionais provenientes da senilidade e senescência. Portanto, o grupo promove a atividade física como principal ferramenta para prevenir as quedas. Além disso, o grupo potencializa a participação social, a corresponsabilização e a longitudinalidade do cuidado em saúde, tornando-se uma importante ferramenta que ampliou o cuidado em saúde no município.
– Realizar atividade física como meio para o fortalecimento dos músculos, melhora do equilíbrio e da coordenação motora em idosos e pacientes com sequelas neurológicas, visando a manutenção de suas funcionalidades e prevenção de quedas para essa população. – Incentivar a participação ativa no processo do cuidado em saúde nesse grupo de usuários. – Criar pontos da rede de atenção à saúde que proporcionem a longitudinalidade do cuidado, bem como a integração deste entre os diferentes profissionais da atenção básica e da rede como um todo.
O Grupo de Prevenção de Quedas é realizado uma vez por semana no Centro de Convivência do Idoso e funciona de portas abertas, ou seja, qualquer usuário pode ter acesso sem a necessidade de encaminhamentos. Atualmente o grupo abrange não somente a população idosa, mas também a população adulta que apresenta déficits motores neurológicos ou até leves dificuldades motoras provenientes do processo natural de envelhecimento. O grupo conta com a participação dos Agentes Comunitários de Saúde de todas as Estratégias de Saúde da Família do município, que se revezam a cada semana para apoio na realização das atividades. Os exercícios físicos são passados pela Terapeuta Ocupacional, que atualmente faz parte da equipe NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família), e visam trabalhar o alongamento e o fortalecimento dos músculos, o equilíbrio e a coordenação motora. Para isso são utilizados halteres, caneleiras, faixas elásticas, bolas, bastões, etc. Ao final dos exercícios são realizadas dinâmicas que envolvem a participação do grupo em competições de agilidade e memória proporcionando, além disso, interação entre os participantes, o que favorece a criação de vínculos e melhor adesão às atividades oferecidas. Outros profissionais do NASF esporadicamente são convidados a participar do grupo, oferecendo Práticas Integrativas e Complementares, como auriculoterapia. Além disso, o grupo participa das outras atividades oferecidas tanto pela Diretoria de Desenvolvimento Social quando pela Saúde.
Foi possível observar o aumento do número de participantes do grupo com o passar dos anos e a melhor adesão destes nas atividades ofertadas, evidenciando que o grupo proporcionou a conscientização da importância de prevenir as quedas e de ter a participação ativa no processo de cuidado em saúde para garantir a qualidade de vida. Além disso, o grupo se tornou um importante ponto de apoio de reabilitação, pois, os indivíduos que já passaram pelos atendimentos individuais na rede, e não necessitam mais desse acompanhamento, são encaminhados ao grupo para continuarem realizando atividades físicas, possibilitando assim a longitudinalidade do cuidado. O grupo também proporcionou melhora no vínculo da população com as equipes de saúde oportunizando trabalhos com outros temas.
Considera-se que os grupos de atividade física são de extrema importância para prevenir quedas e manter a funcionalidade de idosos e outros grupos, mas podem ir além disso, pois favorecerem a socialização, o compartilhamento de vivências entre os participantes, a criação de vínculos entre eles (e também destes com as equipes) e ainda se mostraram excelentes espaços para o trabalho de outros temas de educação em saúde. Portanto, esse tipo de abordagem coletiva se torna uma potente ferramenta para a ampliação do cuidado em saúde da população.
Ampliação do cuidado; NASF; Idosos.
Iara Cristina Rizzo, Nathalia Denardi Casotti