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O grupo de musicalização já existia antes que eu tivesse chegado ao serviço. Primeiro participei do grupo como apoio. Após o início do ano me apropriei do grupo após a saída do Psicólogo responsável. O presente relato foi desenvolvido em parceria com a estagiária da Fundação Regina Amorim. A proposta era de apresentar o cordel como forma de expressão acessível e popular de reivindicação e também uma forma de cada um contar sua história e ser ver representado nela.
Fazer os participantes começarem a pensar em palavras e sentimentos relacionados às suas experiências de vida. Construção coletiva, montar o cordel com a contribuição de todos do grupo. Apresentar o cordel pronto pra que cada um se encontre nos versos construídos. Resgatar a auto estima, se apropriar da linguagem simples e poética do cordel e utilizar como ferramenta para relatar suas histórias.
Para a realização desta tarefa, precisamos de três encontros, divididos em introdução ao cordel, coleta das histórias e apresentação do cordel finalizado. No primeiro encontro, apresentamos a literatura de cordel propriamente dita, impressa, pendurando os cordéis em varais e pedindo para que cada um escolhesse o que mais lhe agradasse. Enquanto tocava na ambientação músicas instrumentais relacionadas ao cordel para trazer o clima do que estávamos falando e trazendo. Após cada um ler o cordel escolhido, pedimos para que escrevessem num papel uma palavra que representasse o que sentiram ao ler o cordel escolhido. No segundo encontro, sentamos em círculo, como geralmente acontece o grupo e coletamos histórias que cada um trouxe sobre sua infância ou histórias curiosas de suas vidas.
Cada usuário o cordel representou por escrito e um banner sua produção para presentear o grupo. Durante a leitura do Cordel, fizemos com que cada participante pudesse ver o resultado de suas criações e se sentissem parte do processo de construção. O cordel final foi uma expressão coletiva das experiências dos usuários e, mais importante, uma forma de criar conexões e promover a escuta mútua em um espaço de acolhimento. Finalizamos a atividade com um momento de reflexão sobre o processo e os sentimentos envolvidos.
O Grupo Musicaps segue acontecendo sempre às quartas-feiras, das 09;00 às 11:00 da manhã. É um grupo aberto, misto e diverso. No geral cada participante escolhe uma música e vamos elaborando a roda em cima do que é trazido por cada um sobre a música ouvida.
Musicalização, experiência, Construção coletiva.
ELIANA CONCEIÇÃO ZANATA, ROSANA APARECIDA CAMILO SIMIONATO