Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
Os grupos terapêuticos visam potencializar as trocas dialógicas, o compartilhamento de experiências e a melhoria na adaptação ao modo de vida individual e coletiva. Tanto os grupos quanto as oficinas terapêuticas são espaços para a expressão de emoções e pensamentos. São muito importantes na condução do tratamento, pois é nesse espaço que o sujeito passa a ter uma melhor compreensão de sua subjetividade e possibilidades para trocas e vínculos coletivos. Para Freud, S. (1996) a partir da formação de um grupo, podem surgir efeitos de massa, onde os indivíduos se combinam como uma unidade e são influenciados pela sugestão, provocando mudanças de comportamento e suas particularidades tendem a desaparecer. Tem como referência imaginária um líder, tendo como causa comum ou um ideal. O laço entre o líder e os membros é um laço identificatório, sendo a expressão de um laço emocional e afetivo.
Para promover a diferenciação no grupo terapêutico, será incluída a atividade de confeccionar peças e objetos com materiais reciclados presentes no cotidiano dos usuários; na qual através de trabalhos manuais irá desconstruírem e identificação coletiva, fazendo emergir as diferenças e igualdades. As vantagens dos grupos terapêuticos são: Melhora nas relações sociais e nos níveis de conhecimento sobre questões discutidas; Capacidade para lidar com situações inerentes ao transtorno sofrido; Confiança e alívio emocional; Recuperação da autoestima por ver-se capaz de realizar uma atividade; Desenvolvimento e treino de habilidades cognitivas e capacidades motoras finas; Trabalho em equipe e ajuda mútua; Cooperação entre os membros do grupo; Estimulação da atenção e criatividade.
O Grupo Terapêutico CRIART ocorre uma vez por semana na 3ª feira das 09h00 às 10h30 em uma das salas do CAPS III Leste / Diadema. O grupo é aberto e contempla os usuários que se encontra em hospitalidade diurna e noturna do CAPS III Leste / Diadema. Os critérios de inclusão são: pacientes de primeira internação em acolhimento noturno; dificuldade de aceitação e adesão ao tratamento; isolamento social; dificuldade de estabelecer vínculos e relações interpessoais; dificuldade de se expressar verbalmente (embotamento emocional).
Compreendemos como experiências exitosas nesse grupo aqueles pacientes que aos nossos olhos, ressaltaram e vivenciaram diversos sentimentos e emoções durante as tarefas propostas. Pacientes que estavam em acolhimento noturno pela primeira vez e que apresentavam dificuldade de aceitação e adesão ao tratamento medicamentoso. No primeiro contato os pacientes em acolhimento noturno apresentavam resistência em participar do grupo, preferindo se isolar e com ínfimo contato verbal e social. Após diálogo e ofertar tentativa de interagir, aceitavam com certa resistência. O facilitador para o paciente apresentar melhor interação e cooperação com os demais usuários foram através das atividades lúdicas; sendo uma boa oportunidade de estimular a criatividade e estabelecer relações sociais. Para Luckesi (2005), a ludicidade consiste num fenômeno que está intrínseco ao sujeito, e que pode se manifestar exteriormente. Nesta perspectiva, a ludicidade proporciona uma experiência plena para o indivíduo, pois evidenciam e evocam sentimentos e emoções.
Compreendemos como experiências exitosas nesse grupo aqueles pacientes que aos nossos olhos, ressaltaram e vivenciaram diversos sentimentos e emoções durante as tarefas propostas. Pacientes que estavam em acolhimento noturno pela primeira vez e que apresentavam dificuldade de aceitação e adesão ao tratamento medicamentoso. No primeiro contato os pacientes em acolhimento noturno apresentavam resistência em participar do grupo, preferindo se isolar e com ínfimo contato verbal e social. Após diálogo e ofertar tentativa de interagir, aceitavam com certa resistência. O facilitador para o paciente apresentar melhor interação e cooperação com os demais usuários foram através das atividades lúdicas; sendo uma boa oportunidade de estimular a criatividade e estabelecer relações sociais. Para Luckesi (2005), a ludicidade consiste num fenômeno que está intrínseco ao sujeito, e que pode se manifestar exteriormente. Nesta perspectiva, a ludicidade proporciona uma experiência plena para o indivíduo, pois evidenciam e evocam sentimentos e emoções.
saúde mental, ludicidade, grupo terapêutico
Silvana Menezes dos Reis, Daniela Della Croce Pigo