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Em toda a sociedade e classes sociais encontram-se pessoas com questões de saúde mental, sejam elas deficiências, causas inerentes ao cotidiano e ou por outras causas e variações da vida sócio econômica na sociedade do século XXI. Diante deste cenário estão relacionadas às situações de agravos à saúde da população de faixa etária entre dez e oitenta anos de idade com inúmeros sintomas associados à saúde mental ou motora, na sua maioria jovens entre dez a dezenove anos. Suas condições estão relacionadas às questões sócio econômicas que são resultantes das circunstâncias e medidas a qual o nosso país adota como o bem-estar dos cidadãos. Elas refletem as condições gerais da vida, das políticas públicas, sociais e econômicas nas mais diferentes populações e épocas. Quem é este público? A população da região do Cambuci, encontramos 15% de adolescente na faixa etária de 14 a 25 anos, idosos 70% na faixa de 60 a 84 anos, 15% crianças e as demais faixas etárias, que são atendidas dentro do Unidade Básica de Saúde. O projeto é uma proposta de ampliação de tratamento terapêutico, além dos atendimentos individuais. Constituem em um importante espaço natural, proporcionando aos pacientes estimular a capacidade de produção, convivência e interação social. A realização deste tratamento viabiliza a expressão, a espontaneidade, o conhecimento das potencialidades e das limitações dos pacientes e promove o desenvolvimento em diversos aspectos.
Utilizar o espaço com a finalidade de promoção de saúde e bem estar.
Os encontros são realizados por meio de visitas semanais duas vezes, no espaço da horta situada no CEE (Clube Escola Cambuci), na Avenida Lins de Vasconcelos, 804 – Cambuci, ao lado da UBS Cambuci. As orientações serão realizada pelo APA sendo neste espaço realizadas rodas de conversa, rodas de chá com plantas aromáticas do espaço, organização e planejamento das ações para o plantio, transplante de mudas, limpeza, adubação. Os usuários da UBS e do CEE atuarão na manutenção sempre acompanhados por um profissional da saúde. A produção é realizada através de sementes ou mudas doadas pela população ou pelos profissionais de saúde. É percebido que durante as ações desta atividade, os pacientes interagem entre si, falam sobre diversos assuntos, realizam atividade cognitiva e motora, e execuções de ações no manuseio das atividades com a terra e as plantas, sendo um ambiente favorável a um momento de tranquilidade e relaxamento.
As atividades de sustentabilidade em espaço natural são locais inerentes para a contribuição da melhora do paciente em vários aspectos sendo ele o vínculo em espaço de saúde conhecido como não consultório formal, que expressam olhares, vontade, interação e socialização que visam à sentimentos e vivências, geração de produtividade e valorização de esforços em grupo, habilidades nas faculdades mentais e intencionais para a execução da cidadania por meio de ações concretas como ajudar o próximo. Na horta podemos vivenciar momentos de lazer, prazer e, contudo, encontramos relatos em que o usuário é o foco da atenção, o foco do trabalho realizado pelos profissionais, que o mobilizou a expressar seu sofrimento para, então, intervir em seu processo de inclusão. Apesar das dificuldades próprias da realização das ações o objetivo e continuo na promoção e prevenção de saúde dos pacientes. Durante este período pudemos observar que alguns dos pacientes permaneceram e seguem dando segmento no cuidado de saúde.
As atividades desenvolvidas na horta comunitária demonstram que os espaços naturais podem ser utilizados como importantes dispositivos terapêuticos no cuidado integral à saúde, especialmente no campo da saúde mental. Ao proporcionar um ambiente não formal de atendimento, o projeto favorece o fortalecimento de vínculos entre usuários e profissionais, estimula a convivência social e amplia as possibilidades de escuta, acolhimento e expressão dos sentimentos. Observou-se que a participação nas atividades contribuiu para o desenvolvimento da autonomia, da responsabilidade coletiva e do senso de pertencimento, além de estimular capacidades cognitivas, motoras e emocionais dos participantes. A vivência em grupo, aliada ao contato com a terra e com as plantas, promoveu momentos de tranquilidade, prazer e relaxamento, aspectos fundamentais para a promoção do bem-estar e da qualidade de vida. Apesar dos desafios inerentes à continuidade das ações, como a adesão dos participantes e as limitações estruturais, os resultados evidenciam impactos positivos na prevenção de agravos, na inclusão social e na permanência dos usuários no acompanhamento em saúde.
Horta, sustentabilidade, saúde mental, alimentação
VALQUIRIA GOTADO JARUSSI, SOLANGE DE ALMEIDA DE CARVALHO