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Com o avanço tecnológico e da qualificação do cuidado em saúde, foram criadas as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), locais em que é possível aumentar as chances de se recomporem as condições estáveis do paciente e de propiciar sua recuperação e sobrevivência. (Costa, 2009) A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é um setor que demanda uma organização específica com cuidados complexos para atender o paciente crítico, o que muitas vezes torna a assistência mecanizada frente às necessidades de intervenções a serem realizadas (Sousa et al, 2020). Humanizar a assistência significa “tornar humano”, benévolo, é considerado algo inato ao ser humano que ajuda a guiar suas relações sociais. Desde 2003 foi publicada a Política Nacional de Humanização, em busca de um modelo assistencial mais humanizado (Santos et al, 2018). O tema humanização passou a ocupar dimensões abrangentes no Sistema Único de Saúde (SUS). Cabe destacar que para que a promoção de conforto seja efetiva no âmbito da UTI são necessárias ações de acolhimento, humanização e comunicação pautadas em princípios éticos e os profissionais de saúde precisam ter suas necessidades atendidas para assim oferecer um atendimento de qualidade e humanizado (Evangelista et al, 2016). O cuidado humanizado é um desafio na UTI, visto que o ambiente induz a mecanização da assistência. este trabalho busca descrever práticas integrativas e humanizadas desenvolvidas no Hospital de Retaguarda Fernão Dias desde junho de 2020.
Descrever práticas que interferem diretamente na humanização da assistência ao paciente em terapia intensiva.
Trata-se de um estudo descritivo retrospectivo sobre a introdução de práticas humanizadas em terapia intensiva. Foi realizado o levantamento de dados por meio de registros fotográficos de ações desenvolvidas no Hospital de Retaguarda Fernão Dias desde 01/06/2020 que foram realizadas com o intuito de humanizar a assistência prestada aos pacientes hospitalizados. Além disso, foi realizada uma pesquisa bibliográfica de caráter exploratório com o levantamento de publicações científicas relacionadas com a temática do estudo. Os descritores como indexadores da busca registrados na BIREME foram: humanização da assistência, cuidados críticos, unidades de terapia intensiva. Foi consultada a base de dados LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), BDENF – Enfermagem e Secretaria Estadual de Saúde SP. Durante a coleta e análise dos dados foram encontrados 26 artigos e selecionados 07 publicações que atendiam aos objetivos propostos, sendo excluídos os que na leitura do resumo não apresentavam relação com o tema da pesquisa. A Análise dos dados foi realizada por meio dos resultados da atuação da equipe assistencial e as perspectivas de introdução de novas ações pautadas em humanizar o cuidado.
O Centro de Combate ao COVID Fernão Dias foi inaugurado em 23 de abril de 2020 devido a pandemia que atingiu o Brasil e o mundo. Inicialmente com 36 leitos, com capacidade para atender pacientes de alta complexidade. Posteriormente com a diminuição dos casos de COVID e alteração do perfil dos pacientes atendidos houve uma transição para Hospital de Retaguarda. Atualmente a unidade dispõe de 20 leitos para internação que atendem pacientes em suporte ventilatório de cuidados intensivos e semi-intensivos. Diante de um cenário inédito, incerto e desconhecido foram realizadas práticas com o intuito de promover mais conforto aos pacientes e tornar a assistência mais humanizada dentro das possibilidades permitidas pelo ambiente. A implementação da musicoterapia, rodas de conversa e implementação de datas comemorativas possibilitaram redução da ansiedade e estresse, controle da dor, promoção do sono e repouso, apoio emocional e psicossocial, integração sensorial e aumento no vínculo familiar. Em um ambiente como a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a arteterapia pode exercer um impacto significativo, oferecendo diversos benefícios aos pacientes, familiares e profissionais de saúde. Dentre eles a expressão emocional, a redução da ansiedade e estresse, promoção de relaxamento, estimulação cognitiva e motora, melhoria do humor e da autoestima.
A humanização em terapias intensivas é uma necessidade reconhecida que traz benefícios significativos tanto para pacientes quanto para suas famílias e equipes de saúde. Ao integrar práticas humanizadas nas UTIs, é possível promover uma experiência mais digna, respeitosa e eficaz no atendimento em momentos críticos da vida. As investigações e práticas contínuas nessa área são essenciais para garantir que o cuidado intensivo continue a evoluir e a atender às necessidades multidimensionais dos pacientes. O cuidado humanizado contribui para a recuperação do paciente grave, priorizando seu bem-estar. As ações realizadas com intuito de humanizar a assistência resultaram no aumento do grau de satisfação dos pacientes e familiares, o que pode ser evidenciado por depoimentos de agradecimentos verbais, escritos e homenagens de reconhecimento aos serviços prestados pela equipe da unidade.
unidade de terapia intensiva, humanização
ANA CAROLINA DE LIMA BARBOSA, WILLIAM SOUZA DE BRITO, MARIA SILVIA DE ALMEIDA MELLO FREIRE, SUELENE MACHADO SANTANA, RAQUEL CRISTINA BENFICA, ALEXANDRE GRAÇA MARQUES