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No HMAA, o censo de pacientes, os indicadores da estrutura e dos processos de assistência de enfermagem, e o gerenciamento de enfermagem são feitos manualmente em livros, o que demanda tempo, retrabalho e vários profissionais envolvidos no processo. A informação não é transmitida em tempo real, dificultando a gestão de leitos e equipamentos, além da produção de um grande volume de impressos. Na área da saúde, a informação se faz imprescindível por servir como instrumento de apoio ao processo decisório, permitir o mapeamento de diagnósticos, a reorganização dos fluxos e a garantia dos serviços essenciais, possibilitar o conhecimento da realidade sóciosanitária, contribuir para a avaliação e qualificação das ações da gestão, além de auxiliar em pesquisas e estudos. Mas para que seja ágil e eficaz, tem que estar aliada a tecnologia. Com o uso da Tecnologia da Informação, a coleta, o armazenamento, a integração, o compartilhamento, o processamento, a análise de dados possibilitam a adoção de modelos de gestão mais efetivos e de menos tempo de trabalho para produção de dados, e, além reduzir o desperdício de materiais, alinhando a instituição com questões da sustentabilidade, ao adotar os valores da ESG (Environmental, Social and Governance), consideradas essenciais para avançar rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU), impactando positivamente na otimização dos recursos financeiros.
Melhorar a informação em instituições de saúde por meio de uma ferramenta gerencial de baixo custo e alta precisão, tecnologicamente multifacetada, que reduz e otimiza o processo de trabalho, tendo como base o Censo Diário da Passagem de Plantão da equipe de enfermagem, formando um banco de dados útil para gerir e monitorar a situação de saúde e os equipamentos hospitalares por meio de indicadores, e que sirva para a produção científica, cujo acesso e monitoramento de dados seja em tempo real e com interação remota, integrada e multissetorial, contribuindo para a gestão à vista, e que avance para um modelo mais responsável e sustentável, com impacto econômico e ambiental na diminuição do consumo de papel.
A metodologia aplicada neste projeto foi o Design Thinking. O Design Thinking é uma abordagem para resolução de problemas com foco na inovação, a partir da obtenção de dados, análise de conhecimento e propostas de soluções, em que as pessoas são co criadores da solução; partindo da premissa que seja financeiramente interessante e tecnicamente possível de ser transformado em realidade. Fases do Design Thinking: Na fase 1, da Empatia, houve identificação das necessidades, desejos e expectativas da equipe; na fase 2, da Definição, houve a definição da solução. Na fase 3, da Ideação, houve a criação da ferramenta, respeitando a legislação (Parecer Nº 0001/2021/CTLN/COFEN e Coren/AL nº 005/2015) que trata o assunto. A ferramenta desenvolvida utilizou a metodologia SBAR, recomendada pela Organização Mundial de Saúde1. SBAR é um acrônimo para Situação, Breve histórico, Avaliação e Recomendação, proveniente das palavras em inglês Situation, Background, Assessment e Recommendation. Foi estruturada para tornar a comunicação clara. Para nortear a equipe, foi elaborado o POP (Procedimento Operacional Padrão). Na fase 4, da Prototipação, houve treinamento das equipes. Nesta fase foram feitos vários ajustes para atender as necessidades. Na fase 5, do teste, Implantação do projeto piloto na Unidade. Aqui também foram feitos novos ajustes de melhoria. E por fim, na fase 6, da Avaliação, constatou-se a efetividade do projeto para multiplicação nas outras unidades.
A inovação aliada ao uso da tecnologia foi essencial para o sucesso da ferramenta, pois permitiu integrar todos os processos de gestão das unidades assistenciais reduzindo processos, evitando retrabalho, diminuindo gastos com papel, tinta e mão de obra. A ferramenta desenvolvida permite acesso de maneira rápida, integrada e visual o estado geral do paciente, assinalando aqueles mais críticos e que demandam mais atenção, facilitando o dimensionamento de enfermagem e norteando a tomada de decisão; informando por meio da ferramenta Kanban, a quantidade de dias de internação, otimizando a gestão de leitos; produção automatizada dos exames a serem realizados no dia (Teste do Pezinho e Oximetria), da idade gestacional e Data Provável do Parto, de indicadores em números e gráficos, formando um banco de dados com acesso e monitoramento em tempo real e com interação remota, integrada e multissetorial. A adoção de boas práticas de governança e responsabilidade socioambiental, alinhados com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável definidos pela ONU (Organização das Nações Unidas), que a longo prazo, trará impactos econômico e socioambiental, conflui para um único objetivo: o bem-estar das atuais e futuras gerações.
A ferramenta foi implantada com sucesso num contexto de melhoria contínua de processos assistenciais e de gestão, com impactos positivos na percepção dos colaboradores, supervisores, coordenadores e diretores do HMAA. Concluímos que a metodologia aplicada na produção da ferramenta, colocando a equipe como protagonista, ao considerar suas necessidades, desejos e limitações, alinhando a diversidade de perspectiva, o engajamento para criação conjunta de soluções, além do aprendizado contínuo e respeito mútuo, permitiu transformar ideias em soluções práticas e aplicáveis.
ODS, Design Thinking
EDNA ALVES MADEIRA ZIMMERMANN, MAYLA PEREIRA DONON