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A identificação correta do paciente constitui a Meta 1 de Segurança do Paciente e representa etapa crítica para prevenção de incidentes assistenciais no SUS. Falhas nesse processo podem resultar em administração indevida de medicamentos, trocas de exames e execução incorreta de procedimentos, comprometendo a integralidade e segurança do cuidado. No município de São Paulo, a UPA Rio Pequeno, vinculada à SPDM, implementa rotinas padronizadas conforme o Protocolo Nacional de Identificação do Paciente da ANVISA e diretrizes do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). Entretanto, auditorias internas indicavam variabilidade nas práticas cotidianas de checagem ativa, especialmente em etapas dependentes da conduta do profissional. Assim, tornou-se necessária a avaliação sistemática da adesão às recomendações normativas, a fim de identificar fragilidades, orientar estratégias educativas e fortalecer processos institucionais voltados à segurança assistencial.
Avaliar a adesão das equipes às práticas de identificação correta do paciente, considerando diretrizes do Protocolo Nacional de Identificação do Paciente. Identificar pontos críticos no processo de conferência da identidade, especialmente antes de medicamentos, exames e procedimentos. Verificar a efetividade das ações institucionais estruturadas, como existência de protocolos e capacitação das equipes. Subsidiar estratégias de melhoria contínuas direcionadas ao fortalecimento da cultura de segurança do paciente.
Estudo descritivo e observacional realizado de julho a agosto de 2025 na UPA Rio Pequeno (SPDM), envolvendo setores assistenciais de emergência, medicação e observação. Utilizou-se checklist estruturado com 12 critérios baseados no Protocolo Nacional de Identificação do Paciente da ANVISA. Avaliaram-se a presença e legibilidade da pulseira, uso de dois identificadores, conferência prévia à administração de medicamentos, realização de exames, procedimentos, orientação ao paciente e existência de rotina institucional formalizada. Foram conduzidas 30 observações diretas por profissionais treinados, com análise descritiva dos dados em valores absolutos e percentuais. A experiência envolveu equipes multiprofissionais e apoio do Núcleo de Segurança do Paciente.
Os achados evidenciaram conformidade de 100% quanto à estrutura institucional: existência de protocolo formal, rotina de substituição de pulseiras e capacitação das equipes. Entretanto, itens dependentes de conduta ativa apresentaram menor adesão. A conferência da identidade antes da administração de medicamentos alcançou 71% das observações; a verificação prévia à realização de exames e procedimentos obteve 67,7%; e a confirmação verbal ativa da identificação foi registrada em 61,3% das avaliações. Essas discrepâncias apontam para lacunas entre a normatização estabelecida e a execução prática, indicando necessidade de reforço contínuo das ações educativas e de monitoramento assistencial.
A experiência demonstrou que, embora haja normativas consolidadas e infraestrutura adequada, a adesão às etapas essenciais de checagem ativa de identidade ainda está aquém do ideal. A identificação correta permanece como barreira fundamental para evitar erros assistenciais e requer fortalecimento permanente da cultura de segurança. Recomenda-se intensificação de treinamentos direcionados, auditorias regulares, feedback estruturado às equipes e estímulo à participação ativa do paciente no processo de identificação. As ações propostas têm potencial de aprimorar a qualidade assistencial, reduzir riscos e consolidar práticas sustentáveis de segurança no SUS.
IDENTIFICAÇÃO SEGURA; UPA; AUDITORIA.
SARA BORGES DE SOUZA, THAIS LOZOVOI TOMAZ