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A hipertensão arterial é uma condição crônica comum e um fator de risco significativo para doenças cardiovasculares, especialmente na população negra, onde é mais severa. Fatores genéticos e socioeconômicos agravam a situação, e medicamentos como IECA e BRA podem ser menos eficazes, exigindo abordagens diferenciadas. O cuidado farmacêutico é crucial no manejo da hipertensão, envolvendo acompanhamento clínico, adesão ao tratamento e educação em saúde, considerando as particularidades da população negra, como o acesso desigual aos serviços de saúde. Este estudo com 10 pacientes negros em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) analisa o tratamento da hipertensão, identificando barreiras no uso de medicamentos e o impacto do acompanhamento farmacêutico, propondo estratégias de assistência mais equitativas e culturalmente sensíveis. A hipertensão é prevalente entre negros, que enfrentam predisposição genética e dificuldades de acesso a cuidados médicos. Medicamentos como IECA e BRA têm menor eficácia, exigindo abordagens personalizadas. Este estudo na UBS busca compreender o tratamento da hipertensão e as dificuldades na adesão, além do impacto do cuidado farmacêutico. Identificar barreiras e discutir estratégias terapêuticas são fundamentais para reduzir desigualdades e promover a saúde dessa população.
Este estudo visa analisar o impacto do cuidado farmacêutico na população negra com hipertensão, destacando a equidade no atendimento e propondo estratégias para uma assistência mais eficaz. Foram avaliados 10 pacientes da população negra atendidos na Unidade Básica de Saúde (UBS) para identificar particularidades do tratamento da hipertensão, dificuldades de adesão e eficácia dos medicamentos, especialmente IECA e BRA. Incluir: Investigar as particularidades da hipertensão na população negra, considerando fatores genéticos, sociais e econômicos. Avaliar a eficácia dos esquemas terapêuticos, com ênfase na resposta aos IECA e BRA. Discutir o papel do farmacêutico na orientação e adesão ao tratamento. Propor estratégias para uma assistência farmacêutica equitativa, considerando barreiras no acesso à saúde e abordagens culturalmente sensíveis.
Período: julho de 2024 a janeiro de 2025. Tipo de Estudo: Revisão bibliográfica exploratória e descritiva, focada no impacto do cuidado farmacêutico na população negra com hipertensão, considerando a equidade no atendimento. Tipo de Pesquisa: Qualitativa, com revisão integrativa da literatura sobre hipertensão na população negra, eficácia dos tratamentos e o papel do farmacêutico. Fontes de Dados: Bases científicas (PubMed, SciELO, LILACS, BVS e Google Acadêmico), com artigos dos últimos 10 anos e diretrizes da SBC e OMS. Critérios de Inclusão: Pacientes com mais de 50 anos, etnia negra, hipertensão, uso de IECA e BRA, e pressão não controlada. Critérios de Exclusão: Pacientes com menos de 50 anos, etnias não negras, pressão controlada, e estudos não focados na população negra. Análise dos Dados: Descritiva e crítica, organizada em categorias temáticas sobre disparidades e estratégias de cuidado farmacêutico. Procedimento:Identificação de pacientes com mais de 50 anos, etnia negra, hipertensão e uso de IECA/BRA. Consulta 1: Avaliação farmacêutica com controle da pressão e retorno em 30 dias. Consulta 2: Verificação do controle da pressão, discussão com médico e ajustes de medicação. Consulta 3: Entrega de nova receita e orientações sobre medicamentos. Consulta 4: Reavaliação da pressão e eficácia da troca de medicação. Consulta 5: Verificação final do controle e possibilidade de alta, com carta sobre o progresso do paciente
Os resultados da pesquisa mostram que a hipertensão arterial é mais prevalente na população negra, com início precoce e maior risco de complicações, como doenças cardiovasculares e insuficiência renal. A eficácia dos IECA e BRA é reduzida devido a diferenças na regulação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, tornando os diuréticos tiazídicos e bloqueadores dos canais de cálcio alternativas mais eficazes. A revisão indica que o cuidado farmacêutico é essencial para melhorar os desfechos clínicos dessa população. Estratégias como acompanhamento individualizado, orientação sobre o uso de medicamentos e promoção da adesão ao tratamento são fundamentais para reduzir complicações. No entanto, barreiras no acesso a medicamentos e serviços especializados ainda limitam a eficácia desse cuidado. Além disso, a necessidade de uma abordagem culturalmente sensível é ressaltada. A comunicação eficaz e a valorização das especificidades socioculturais ajudam na aceitação do tratamento e no vínculo entre paciente e profissional de saúde. Programas que promovem a inclusão e acessibilidade podem reduzir as desigualdades no manejo da hipertensão. Assim, os resultados sugerem que expandir o cuidado farmacêutico e implementar políticas de saúde voltadas para a equidade são essenciais para garantir um tratamento mais eficaz e melhorar a qualidade de vida da população negra hipertensa.
A hipertensão arterial é comum na população negra, apresentando características que demandam uma abordagem diferenciada. Fatores genéticos e socioeconômicos contribuem para a maior incidência e gravidade da doença. Os IECA e BRA têm menor eficácia nesse grupo, evidenciando a necessidade de escolhas terapêuticas baseadas em evidências. O cuidado farmacêutico é fundamental no manejo da hipertensão, promovendo a adesão ao tratamento, monitorando efeitos adversos e educando em saúde. É crucial adotar estratégias que considerem barreiras de acesso e promovam equidade. Este estudo ressalta a importância do farmacêutico na redução das desigualdades no tratamento da hipertensão, através de uma abordagem inclusiva e culturalmente sensível. A implementação de políticas públicas que fortaleçam o acesso à assistência farmacêutica e a capacitação dos profissionais para atender às necessidades da população negra são essenciais. Por fim, há uma necessidade urgente de mais estudos sobre o impacto do cuidado farmacêutico na equidade em saúde, visando estratégias eficazes para o tratamento da hipertensão e promoção do bem-estar da população negra.
Impacto do cuidado farmacêutico
THALITA ARANTES GARCIA NEGRI DE OLIVEIRA