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Dentro de um contexto que visa cada vez mais a saúde integral do paciente no serviço de urgência e emergência no SUS, a equipe multidisciplinar, com a participação do profissional farmacêutico, podem desenvolver uma melhor monitorização terapêutica medicamentosa, tendo como meta o desfecho clínico mais adequado para o paciente. A aplicabilidade do serviço clínico farmacêutico em ambiente hospitalar, permite a realização da reconciliação medicamentosa, consiste em um processo que visa reduzir discrepâncias na prescrição de medicamentos, como duplicidades ou omissões, prevenir erros de medicação.
Garantir que o paciente receba as medicações necessárias, sem que haja discrepâncias com medicações que tomava anterior a internação.
A escolha do paciente é realizada pelo farmacêutico através de uma rotina de busca ativa, sendo este paciente apto para realizar a consulta farmacêutica, é feito o levantamento de dados com base no formulário de reconciliação medicamentosa. Na ficha de atendimento observam-se queixas, principal hipótese de diagnóstico, pressão arterial, glicemia, resultados de exames (se houver) e medicamentos prescritos. Incia-se a consulta farmacêutica junto ao paciente e/ou acompanhante, o diálogo entres estes é com foco em medicamentos que o paciente faz uso em sua residência com ou sem prescrição, compreendendo da melhor maneira sua rotina diária. Neste momento podemos identificar problemas relacionados aos medicamentos, tais como necessidade, efetividade, segurança e adesão. Muitas vezes, reforçamos informações importantes para melhor conduta deste paciente em relação a sua saúde, entre eles: melhor horário para tomar os medicamentos específicos, a importância de tomar este medicamento mesmo que esteja bem e “achar” que não tem necessidade e a necessidade de voltar ao médico para ajuste de dose quando este não está dentro das metas terapêuticas. O farmacêutico avalia os medicamentos prescritos na ficha de atendimento e compara com os já utilizados anteriormente a internação, caso não estiver prescrito, será informado ao enfermeiro e/ou médico responsável, verificando a necessidade de introduzir esta medicação.
De janeiro a agosto de 2024 foram realizadas 68 avaliações farmacêuticas e observados 70 problemas relacionados a farmacoterapia, tais como necessidade, efetividade, segurança e adesão. Além de 228 intervenções farmacêuticas, entre elas aconselhamentos sobre acesso a medicamentos, armazenamento, descarte, tratamentos específicos e de forma geral. Dentro deste contexto percebe-se que a abordagem farmacêutica tem um olhar mais objetivo na farmacoterapia, tanto das medicações utilizadas anteriormente, assim como as medicações prescritas durante a internação, focando na saúde integral do paciente.
A implantação da reconciliação medicamentosa nos mostrou, através dos indicadores, um impacto positivo na monitorização terapêutica medicamentosa durante a permanência do paciente no PA Paraventi, bem como as orientações prestadas pelo farmacêutico para continuidade do tratamento pós alta, exercendo os princípios fundamentais de segurança ao paciente. Porém, o perfil de atendimento nesta unidade não possibilita um acompanhamento posterior do paciente quando comparado a uma unidade de atendimento ambulatorial, com agendamento de retorno, dificultando a implantação de indicadores, como: melhoras na adesão ao tratamento, melhoras nos parâmetros clínicos, agravos, reincidências de internações e outros fatores.
Consulta farmacêutica, reconciliação medicamentosa
ANGELICA MENDES DE OLIVEIRA, CRISTINA LULAY