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A medicação de alta vigilância, segundo a International Society of Nephrology (ISN) e outras organizações de saúde, refere-se a medicamentos que têm um potencial elevado para causar danos ao paciente se não forem utilizados corretamente. Isso inclui medicamentos que podem levar a efeitos adversos graves, erros de dosagem ou interações medicamentosas perigosas. Essas medicações geralmente requerem monitoramento rigoroso e protocolos específicos de administração para garantir a segurança do paciente. Os medicamentos de alta vigilância são aqueles que, devido ao seu potencial de causar danos significativos, requerem monitoramento especial e diretrizes rigorosas para seu uso seguro. A administração inadequada pode resultar em eventos adversos graves, aumentando a morbidade e a mortalidade dos pacientes. O Brasil e outras organizações internacionais voltadas para a segurança do paciente recomendam que sejam adotadas estratégias especiais para evitar erros associados aos medicamentos potencialmente perigosos. Entre as estratégias estão: padronização da prescrição, armazenamento, preparo, dispensação e administração dos medicamentos potencialmente perigosos; ampliação da disponibilidade de informações sobre esses medicamentos; restrição do acesso; uso de rótulos auxiliares e alertas automáticos; emprego de redundâncias (ex.: dupla checagem independente) e promoção de educação dos pacientes.
•Estabelecer diretrizes claras para a administração, monitoramento e documentação do uso de medicamentos de alta vigilância no ambiente de pronto atendimento, garantindo a segurança dos pacientes e a conformidade com as melhores práticas. •Este protocolo se aplica a todos os profissionais de saúde que atuam no pronto atendimento, incluindo médicos, enfermeiros, farmacêuticos e equipe técnica de suporte.
5.1Identificação e Avaliação •Identificação: Todos os medicamentos de alta vigilância, devem ser armazenados em áreas específicas, com rótulos destacados e sinalização clara, conforme recomendações do Institute for Safe Medication Practices (ISMP). •Avaliação: Realizar uma avaliação clínica do paciente antes da administração, incluindo histórico médico, contraindicações e possíveis interações medicamentosas (Bates et al., 2018). 5.2Prescrição •A prescrição deve ser realizada por médico habilitado, com justificativa clara e específica para o uso do medicamento, utilizando sempre nomenclatura padronizada. •Preferir sistemas de prescrição eletrônica, reduzindo erros de transcrição (Kuo et al., 2019). 5.3 Administração •Verificar a dosagem correta, a via de administração e o tempo de infusão. Para medicamentos intravenosos, seguir as recomendações do fabricante e as diretrizes clínicas. •Monitorar o paciente durante e após a administração, observando sinais vitais e potenciais efeitos adversos, com documentação rigorosa no prontuário. 5.4 Educação e Treinamento •Todos os profissionais de saúde devem receber treinamento contínuo sobre o manuseio seguro de medicamentos de alta vigilância, com ênfase em atualizações e novos protocolos. 5.5 Documentação •Utilizar formulários específicos para a documentação da administração de medicamentos de alta vigilância, garantindo que todos os registros sejam completos e precisos, conforme a legislação de sigilo e confidencialidade.
6.1 Avaliação Periódica: Realizar avaliações periódicas para identificar pontos de melhoria no POP de contingência. 6.2 Revisão do protocolo operacional padrão: Atualizar o POP conforme necessário, baseando-se nos feedbacks recebidos e na evolução das tecnologias e normas. Este protocolo deve ser revisado anualmente ou sempre que houver mudanças nas diretrizes clínicas ou legislações pertinentes, com a participação de uma equipe multidisciplinar. A implementação rigorosa deste protocolo visa minimizar riscos e garantir a segurança dos pacientes atendidos em pronto atendimento. A adesão às diretrizes aqui estabelecidas é fundamental para a qualidade do atendimento prestado e para a promoção da saúde e segurança do paciente. Esse protocolo detalhado incorpora dados científicos e diretrizes atualizadas, podendo ser adaptado conforme as necessidades específicas da instituição.
A implementação rigorosa deste protocolo visa minimizar riscos e garantir a segurança dos pacientes atendidos em pronto atendimento. A adesão às diretrizes aqui estabelecidas é fundamental para a qualidade do atendimento prestado e para a promoção da saúde e segurança do paciente. Esse protocolo detalhado incorpora dados científicos e diretrizes atualizadas, podendo ser adaptado conforme as necessidades específicas da instituição. Essas medidas ajudam a garantir que o uso de medicamentos de alta vigilância seja seguro e eficaz, protegendo a saúde e o bem-estar dos pacientes
Segurança do paciente, Alta vigilância
LILIAN VERSURI, APARECIDA SOUZA DE OLIVEIRA, ALEXANDRE EDUARDO PINTO