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As Unidades de Pronto Atendimento (UPA) são uma iniciativa do Ministério da Saúde, criada para desafogar os atendimentos de urgência e emergência nos hospitais, oferecendo atendimentos intermediários proporcionando um atendimento rápido e eficiente à população. Ela conta com exames laboratoriais e de imagem, como raio x, que permite resolução de muitos. Pacientes que precisam de internação hospitalar, realização de outros exames e avaliação de especialistas, aguardam vaga via SIRESP (Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo), o que pode gerar um tempo maior de permanência do paciente na UPA, podendo chegar a mais de 24 horas. A UPA Rio Pequeno foi inaugurada em abril de 2024, sendo referência de uma região extensa e com alta vulnerabilidade. Em junho foi implantando o Núcleo Interno de Regulação (NIR), uma equipe composta por enfermeiro, médico e assistente administrativo, para agilizar as transferências e otimizar a ocupação dos leitos da UPA. Os pacientes inseridos no SIRESP, dependendo da gravidade, aguardam a vaga no leito da sala de emergência ou no leito da observação, e essa espera pode gerar superlotação na UPA. Quando as vagas são liberadas, a equipe do NIR age para que a sua transferência ocorra rapidamente. Essa equipe acompanha a movimentação do paciente desde a sua entrada até a alta ou transferência, conhecendo a necessidade de leitos por especialidades e patologias, subsidiando discussões internas e externas na rede de atenção à saúde.
Apresentar a implantação da Equipe do Núcleo Interno de Regulação, refletindo sobre a efetividade desse processo, para proporcionar diminuição no tempo de permanência dos pacientes na unidade, com agilidade do atendimento necessário para cada paciente, obedecendo assim os princípios do SUS, integralidade, equidade e universalidade.
Para iniciar a experiência foi selecionado 1 enfermeira de cada turno, que atuavam na UPA desde a implantação e que possuem competências como tomada de decisão, comunicação interpessoal, engajamento para integrar a equipe do NIR. Também foi determinado uma sala específica com computador, mesa, cadeiras, celular institucional e um telefone com ramal para que os setores da UPA conseguissem se comunicar com o NIR. Nos meses de julho e agosto realizamos a primeira reunião com a equipe e gestão local para definição de papéis e atividades e iniciamos as atividades do NIR. A equipe do NIR, tem acesso ao censo dos pacientes da sala de Observação e sala de Emergência e, para liberar leitos para outros pacientes, a equipe procura agilizar a resolução de cada paciente que está ocupando o leito, seja aguardando transferências para um Hospital ou de leito na Observação. Foi analisado o tempo de permanência dos pacientes que esperam vaga na Observação adulto nos meses MAIO, JUNHO, SETEMBRO, OUTUBRO de 2024. O critério usado para selecionar os meses foram: 2 antes da implantação e 2 após implantação do NIR para fazer o comparativo. Os dados foram retirados pelo PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente) e pelo livro de admissão/alta da Observação.
No mês de maio a média de permanência do paciente na UPA era de 1,7 dia, e a taxa de ocupação era de 101%. No mês de junho a média de permanência era 1,2 dia e a taxa de ocupação 130%. No mês de setembro e outubro observamos uma manutenção da taxa de ocupação, com 120% e 125% respectivamente. A média do tempo de permanência apresentou uma queda importante nesses meses, com médias menores de 1 dia, sendo 0,7 e 0,5. Isso evidencia um trabalho efetivo pela equipe do NIR.
A experiência em implantar o NIR em uma Unidade de Pronto Atendimento demonstrou o quanto essa equipe é necessária e importante. O tempo de permanência continuou a diminuir e a taxa de ocupação aumentar, o que mostra o aumento da rotatividade do leito. A longa permanência do paciente aguardando recursos na UPA impacta negativamente o serviço pré-hospitalar, gerando mais ocupação na unidade, diminui os recursos para pacientes que precisam de um atendimento rápido, e com risco de vida, aumenta o risco de infecção dos pacientes e além de cooperar com a superlotação nos serviços de pronto atendimento. A dependência da vaga cedida pelos hospitais via SIRESP é um dos maiores entraves para o sucesso absoluto, além da disponibilidade de ambulâncias para as transferências, por isso cabe ao NIR agilidade na tomada de decisões referentes à essas dificuldades.
regulação, urgência e emergência
MARCELA REGINA QUEIROZ DE ALMEIDA, JULIANA PARREIRA CAPASSO, MARINA GONÇALVES MOTA