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As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) são fundamentais na rede de urgência do SUS, mas enfrentam superlotação e alta demanda por casos de baixa complexidade, o que prejudica o tempo de espera e a satisfação dos usuários. A experiência ocorre na UPA Dra. Corasi Alves de Andrade, em Mogi das Cruzes-SP. A justificativa baseia-se na Política Nacional de Atenção às Urgências para otimizar fluxos assistenciais. O sistema Fast Track (rastreamento rápido) agiliza o atendimento de pacientes classificados como verde (pouco urgente) ou azul (não urgente) através de uma área específica e equipe dedicada. A iniciativa beneficia a população local que busca atendimento de baixa complexidade, permitindo que casos graves sejam priorizados sem comprometer a resolutividade dos casos simples. Participam da experiência enfermeiros (responsáveis pela classificação de risco), médicos e a equipe assistencial da unidade.
O objetivo geral é descrever a implantação do sistema Fast Track na UPA de Mogi das Cruzes, analisando seu fluxo operacional, benefícios e impactos na qualidade assistencial. Os objetivos específicos incluem: descrever o funcionamento do fluxo interno; identificar ganhos assistenciais e gerenciais; apontar desafios e limitações do sistema; e discutir a relevância da ferramenta na organização do atendimento de urgência e emergência.
A experiência foi desenvolvida por meio da avaliação do fluxo interno definido para o atendimento na UPA Dra. Corasi Alves de Andrade. A metodologia consistiu na análise de indicadores operacionais e assistenciais durante um período de 6 meses. O fluxo estabelecido inicia-se no acolhimento com classificação de risco (baseado no Sistema Manchester), onde enfermeiros identificam a gravidade clínica. Pacientes de baixa complexidade, após avaliação médica e conduta simples, são direcionados ao eixo de Fast Track. O processo envolveu a criação de uma área específica na unidade, a adoção de protocolos assistenciais padronizados e a mobilização de uma equipe dedicada para garantir a agilidade e segurança do atendimento.
A implantação resultou na melhoria dos indicadores assistenciais e na redução do tempo de permanência do paciente dentro da unidade. Observou-se maior resolutividade das queixas apresentadas e otimização da gestão do fluxo, permitindo um atendimento mais rápido para casos simples sem prejudicar o manejo de pacientes críticos. O sistema demonstrou ser uma ferramenta estratégica de gestão, aumentando a eficiência operacional e a segurança do paciente por meio de protocolos específicos que guiam desde a classificação até a alta.
O Fast Track fortalece a gestão do cuidado em urgência e emergência, contribuindo para a sustentabilidade do SUS municipal e melhoria da assistência. As reflexões indicam que, embora existam desafios operacionais (como a necessidade de pessoal e risco de subclassificação), os benefícios na agilidade e satisfação superam as limitações. A experiência ressalta a importância do planejamento adequado e do monitoramento contínuo. Como expectativa futura, espera-se que a consolidação deste modelo sirva de referência para outras unidades, promovendo um atendimento mais humanizado e eficiente na rede pública.
Urgência, Emergência, Fast Track
SANDRA MARIA BERTAIOLI