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A Seção de Vigilância à Mortalidade Materna e Infantil (SEVIG-MMI), por meio do Programa Recém-Nascido de Risco (RNR) da Prefeitura de Santos, realiza a vinculação precoce do recém-nascido à Atenção Primária, agendando a primeira consulta na UBS ou USF de referência ainda antes da alta hospitalar. Encaminhamentos para outras especialidades e serviços também são organizados conforme a condição clínica do bebê. Essa estratégia garante que as equipes conheçam o novo paciente e planejem o acompanhamento de forma oportuna e contínua. O RNR mantém vigilância dos bebês de risco até os dois anos, utilizando os registros em prontuário eletrônico como indicador de seguimento. A análise dos prontuários evidenciou lacunas nas informações sobre orientações, indicação, solicitação e administração de imunobiológicos, especialmente relacionados à profilaxia do Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Considerando o risco de complicações respiratórias graves, hospitalizações e óbito, é essencial intensificar a busca ativa durante a sazonalidade do VSR, garantindo acesso oportuno à profilaxia. Além disso, a educação continuada nas unidades de Atenção Primária fortalece a capacitação das equipes, melhora os registros e contribui para reduzir desfechos adversos.
Aumentar a cobertura de lactentes elegíveis para a profilaxia contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), assegurando a identificação precoce, a busca ativa durante a sazonalidade e o registro correto da administração do Palivizumabe no prontuário eletrônico. A iniciativa busca ampliar o acesso oportuno à imunoprofilaxia, fortalecer o acompanhamento clínico pela Atenção Básica e a vigilância em saúde, e garantir continuidade e qualidade no cuidado dos recém-nascidos de risco. Espera-se, assim, reduzir a ocorrência de complicações respiratórias, diminuir internações hospitalares e prevenir óbitos relacionados ao VSR, promovendo resultados mais seguros e efetivos para esta população vulnerável.
A busca ativa dos lactentes elegíveis para a profilaxia contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é realizada de forma contínua, garantindo que nenhum bebê de risco seja esquecido, mesmo fora do período sazonal. Prematuros, cardiopatas e crianças com broncodisplasia nascidas ou internadas em Santos são cadastrados nas maternidades e unidades pediátricas, assegurando o início do cuidado desde os primeiros dias de vida. No começo de cada ano, a SEVIG-MMI envia às equipes da Atenção Primária a lista dos lactentes com indicação para profilaxia. As famílias recebem orientação sobre a importância da consulta médica para reavaliação da elegibilidade, promovendo participação ativa no cuidado de seus filhos. Confirmada a indicação, o profissional preenche o formulário de solicitação, que, após aprovação da Farmácia de Alto Custo do AME Aparecida, garante a aplicação das doses do Palivizumabe no CRIE do Hospital Guilherme Álvaro. Além disso, são realizadas capacitações contínuas com os profissionais de saúde, abordando indicações, fluxo de solicitação e aplicação segura do imunobiológico. Essa metodologia integra vigilância em saúde e Atenção Primária, fortalece o vínculo entre equipe e família e busca proteger cada bebê de complicações respiratórias graves, internações e óbitos, oferecendo cuidado oportuno, seguro e humano aos recém-nascidos mais vulneráveis.
2023 Total de encaminhamentos: 26 Prematuros: 14 Cardiopatas: 10 Broncodisplásicos: 1 Causas múltiplas: 1 2024 Total de encaminhamentos: 57 (aumento significativo em relação a 2023) Broncodisplásicos: 25 Cardiopatas: 18 Causas múltiplas: 10 Recém-nascidos pré-termo: 4 2025 Total de encaminhamentos: 45 (pequena redução em relação a 2024, refletindo menor número de bebês com indicação) Cardiopatas: 21 Causas associadas: 13 Broncodisplásicos: 6 Prematuridade: 4 Houve aumento expressivo nos encaminhamentos de 2023 para 2024, especialmente de broncodisplásicos. Em 2025, houve leve redução do total, mas o grupo de cardiopatas continuou predominante. A composição dos casos mudou ao longo dos anos, com variação significativa na categoria de broncodisplásicos e causas múltiplas.
A Atenção Primária tem sido continuamente sensibilizada sobre a importância de garantir aos lactentes de risco o acesso ao anticorpo monoclonal Palivizumabe. Como resultado, observou-se aumento da cobertura em tempo oportuno e melhoria na qualidade dos registros em prontuário eletrônico, especialmente durante o período sazonal. Entre os desafios, destacam-se a impossibilidade de registro no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), dificultando o acompanhamento em tempo real, e as constantes mudanças de endereço e telefone das famílias, que complicam a busca ativa e o vínculo com a unidade de referência. O esquema mensal de cinco doses também favorece ausências, comprometendo a eficácia da profilaxia. Para 2026, a introdução gradual do Nirsevimabe, com administração em dose única e critérios ampliados, promete aumentar a cobertura e a adesão, aproveitando a experiência já consolidada das equipes em orientações e busca ativa. Este avanço reforça o compromisso do SUS em proteger os lactentes mais vulneráveis, oferecendo cuidado oportuno, seguro e humano, e lembrando que cada ação preventiva representa a chance de uma vida mais saudável e protegida.
Palivizumabe, Nirsevimabe, VSR, PRNR
ELIANE PASSOS CABRAL, MAIDA COLOMBO FOPPA, POLLIANE NOGUEIRA TAVARES, THIAGO MIGUEL DE ABREU, TANIA LISBOA DE FARIAS, CATIA GABRIEL DE SOUZA, POLIANE TAVARES NOGUEIRA, KATIA DOS SANTOS CAMARGO, MARIZA VILELA PEREIRA, NATHALIE DOS SANTOS PEREIRA, JULIANA CRISTINA MOTTA