Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
A constituição dos Centros de Atenção Psicossocial, insere-se dentro das políticas públicas atuais em Saúde Mental, baseada na lei 10.216 de 06 de Abril de 2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em Saúde Mental. Em Santa Bárbara d’Oeste, até 2012 o município contava com apenas 1 (um) ambulatório de Saúde Mental com 2 psiquiatras e 4 psicólogos. Até então, as intervenções eram pautadas numa prática hospitalocêntrica e medicamentosa. Neste mesmo ano, foram realizadas 289 internações. Em 2013, o Programa de Saúde Mental iniciou um processo de Reforma Psiquiátrica, a partir de dispositivos que constituem uma Rede de Atenção Psicossocial. Em junho de 2014, o município extinguiu a ambulatório de psiquiatria. Nesse momento, em que se investia noutros dispositivos, amparados por outro paradigma de cuidado, o psicossocial, os casos foram descentralizados. Os CAPS buscam promover a reabilitação psicossocial de seus pacientes, visando à sua integração social, autonomia e qualidade de vida. Esses centros têm uma abordagem multidisciplinar, contando com equipes compostas por psiquiatras, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, entre outros profissionais de saúde.
Objetivo geral: Promover o bem-estar físico e mental dos pacientes do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) por meio da implementação de atividades físicas regulares, buscando a integração social e a melhoria da qualidade de vida. Objetivos específicos: 1.Melhoria da saúde mental – Utilizar a prática regular de atividade física como ferramenta para auxiliar na redução dos sintomas relacionados aos transtornos mentais, proporcionando alívio do estresse, ansiedade e depressão. 2.Estimular a interação Social – Promover espaços de interação e convívio entre os pacientes, visando a diminuição do isolamento social e o fortalecimento dos laços interpessoais. 3.Incentivar a inserção na comunidade – Facilitar a integração dos pacientes nas áreas de lazer e bem-estar do município. Observar benefícios – Realizar uma avaliação contínua dos participantes para observar os impactos positivos da prática regular de atividade física em sua saúde física e mental.
O projeto de atividade física no CAPS II é realizado semanalmente, envolvendo a participação dos pacientes em atividades ao ar livre e nas áreas de lazer e bem-estar do município. As atividades essas que incluem: 1.Caminhada orientada – Os pacientes são conduzidos a caminhadas orientadas, permitindo a exploração de espaços ao ar livre e o estímulo à prática de exercícios físicos. 2.Utilização de equipamentos de exercícios – Os participantes têm a oportunidade de utilizar os equipamentos disponíveis nas áreas de lazer, promovendo a prática de exercícios aeróbicos e de fortalecimento muscular. 3. Participação em atividades esportivas – O projeto também inclui a utilização das quadras de vôlei e futebol, proporcionando momentos de interação social e prática esportiva coletiva.
Aumento da socialização e interação dos usuários do serviço – Espera-se que os pacientes desenvolvam habilidades sociais e aumentem sua capacidade de interação, diminuindo o isolamento e promovendo relações interpessoais mais saudáveis. Inclusão produtiva – A melhoria na autoestima e na habilidade social pode ajudar os pacientes a se sentirem mais preparados para participar de atividades produtivas na sociedade, como voluntariado ou trabalho. Favorecimento da inserção desses indivíduos na comunidade – Ao frequentar áreas de lazer e bem-estar do município, os pacientes têm a oportunidade de se integrar a atividades que são comuns à comunidade, facilitando sua inserção. Empoderamento e participação ativa – À medida que os pacientes se sentem mais confiantes e incluídos, eles podem se tornar agentes de mudança, participando ativamente de iniciativas comunitárias e reivindicando seus direitos. Redução do estigma e preconceito – A participação em atividades físicas em espaços comunitários contribui para uma maior visibilidade e compreensão sobre a saúde mental, reduzindo estigmas e preconceitos. Desenvolvimento da cidadania – O acesso a espaços de lazer e a participação ativa em atividades físicas contribui para o sentimento de pertencimento à comunidade e o exercício da cidadania.
CONCLUSÃO Este projeto visa não apenas promover a prática de atividade física, mas também valorizar a importância da integração social e do cuidado com a saúde mental. A continuidade dessa iniciativa é fundamental para o alcance dos objetivos propostos, visando sempre o bem-estar e a inclusão dos pacientes atendidos pelo CAPS II. É fundamental ressaltar que os resultados esperados não são imediatos nem uniformes para todos os participantes. A inclusão social é um processo gradual e complexo, e os avanços podem variar de acordo com as características individuais, o tempo de participação no projeto e o contexto socioeconômico-cultural de cada paciente. O projeto de atividade física no CAPS II desempenha um papel crucial ao proporcionar oportunidades para que os pacientes se envolvam ativamente na comunidade, desafiando barreiras e contribuindo para uma sociedade mais inclusiva e acolhedora para aqueles que vivenciam desafios relacionados à saúde mental.
Saúde mental, atividade física, autonomia
MAGDA MARIA ALVES VARELLA PASTRO, JESSICA MONTAGNANA LEGOR RODRIGUES