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A Atenção Primária à Saúde (APS) é o primeiro nível de atenção em saúde, sendo caracterizado por um conjunto de ações individuais e coletivas que tem como objetivo desenvolver uma atenção integral com atividades de promoção, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos e a manutenção da saúde. Dentre os diversos programas da atenção primária, temos o Mãe Paulistana, que visa: inclusão da gestante no programa na fase inicial (até a 12ª semana de gravidez); garantia de sete ou mais consultas de pré-natal; realização de exames laboratoriais e ultrassonografia, testes rápidos para sífilis e HIV; pactuação de pré-natal de risco; transporte público gratuito (cartão SPTrans) para realização de consultas e exames; visita antecipada à maternidade de referência para o parto, agendamento de cesárea pela maternidade; garantia da consulta puerperal e da primeira consulta do recém-nascido; bolsa e enxoval para o recém-nascido; estímulo ao aleitamento materno e vaga em creche para o bebê.
• Melhorar o monitoramento das gestantes durante o pré-natal; • Garantir a qualidade integral do cuidado da gestante durante o pré-natal; • Criar e utilizar um instrumento que possibilite alcançar a excelência no acompanhamento da gestante.
Relato de experiência descritiva qualitativa e quantitativa, sobre a implementação de um plano de intervenção para monitoramento das gestantes inseridas no Programa Mãe Paulistana. Inicialmente realizamos o diagnóstico situacional da unidade e definimos as prioridades: Verificamos o fluxo para abertura de pré-natal, consulta de enfermagem, monitoramento de consultas e exames, encerramento do pré-natal e participação no grupo de gestante. Elaboramos ações a partir de um planejamento estratégico situacional nas reuniões de equipe, padronização e informatização do processo de trabalho, a fim de potencializar a qualidade do atendimento das gestantes e seu monitoramento no pré-natal e puerpério. Desenvolvemos um plano de ação em conjunto, onde foram definidos os papéis de cada membro da equipe. Levantamento de prontuários para avaliação e encerramento do pré-natal que estavam em atraso, elaboração de um instrumento de monitoramento (Planilha em Excel contento os dados da gestante, data da última menstruação (DUM), data provável do parto (DPP), datas das consultas médicas, enfermagem e odontologia, exames laboratoriais e de imagem, vacinação, busca ativa, local do parto e intercorrências, cartão de transporte, encerramento do pré-natal, consulta de puerpério e RN). Implantação do Modelo Assistencial Primary Nursing, alteração na periodicidade de monitoramento, avaliação de exames com a inclusão de cadernos exclusivos de sorologia e Streptococcus e formação de grupo de gestante.
O plano de ação foi iniciado em 11/2022 e os seus impactos e benefícios permanecem até os dias atuais. Foi possível observar resultados qualitativos e quantitativos, dentre eles podemos destacar: Resultados Qualitativos: Maior engajamento da equipe, criação de vínculo entre a gestante e a equipe, facilitada pelo modelo assistencial; controle de consultas e exames, monitoramento das faltosas; acompanhamento da periodicidade das consultas de puerpério; conquista de um sonar para a melhor avaliação nas consultas de enfermagem, presença das gestantes no grupo, redução do absenteísmo nas consultas de puerpério e 1ª consulta do RN. Resultados Quantitativos: A Evolução na melhora dos resultados se instaurou logo na implantação do plano de ação, proporcionando uma melhora significativa nos números. Dessa forma, os indicadores dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro de 2022, apresentavam o percentual médio de consultas de 75% e de exames de 53% no trimestre. Quando comparado ao mesmo período do ano subsequente, conseguimos atingir percentual de 100% nas consultas e exames das gestantes.
O monitoramento através do instrumento elaborado durante os encontros com a equipe, vem sendo utilizado de forma assertiva e contínua, ferramenta esta, que tem apoiado na gestão do Programa Mãe Paulistana, na melhora da assistência prestada à gestante, e consequentemente no alcance dos indicadores de qualidade da saúde da mulher. Além disso, notamos a redução do absenteísmo e maior participação nos grupos da unidade, devido ao vínculo estabelecido com a equipe, pela implantação do modelo assistencial Primary Nursing.
atenção primária a saúde, saúde da mulher
Catherine Kaperaviczus Tamassia Andrade, Jéssica Gonçalves de Menezes, Jane Kely Rosa Leite, Michel Melo Braga