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A causa mais comum de dor severa de longo prazo são as doenças musculoesqueléticas que podem levar a incapacidade física, afetando milhões de pessoas ao redor do mundo. O comprometimento da qualidade de vida em pacientes com dor crônica é evidente, afetando diversos aspectos do cotidiano ao dificultar a execução de atividades diárias, como cuidar da saúde pessoal e manter a vida social ativa. A dor crônica também gera impacto significativo no ambiente de trabalho, podendo reduzir a produtividade e até mesmo levar à incapacidade de continuar em determinadas funções. Esse quadro pode gerar um ciclo de estresse e frustração, comprometendo ainda mais a saúde física e emocional do indivíduo. Os quadros de dor crônica mais recorrentes são dor lombar, dor neuropática, cefaleia, entre outras. Nos países industrializados, a estimativa de prevalência da dor lombar é de 31% em adultos, 36,8% em idosos e de 19,9% em adolescentes. No município de São Paulo, a prevalência estimada de cefaleia em adolescentes (12 a 19 anos) é de 34,9%, em adultos é de 34,5 % e, em idosos (60 anos e mais) de 17,5%. Esses usuários permanecem em filas de atendimento para diversas especialidades, com atendimentos fracionados e não resolutivos, causando agravamentos de suas condições. Sendo assim, foi observada urgência para criação de serviços com abordagem holística e multidisciplinar do paciente, evitando maior morbidade.
Objetivo Geral Desenvolver e implementar estratégias de fortalecimento da atenção à saúde para pessoas com queixas de dor crônica no município de São Paulo, promovendo a assistência integral ao paciente e melhorando sua qualidade de vida, ao mesmo tempo em que se busca reduzir as filas de espera e a fragmentação do atendimento nas diversas especialidades, garantindo maior acesso e continuidade no cuidado. Objetivos Específicos Ampliar o acesso e fortalecer a atenção à saúde de pessoas com queixas de dor crônica no município de São Paulo; Oferecer assistência integral ao paciente com quadros recorrentes de dor crônica, melhorando sua qualidade de vida; Reduzir as filas de espera nas diversas especialidades que atendem esses agravos, evitando a peregrinação do paciente nos vários serviços da rede de atenção à saúde.
Foram analisados os encaminhamentos por dores crônicas nas filas de espera do Sistema Integrado de Gestão da Assistência à Saúde (SIGA) do MSP, para definir as especialidades e procedimentos necessários no Centro Especializado. Com base nessa análise, foi estruturado um serviço que atendesse essas demandas e possibilitasse o desenvolvimento de Projetos Terapêuticos Singulares (PTS), baseados em condutas clínicas adequadas. Os PTS são elaborados por equipes multidisciplinares, compostas por reumatologistas, ortopedistas, acupunturistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fisiatras, assistentes sociais e enfermeiros, que realizam a avaliação inicial. A equipe define, para sessões individuais e atividades coletivas, o tempo de permanência no CR Dor: curto prazo (3 meses), médio prazo (4 meses) e longo prazo (até 6 meses ou mais, conforme avaliação). Caso a dor retorne ou mude, uma nova avaliação pode ser agendada. A alta ocorre por melhora funcional e adesão ao plano de cuidado, alcance dos objetivos, necessidade de outro tratamento, 3 faltas injustificadas, não adesão, solicitação do usuário ou tempo máximo de 12 meses. O serviço atende adolescentes a partir de 13 anos e adultos com dor crônica com histórico de tratamento de dor crônica há pelo menos 3 meses, sem resposta a tratamentos anteriores. Os encaminhamentos desses pacientes devem ser realizados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Em 2021, foi inaugurado o primeiro CR Dor, seguido de mais dois em 2022. Em 2023, foram inauguradas três unidades, totalizando os seis Centros da Dor Crônica do Município de São Paulo, sendo um em cada macrorregião de saúde. Desde o primeiro equipamento inaugurado, foram registrados diversos atendimentos nas diferentes especialidades, conforme os seguintes números: Acupuntura: 47.867 atendimentos. Consultas médicas: Um total de 113.730 consultas, com destaque para as seguintes especialidades: Médico Fisiatra: 23.475 atendimentos. Neurologia: 237 atendimentos. Ortopedista: 1.492 atendimentos. Especialista em dor: 23.191 atendimentos. Anestesista: 684 atendimentos. Além disso, também houve atendimentos nas áreas de apoio e saúde: Assistente social: 17.490 atendimentos. Enfermeiro: 32.186 atendimentos. Psicologia: 41.361 atendimentos. Terapeuta ocupacional: 40.662 atendimentos. Fisioterapia: 118.905 atendimentos. Os números refletem a diversidade de oferta dos serviços de saúde prestados, com um volume considerável de atendimentos em diversas áreas. Além disso, houve aumento da procura pelos pacientes, ano a ano, sendo realizados mais de 436.500 mil atendimentos em todo município, com excelente resolutividade.
O Centro de Referência em Dor Crônica representa uma estratégia pioneira no país, consolidando-se como um serviço de excelência no atendimento a pacientes que enfrentam essa condição clínica. Com uma abordagem inovadora e especializada, o centro obteve mais de 90% de avaliações positivas pelos usuários, refletindo a alta satisfação e o impacto positivo no tratamento da dor crônica. Devido a excelente aceitação pela população e resolutividade dos serviços, será incluído no Programa de Metas, 2025-2028, a implantação de novas unidades no município de São Paulo.
DOR CRÔNICA, CENTROS DE REFERÊNCIA
JANICE OLIVIA GALVANE, LÚCIA HELENA DE AZEVEDO, VALDIR MONTEIRO PINTO, MARIA MASSARI VENTICINQUE, ANA CAROLINE BARBOSA VERGUEIRO, ELIZIANE ROSA ROCHA