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Dentre as dimensões técnicas da Vigilância em Saúde, a Vigilância Epidemiológica (VE) tem a responsabilidade de monitorar, por meio da avaliação das fichas do SINAN produzidas pelos serviços de saúde, os agravos de importância para saúde pública. Os dados inseridos nos respectivos programas do Ministério da Saúde (MS), geram relatórios para os três níveis de governo – município, estado e união que fundamentam informes epidemiológicos como relatórios e notas técnicas para orientar o planejamento das ações de controle das doenças transmissíveis, de imunização, e mais recentemente também as DANT. O presente estudo, foi realizado com os dados do ano de 2024 relativo ao registro dos casos de Dengue no município de Suzano, no período de 01/01/2024 a 31/01/2025. Em janeiro de 2025 foram avaliados os casos duplicados para serem retirados do computo geral. Ao verificarmos o número de casos de Dengue que constavam nos dados do SINAN NET-DENGUE WEB, foram identificados 9266 casos, levando a necessidade de revisão e de atualização permanente da equipe sobre os processos de trabalho. O registro oportuno e eficiente dos dados das doenças de agravos transmissíveis, ações de imunizações, infecções sexualmente transmissíveis e a troca de informações com a APS e os estabelecimentos de saúde, contribuem com a efetivação das ações propostas para a identificação de fatores de risco, ações de prevenção com a vacinação e contenção de surtos.
Objetivo Geral: Demonstrar a importância do monitoramento contínuo para qualificação dos dados gerados pelas ações em vigilância epidemiológica. Objetivo Específico: Demonstrar a necessidade da atualização permanente das equipes para a produção, registro e análise de dados para a produção de informações epidemiológicas.
Os casos de Dengue em 2024, estavam altos em comparação com outros anos, gerando a necessidade de reavaliação para a detecção de inconsistências nos dados finais. O fluxo estabelecido para a notificação, segue via serviços de saúde, confirmação do agravo, registro no SINAN Net – Dengue Web e cópia para Coordenação da Zoonoses, no intuito de disparar ações a serem realizadas em campo com o objetivo de diminuir a transmissão deste vírus nas proximidades da residência do paciente. Os dados consolidados foram apresentados aos gestores evidenciando a necessidade de ajustes analíticos e operacionais. Para registro dos dados dos agravos de notificação compulsória documentados, contamos com a contribuição dos profissionais de saúde que preenchem as fichas do SINAN, dos profissionais administrativos que inserem os nos sistemas a serem alimentados e dos enfermeiros da vigilância epidemiológica que revisam os dados recebidos. No decorrer de 2024 houve várias capacitações e fóruns sobre a dengue em nível estadual, o qual um enfermeiro da vigilância epidemiológica participou ativamente. Englobando a importância da análise do cenário municipal através da construção de histogramas, avaliando melhor a distribuição dos casos e desencadeando ações de vigilância em saúde mais eficazes. Esses dados são extraídos diretamente do sistema Dengue Online, e posteriormente tabulado em planilhas para a construção dos histogramas para avaliação da distribuição espacial dos casos.
Em novembro de 2024 recebemos uma planilha do Grupo de Vigilância Epidemiológica do Estado com algumas inconsistências encontradas no sistema Dengue Online, entre duplicidades e casos sem encerramento adequado. Neste momento, havíamos registrados 9.266 casos positivos para o agravo. Após sistemática busca dos casos e novas inconsistências, chegamos ao número de 9.179 casos positivos, representando uma diminuição de 0,87 %, que pode fazer a diferença entre decretar situação de emergência ou não para um determinado agravo de interesse para saúde pública.
Muitas vigilâncias epidemiológicas, com suas equipes, revisam de rotina os dados antes de lançá-los nos sistemas, com restrições dos sistemas de informação relacionada ao registro relativo aos casos duplicados sinalizando a importância da revisão processual e inovação tecnológica.
Monitoramento, Dados, Epidemiológica, Dengue
JOSE RAIMUNDO LANDIM NETO, MARIA CRISTINA ABRAO AUED PERIN