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Manter a porta aberta para o acesso universal, equânime e fomentar a implementação das diretrizes da Política Nacional de Humanização a partir da Atenção Básica como porta de entrada preferencial do Sistema Único de Saúde, é intrínseco a articulação das ações de promoção à saúde, prevenção de agravos para o tratamento das pessoas com transtorno do neurodesenvolvimento. dentre os principais: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade e Transtorno do Espectro Autista. A inclusão de pessoas com deficiência em grupos de acompanhamento psicoterapêutico e multidisciplinar é seguir na intencionalidade da garantia de direitos. Os diversos caminhos para o mapeamento dos desafios relacionados ao desenvolvimento de crianças e adolescentes demandam parâmetros técnicos em consonância com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde, na perspectiva da intersetorialidade e interdisciplinaridade, a fim de fortalecer a oferta de ações e serviços integrais e em tempo oportuno. As estratégias de manejo terapêutico com crianças e adolescentes típicos e atípicos envolvem aspectos, socioemocionais e cotidianos. Não há como separar duas infâncias e duas adolescências, assim como é inconcebível separar grupos conforme patologização, transtornos e/ou deficiências. O acompanhamento sistemático enfatizará o cuidado integral e multidisciplinar, desmistificando rótulos e rompendo com a segregação.
O principal objetivo do trabalho ofertado para crianças e adolescentes na Atenção Primária, foi o de garantir a interdisciplinaridade e a intersetorialidade no planejamento das intervenções no processo saúde doença, para o alcance da integralidade do cuidado, acolhendo as diversas dimensões das demandas contextualizada nos pontos de atenção à saúde e seus respectivos territórios considerando núcleos de saberes e equipes de referência.
Planejamento terapêutico multidisciplinar O brincar como intervenção terapêutica A orientação parental, participação e engajamento das famílias, A participação efetiva e inclusiva de crianças e adolescentes nos grupos terapêuticos na unidade de atenção primária do SUS. A acolhimento em saúde é realizado por Agentes Comunitários de Saúde. Os casos identificados são discutidos em equipe e matriciados pela eMULTI. Realiza-se agendamento de escuta para a construção das propostas de cuidados da clínica ampliada. Os grupos terapêuticos são compostos por subdivisão por faixa etária 3-5 anos, 06-11 anos e 12-17 anos. Durante o processo de acompanhamento são realizadas intervenções interdisciplinares e referenciamentos para atenção especializada, se necessário. A alta é procedimento quando as metas terapêuticas são alcançadas. A aplicação de técnicas da terapia cognitiva-comportamental, auriculoterapia, mindfulness, troca experiencias e informações entre as famílias, acolhimento de dúvidas e demandas emocionais para suporte dos cuidadores, treino de habilidades sociais, exercícios atendimento terapêutico fonoaudiológico são intervenções que fundamentam as intervenções planejadas.
A intervenção de orientação parental com objetivo de estimulação na primeira infância reflete positivamente no desenvolvimento de novas habilidades da criança, revelando percurso do processo evolutivo mais célere e amplo. O brincar favorece a formação de vínculos afetivos, amplia a capacidade comunicativa e melhora expressão de sentimentos. O mindfulness aplicado às crianças e adolescentes têm estimulado a atenção, concentração e treino de respiração. A contação de histórias e jogos como estratégia para psicoeducação e treino de habilidades sociais amplia a compreensão, contribui para prevenção violências, desenvolve aprendizagens e contribui para mudança nos padrões de comportamentos disfuncionais. Houve melhora no desempenho das atividades escolares das crianças e adolescentes típicas e típicas, nos processos de autoeficácia e autoestima, no humor, linguagem e socialização. A integralidade e atendimentos multidisciplinares contribui com a construção do plano terapêutico e a promoção de saúde mental das crianças e adolescentes com intervenção precoce no período chave para o surgimento dos transtornos mentais. Ainda, a adesão ao tratamento com intervenção grupal e multidisciplinar, assiduidade constância e permanência no grupo, conforme necessidade.
Primordial a promoção de saúde da família de pacientes com transtorno de neurodesenvolvimento, incluindo, suporte emocional, orientação para assegurar protetividade familiar, aceitação do diagnóstico, diminuição de medos, inseguranças e a desconexão com políticas públicas. De forma geral, trabalhar com crianças e adolescentes requer o envolvimento de seus pais, cuidadores ou referencias emocionais. Quanto mais as famílias implicarem no tratamento de seus filhos, as técnicas e os procedimentos clínicos utilizados na terapia, serão potencializados, diminuindo assim o tempo de intervenção. Fundamental ofertar trabalho interdisciplinar integrando e valorizando áreas técnicas e profissionais para redimensionar práticas em saúde equitativa, diminuição dos agravos, atendimento humanizado e inclusivo. As intervenções terapêuticas integradas e multidisciplinares abraçam a inclusão, garante direitos e contribuem para diminuição de barreiras para o acesso universal à saúde. Quando o rótulo é ignorado, conseguimos enxergar a criança e ao adolescente.
criança, adolescente, terapêutica, interdisciplina
CRISTIANE TEIXEIRA DA SILVA, MÁRCIA REGINA VICTOR DA SILVA, KELY BUENO DE MORAIS