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O presente estudo analisa a implementação do sistema Prontuário Eletrônico do Cidadão (e-SUS) no funcionamento dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), explorando avanços, desafios e impactos na gestão e assistência em saúde mental. Para tal, foram revisados trabalhos de autores renomados na área, como Laurindo (2018), Souza e Mendes (2020) e Rocha et al. (2022), que discutem a digitalização da saúde pública e sua aplicação nos serviços psicossociais. O estudo adota uma abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica e análise documental. A implementação do Prontuário Eletrônico do Cidadão (e-SUS) no Sistema Único de Saúde (SUS) visa modernizar e integrar os serviços de saúde, proporcionando maior eficiência no atendimento. No contexto dos CAPS, essa ferramenta pode otimizar o registro de informações clínicas e administrativas, favorecendo a continuidade do cuidado. No entanto, a adesão e efetividade do sistema dependem de fatores como capacitação de profissionais, infraestrutura e adesão dos usuários. Esse inicio em 2018 foi para identificar os atendimentos que eram duplicados, usuários que haviam tido alta do CAPS e necessitava continuar seu acompanhamento e assim solicitamos ter um inicio na era digital mesmo com uma ferramenta destinada a Atenção Básica
Acompanhar a demanda de alta do ambulatório de saúde mental que havia sido extinto e muitos usuários estáveis passaram a ser atendidos em seus territórios e ainda iniciar um processo de registro de atendimentos e evitar duplicidade de atendimento psiquiátrico proporcionando assim um maior acesso ao cuidado de saúde mental
Com a extinção do ambulatório de saúde mental em 2018 e a necessidade de encaminhamentos com papel que não chegavam ate as unidades de saúde, procuramos apoio para digitalizar nosso CAPS. A migração do prontuário de papel para o formato eletrônico permitiu melhor controle do uso de medicações e identificação de padrões de abuso, ainda conseguiu realizarmos cuidado compartilhado com Atenção básica no que tange relatar sintomas que poderiam aparecer diante de uma questão clinica que não compunha o quadro da doença e assim poderem ter um diagnóstico diferenciado. Nós iniciamos com treinamentos básicos no Prontuário Eletrônico do Cidadão (e-SUS) e realizamos apenas os atendimentos de acolhimento. Além disso, o uso do Prontuário Eletrônico do Cidadão (e-SUS) possibilitou uma maior transparência na produção dos serviços e na geração de indicadores, reduzindo a necessidade de preenchimento excessivo de documentos físicos. Com o passar dos anos fomos nos tornando uma referencia de modelo para outros CAPS e solicitamos inclusão de procedimentos como atenção a crise, acompanhamento de usuários no Caps
A análise aponta que a adoção de sistemas informatizados nos CAPS contribui para a melhoria da gestão das informações e do acompanhamento dos pacientes. No entanto, desafios como a resistência de profissionais e limitações tecnológicas impactam sua efetividade. Laurindo (2018) destaca que a informatização da saúde mental pode reduzir erros e melhorar a continuidade do cuidado. Souza e Mendes (2020) enfatizam que a implementação requer investimento na capacitação das equipes. Rocha et al. (2022) evidenciam a necessidade de integração dos sistemas para evitar fragmentação das informações. Além disso, a utilização do Prontuário Eletrônico do Cidadão (e-SUS) nos CAPS tem se mostrado uma ferramenta essencial para a organização e compartilhamento das informações clínicas dos pacientes. A digitalização desses dados permite um acompanhamento mais preciso do histórico do usuário, facilitando a comunicação entre diferentes profissionais e níveis de atenção à saúde. No entanto, ainda há desafios quanto à usabilidade e à adesão dos profissionais, que muitas vezes enfrentam dificuldades na adaptação às novas tecnologias e na disponibilidade de infraestrutura adequada.
A informatização do atendimento nos CAPS por meio do Prontuário Eletrônico do Cidadão (e-SUS), é um avanço significativo, mas exige aprimoramentos para garantir sua eficácia. O fortalecimento da infraestrutura tecnológica e a capacitação das equipes são elementos centrais para a otimização do sistema, garantindo maior qualidade na assistência prestada aos usuários dos serviços de saúde mental.
PEC, Saúde mental, informatização
VALÉRIA CRISTINA DOS SANTOS CARVALHO, ADRIANA RECCO BAROSSI HANISH, THAISSA MANZINI, VANIA LUCIA PELEGRINI, GUILHERME GONZAGA DUARTE PROVIDELLO, VANESSA DE OLIVEIRA SILVA CARVALHO, ANA PAULA MALAGOLI DUARTE DA SILVA, DENISE TEIXEIRA DE OLIVEIRA CALONICO, RAFAEL LUCIO DA SILVA