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Idosos com múltiplas comorbidades, baixa rede de apoio e alta vulnerabilidade social, especialmente idosos negros, apresentam maior risco de polifarmácia, baixa adesão terapêutica, descompensações clínicas e quedas. Diante desse cenário, tornou-se necessária a organização de um cuidado integrado e equitativo, voltado à segurança medicamentosa.
Estruturar um modelo de cuidado integrado para revisão medicamentosa, identificação de fragilidade, fortalecimento da rede de apoio e qualificação do acompanhamento de idosos vulneráveis, visando reduzir eventos adversos e ampliar segurança e autonomia.
A experiência foi desenvolvida a partir da identificação de idosos em vulnerabilidade social, considerando raça/cor, fragilidade e polifarmácia. A equipe ESF–PAI realizou avaliação multidimensional (AMPI), análise de comorbidades e adesão terapêutica. Médicos, enfermeiros, ACI e farmácia clínica revisaram prescrições, duplicidades e riscos, ajustando o plano de cuidado de forma contínua.
Identificou-se polifarmácia em 92% dos idosos, fragilidade em 43% e moradia solitária em 47%. Entre idosos negros, 27% apresentaram uso inadequado de medicamentos, 75% descompensações de HAS e DM e 62% fragilidade. A intervenção tem como meta reduzir prescrições inadequadas em 20%, aumentar a adesão terapêutica em 30% e diminuir descompensações clínicas em 15%.
A integração entre ESF e PAI mostrou-se uma estratégia inovadora e efetiva ao associar cuidado clínico, apoio social e equidade racial, contribuindo para a redução de riscos, melhora da adesão terapêutica e qualificação do cuidado aos idosos vulneráveis.
Idoso; Polifarmácia; Equidade; APS; Cuidado
SABRINA TEIXEIRA MORETTI