Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
Essa experiência traz a observação e acompanhamento da equipe de Vigilância em Saúde e Atenção Básica, sobre a importância da integração do agente comunitário de saúde e agente de controle de endemias – principalmente a dengue – na prevenção da dengue e promoção da saúde no município de Teodoro Sampaio. A dengue pode ser uma infecção pode ser assintomática ou levar a casos de óbito. Inclusive no Brasil, os casos graves e letais só têm aumentado. Em Teodoro Sampaio, a preocupação não é diferente, só em 2022 o número de infectados chegou a 3625. O município é composto por um Distrito Sede e um Distrito Rural além de 22 assentamentos de reforma agrária, com 22.173 habitantes , sendo a oitava extensão territorial do estado de São Paulo. Essa característica geográfica torna muito preocupante a transmissão da dengue, devido as dificuldades de logísticas da área rural à área urbana e até mesmo para cidade de Presidente Prudente ( 114 km de distância) que é referência em caso de necessidade de suporte de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e/ou em casos mais graves (distância de 114 km). Diante disso, a partir de 2024 a gestão municipal aprimorou a dinâmica do serviço de integração do agente comunitário de saúde (acs) e de controle de endemias (ace) nas visitas domiciliares para a prevenção de doenças vetoriais, já que o método mais certeiro e na prevenção de proliferação do Aedes aegypti é a orientação e eliminação de criadouros do vetor.
Objetivo Geral Qualificar as ações de visitas domiciliares na prevenção da dengue através da integração dos agentes comunitários de saúde e de controle de endemias. Objetivos Específicos Avaliar a efetividade das visitas integradas entre acs e ace no controle de criadouros do Aedes aegypti. Avaliar a cobertura de visitas no município pelos acs e ace’s no controle do Aedes aegypti.
Teodoro Sampaio tem 6 Unidades de Estratégia Saúde da família (ESF) na área urbana, com 6 agentes comunitários de saúde em cada Unidade. Desde 2014, o município vem trabalhando para que o controle vetorial seja integrado entre o acs e ace: cada acs da área urbana fazia a visita de controle de vetores dentro da sua micro-área uma vez por semana e em um determinado quarteirão. A partir de fevereiro de 2024, às terças e quintas- feira todos os acs’s realizam as visitas de controle vetorial numa única região do município a fim de trabalharem os quarteirões de forma que, ao término de dois meses todo o município esteja com cobertura de 100% de visitas. Nesses dias eles trabalham das 7h às 13h ininterrupto (com intervalo de 15 minutos). Os moradores são orientados sobre a dengue, leishmaniose visceral canina e humana e escorpionismo. Uma atenção especial é dada aos criadouros encontrados no quintais: os materiais inservíveis são ensacados e a própria equipe de ace recolhe no mesmo dia (com carro próprio), a fim de dispor em local adequado (aterro em vala). Há uma parceria com o Serviço de Obras: os buracos em vias públicas, que são identificados com presença de água/larvas de mosquitos são tampados por uma equipe especializada. Todo trabalho tem um acompanhamento diário pela Supervisora de Campo do Controle de Endemias e Enfermeira da Vigilância Epidemiológica, e os resultados são repassados às ESF’s e Secretaria de Saúde Municipal mensalmente.
A nova estratégia no trabalho de integração entre os acs’s e ace’s, teve bons frutos: observou-se um interesse maior pelos agentes de saúde em solucionar os problemas identificados nas casas. Por exemplo: além dos problemas referente aos criadouros do vetor da dengue, constantemente os agente de saúde informam aos ace’s sobre os imóveis que têm cães sintomáticos para leishmaniose (para realizar o teste de leishmaniose). A cobertura de imóveis visitados manteve e o grandediferencial está sendo a retirada de média de 500 kilos de inservíveis semanalmente. Devido a alteração de horário laboral nestes dias, os agentes se sentem mais satisfeitos ao saberem que sairão às 13h; permitindo mais compromissos particulares. Satisfação que motiva trabalhar.
Essa experiência nos mostra que a integração dos agentes de saúde e de endemias pode ser feita e mudada constantemente de acordo com os problemas encontrados em cada município. Importante salientar que as estratégias realizadas não só melhoraram os resultados no controle vetorial, como também a motivação dos agentes de saúde. Contudo, nos mostra que pelo número de inservíveis encontrados nos quintais, é preciso outras estratégias para diminuição de criadouros do Aedes nos territórios.
Controle de Vetores, Integração ACS e ACE
CRISTIANE OLIVEIRA ANDRADE, MARIA IMACOLADA SOUZA SANTOS