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A Doença de Parkinson (DP) é uma doença degenerativa que causa alterações motoras, tremor em repouso, rigidez muscular, bradicinesia, instabilidade postural e na marcha, disfagia e disartrofonia, impactando nas atividades funcionais e na qualidade de vida (Lopes, KJY et al,2016). A terapia em grupo foi referida como uma estratégia positiva no tratamento da DP, já que além da intervenção física, oferece diversidade de experiências e conhecimentos, diminuindo o isolamento, e a ansiedade, criados pela patologia em torno do sujeito e de sua família. (Ribeiro VV, 2012).
O objetivo desse trabalho foi verificar os benefícios e desafios da intervenção multidisciplinar no grupo: Viver! Independente do Parkinson.
O grupo semanal ocorre desde maio de 2023, com duração de 1 hora e 20 minutos, composto atualmente de 8 participantes e é coordenado por fonoaudióloga e fisioterapeuta. Em cada sessão são realizados exercícios motores, respiratórios e vocais, atividades que estimulam a cognição e comunicação, e orientações sobre cuidados à alimentação. Recursos artísticos como canto, dança e pintura são utilizados em algumas sessões, e os resultados são apresentadas em exposições e eventos do CERESI-Centro. Para um avaliação qualitativa, os integrantes do grupo responderam a um questionário com os tópicos: há quanto tempo tem o diagnóstico; há quanto tempo participa do grupo; qual sintoma mais incomoda; se realiza os execícios em casa; se houve melhora e em que aspectos; elogios e sugestões.
A média de tempo com o diagnóstico da DP foi de 8,8 anos. Os sintomas que mais incomodam foram os tremores e as dificuldades e limitações nas atividades básicas de vida diária (ABVDs); 50% dos participantes não realizaram tratamento fonoaudiológico e/ou fisioterapêutico anteriormente ao grupo. A média de tempo de participação no grupo foi de 10,8 meses. Relataram melhora na fala, deglutição, marcha e funcionalidade nas ABVDs. O grupo contribuiu para melhor compreensão sobre a doença e os participantes afirmaram gostar da convivência, a qual relataram melhorar o humor. Um participante sugeriu aumento do tempo do grupo.
Podemos concluir que o acompanhamento em grupo interdisciplinar dos pacientes com DP proporcionou uma otimização do início à intervenção fisioterapêutica e fonoaudiológica. Além disso, tem promovido melhora nos aspectos físicos, emocionais e na comunicação. Mostra ainda que pertencer a um grupo favorece a troca de conhecimentos, o protagonismo do indivíduo e a participação social.
Doença de Parkinson; Pessoa idosa; Terapia grupal
KÁTIA CRISTINA FREITAS GIMENEZ