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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cuidados paliativos são formados por assistência de equipe multidisciplinar, que tem a finalidade de possibilitar a melhora da qualidade de vida de paciente que enfrenta enfermidade que ameaça a vida. Essa melhora é obtida ao precaver e atenuar o sofrimento físico, psicossocial e espiritual, bem como ao dar assistência à família do paciente Verifica-se que a Atenção Domiciliar (AD) compõe um braço assistencial imprescindível à abordagem dos cuidados paliativos, de forma a permitir o acesso a uma assistência integral ao ser humano. O atendimento domiciliar é capaz de apresentar resultados clínicos positivos, ao promover novas maneiras de cuidar, promovendo a desinstitucionalização dos serviços de saúde. Existe a necessidade pungente de implementação de serviços de cuidados paliativos no atendimento domiciliar, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, cuidadores e familiares. Entretanto a organização é complexa, pois depende da disponibilidade de recursos diversos, embora a escassez de recursos não impeça a garantia de padrões mínimo de cuidados. Nesse contexto houve necessidade de preparar a equipe. O desenvolvimento deve ser entendido como um processo contínuo de melhoria, garantindo avanço através do conhecimento e empoderamento da tecnologia e dos saberes.
•Analisar a Atenção Domiciliar como estratégia no fortalecimento da integralidade no contexto da Rede de Atenção à Saúde •Descrever os conhecimentos desejadas do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) para oferecer Cuidados Paliativos
Ao percebermos que havia uma deficiência de conhecimento específico da equipe em relação aos Cuidados Paliativos e suas potencialidades, planejamos utilizar o espaço de reunião geral com a equipe multidisciplinar como momento para capacitação interna. Com objetivo de engajar o time, e para que o tempo investido em serviço fosse bem aproveitado, incluímos todo o time no planejamento elencamos os temas pertinentes e pedimos a cada profissional da equipe ordenar os temas de acordo com a ordem de interesse. Após a “apuração” os temas pelos quais houve maior interesse, abordamos primeiro e os demais obedecendo a ordem de interesse da maioria da equipe. Recebemos na equipe profissionais médicas com formação e experiência prévia em Cuidados Paliativos, e ambas se mostraram disponíveis para socializar o conhecimento e experiência com a equipe. Abrimos também a possibilidade de outros membros da equipe que desejassem contribuir. Semanalmente no segundo semestre de 2024, pudemos concentrar a equipe na reflexão das competências e habilidades necessárias ao profissional que conduz ou faz parte da assistência a pacientes em Cuidados Paliativos.
A cada semana foi abordado um tema pertinente aos conhecimentos necessários ao profissional que participa da assistência em Cuidados Paliativos. Iniciamos com a questão da Elegibilidade aos Cuidados Paliativos e ferramentas que nos auxiliam nesse diagnóstico, bem como o que observar na dinâmica familiar e no próprio domicílio que auxilia o profissional no planejamento da assistência. Também foi aprovado junto a gestão local o Protocolo de Hipodermóclise Domiciliar que envolve a capacitação de familiares para administrar medicação subcutânea, com o apoio de profissionais de enfermagem. Viabilizando o conforto e permanência do doente em domicílio, com conforto e dignidade, trazendo a família mais segurança e oportunidade de convivência com o doente, mesmo em situações de finitude.
Considerando que os cuidados paliativos no atendimento domiciliar, visa a uma atenção individualizada ao doente e sua família na busca pelo controle de todos os sintomas e prevenção do sofrimento, existem de duas formas de agir sobre a saúde: a busca pela cura e a oferta do cuidado. Partindo por esse prisma, ao buscar a cura, a equipe investe na vida a qualquer custo e, muitas vezes, a humanização no atendimento é deixada de lado, como um segundo plano. Porém, quando o objetivo é oferecer cuidado, -leva-se em conta a pessoa doente e não apenas a doença em si Diante desta análise, é possível destacar que o Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), ao longo de sua prática cotidiana, vem construindo seu modelo de atuação interdisciplinar. O desenvolvimento da equipe é uma necessidade que não se esgota em uma única ação, visto que a complexidade da assistência é crescente, recomenda-se manter esse modelo de capacitação em serviço. Promovendo espaços de troca de saberes e de atualização de conhecimentos e ferramentas a fim de garantir a melhor assistência possível com o recurso disponível.
Cuidados paliativos, Atenção Domiciliar,
JAQUELINE HEIN