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Com objetivo de mensurar o nível de entendimento sobre segurança do paciente na instituição aplicou-se um questionário no período de 11 a 15 de junho, realizamos uma capacitação em agosto, onde foram divididos em oito encontros entre os dias 02 a 05 do mesmo mês, nos turnos matutinos e vespertino no ano 2022 e reaplicação do mesmo questionário no mês de fevereiro de 2023, seis meses após a capacitação.
Sensibilizar os colaboradores e lideranças da especialidade diagnóstica quanto à importância de uma atenção à saúde que contemple em seu contexto às práticas de segurança do paciente, resultando no fortalecimento e ampliação desta. O objetivo deste trabalho foi verificar o impacto do treinamento na consolidação da cultura de segurança através do conhecimento e empoderamento de mudanças positivas no ambiente de trabalho, por meio da aplicação do questionário HSPSC, onde é avaliada através do percentual de respostas positivas obtido nos itens e em cada dimensão mensurada.
Trata-se de um estudo de caso para avaliar a cultura de segurança de uma instituição pública municipal especializada em diagnóstico, administrada por uma organização social, cujas as ações foram realizadas em três momentos diferentes.Em agosto de 2022 nos dias 02, 03, 04 e 05, foi ministrado o treinamento com participação de 70 profissionais da equipe multidisciplinar desde liderança ao operacional. Osparticipantes foram divididos em turmas e distribuídos nos períodos matutino e vespertino, totalizando oito encontros, que foram realizados no auditório da instituição. Realizamos apresentação de uma aula expositiva com o tema “Cultura de Segurança do Paciente e Liderança nos serviços de Saúde”, discorrendo sobre os aspectos históricos, conceitos, classificação de eventos adversos, gestão de riscos e exemplos para prática no cotidiano. Ao término da aula realizado divisão da turma em dois grupos e apresentado um estudo de caso hipotético distinto para cada grupo, objetivando a promoção de discussões e resoluções para fixação de conceitos e exercício da aplicabilidade destes na prática, ao término da discussão um representante de cada grupo apresentou o estudo de caso, os problemas identificados e as soluções propostas. Em um terceiro momento houve a reaplicação do questionário nos dias 14 a 16 de fevereiro, período de seis meses após realização do treinamento realizado pela DATQSP.
Dentre as problemáticas elencadas, citamos as que foram de comum acordo entre a maioria dos participantes: I- Necessidade de integração entre novos e antigos funcionários, bem como entre os setores do CD; II- Necessidade de articular junto a Atenção Básica do Município a padronização, capacitação, implantação, monitorização e divulgação de orientações para preparo de todos os exames realizados no CD, que contemplem todas as especificidades de cada procedimento, bem como os documentos necessários e a obrigatoriedade de acompanhante maior de idade (a depender do exame e das características do paciente); III- Otimização das agendas de exames (sistema de confirmação de agendamento com antecedência para reduzir absenteísmo, com reforço das orientações para preparo do exame, documentos necessários e obrigatoriedade de acompanhante);IV-Necessidade de capacitações/treinamentos/atualizações acerca dos protocolos da Instituição; V-Espaços para discussão/capacitação sobre Humanização no Atendimento; VI- Necessidade de orientar e conscientizar pacientes e seus acompanhantes quanto às ações de segurança do paciente (incluir o paciente no processo – corresponsabilizar); VII-Capacitação dos colaboradores da recepção, bem como de suas lideranças, quanto à importância de aplicação fidedigna dos protocolos/fluxos estabelecidos pela instituição, orientações claras e corretas sobre preparos de exames, reforço sobre a imprescindível apresentação de documentos por parte do paciente.
Após essa sensibilização inicial, é imperativo que se proponham e promovam novas ações para continuidade dos esforços empregados, de forma sistemática, por parte do NQSP do centro diagnóstico, a fim de que se construa de forma sólida uma cultura organizacional com valores, crenças e missão arraigados na segurança do paciente. As ações implantadas devem seguir cuidadosamente o planejamento prévio, para que a adesão da ação seja acompanhada mais de perto pelos respectivos responsáveis e os resultados obtidos sejam favoráveis à Instituição. A aplicação desta pesquisa, leva-nos a verificar as fortalezas e fragilidades na cultura de segurança do paciente da instituição (podendo estas serem vistas como oportunidades de melhorias pelo estabelecimento de saúde em questão) que podem orientar ações de melhorias. A cultura justa é um dos pontos evidenciados com potencial de melhoria, podendo ser influenciado por vários fatores como maturidade profissional, relacionando diretamente com tempo de profissão. Diante destas problemáticas são importantes estabelecer estratégias para diminuir o medo da punição e que seus erros sejam registrados em suas fichas, este é um ponto que pode contribuir negativamente nos processos de aprendizagem.
liderança, qualidade e segurança do paciente
Roseni Melo Mendonça, Elisângela Santana da Silva, Carolina Garcia Pina, Nislene Barbosa Viana, Ana Beatriz Inoue