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O pensamento Lean cada vez mais ascensão nas pesquisas sobre saúde, principalmente no âmbito internacional, melhorando a estrutura, o processo e o resultado a partir das ações assistenciais e gerenciais. A utilização do Lean no sistema de saúde vem trazendo resultados impressionantes, muitas vezes revolucionários, com economia expressiva de recursos e saltos de qualidade nos serviços prestados. Os benefícios do Lean na saúde envolvem ganhos na segurança dos processos, na eliminação de diversas formas de desperdício, jornadas clínicas mais rápidas e simples e uma melhor experiência global do cuidado prestado. A essência do pensamento Lean é a contínua eliminação das atividades desnecessárias, os desperdícios, que permeiam praticamente todos os tipos de processos, assistenciais, de suporte e administrativos. Se formos capazes de eliminar o esforço desnecessário, haverá mais tempo e recursos disponíveis para as coisas realmente importantes. Eliminar desperdícios significa ser capaz de deixar de fazer o que é irrelevante, liberando capacidade de trabalho para aprimorar aquilo que realmente interessa: a segurança do paciente e a qualidade do cuidado. Talvez seja isso que esteja faltando na complexa equação para sermos mais ágeis, eficientes e eficazes, ao mesmo tempo em que reduzimos custos e melhoramos o ambiente de trabalho.
Evidenciar o conhecimento adquirido desenvolvido sobre pensamento Lean nos hospitais municipais, destacando o impacto e as contribuições no cuidado em saúde. Capacitar servidores na utilização da ferramenta como gestores de projetos, tornando-os aptos a desenvolverem outros panos de melhorias, orientação e acompanhamento dos projetos.
Qualificar e modernizar a gestão dos hospitais municipais da cidade de são Paulo por meio da utilização de ferramentas de Qualidade afim da melhoria continua dos processos de trabalho e como forma de valorização profissional a participação direta do servidor. Coube a Empresa contratada via COAPES realizar diagnóstico situacional de 12 hospitais municipais da SMSSP, avaliando o grau de maturidade da gestão e desempenho dos principais processos relacionados à Gestão Hospitalar, Gestão da Clínica, Humanização da Saúde, Hotelaria, Compras Hospitalares, Administração Econômico-Financeira, Gestão de Obras e Engenharia Clínica, Ensino e Pesquisa. O objetivo inicial de capacitar 300 colaboradores (223 White Belt e 58 a Yalow belt- líderes de projeto em um período de 12 meses em cronograma com as seguintes etapas: Seleção dos colaboradores; Tollgate; mapeamento de processos de trabalho in loco; levantamento e priorização de causa; Analise de Causa; validação de causas; proposta de solução e plano de Ação; Plano de controle, coleta de resultados; Banca final de certificação; Formatura 18/11/2022-Formando 281 colaboradores sendo 223 White Belt e 58 Yellow Belt;
Todos os hospitais dessa lista estão passando por processos de transformação e possuem fortes iniciativas utilizando conceitos e técnicas Lean. O aprendizado gerado a partir de experiências em outros setores tem tornando possível acelerar o processo de transformação em hospitais e clínicas médicas, o que significa que estamos sendo capazes de alcançar resultados relevantes em espaços de tempo muito menores. Mas ainda são poucos e isolados os casos de sucesso no Brasil, principalmente porque o grau de sensibilização dos gestores ainda é baixo e o conhecimento ainda é escasso. Existem iniciativas consistentes de transformação, mas ainda se encontram restritas a poucas instituições pioneiras.
Este estudo possibilitou evidenciar que o pensamento Lean na saúde é um modelo de gestão que melhora a estrutura, o processo e o resultado, a partir das ações assistenciais e gerenciais. Os princípios do pensamento Lean estão difundidos nos mais diversos contextos da saúde, como: emergência, oncologia, farmácia, unidade de terapia intensiva, radiologia, ortopedia, saúde mental, ambulatórios e serviços de cardiologia. Os principais impactos advindos da aplicação desse pensamento na saúde são: aumento da produtividade e eficiência da equipe; redução no tempo de espera do paciente pelo atendimento; padronização dos processos assistenciais; redução dos custos; melhoria do trabalho em equipe; redução no tempo de internação do paciente; aumento da qualidade no serviço prestado; aumento da satisfação do paciente; aumento da segurança do paciente e dos profissionais de saúde; e, satisfação dos funcionários.
Lean, qualidade, desperdícios, hospitais, melhoria
Galileu Martinelli da Silva, Adriana Spinola Gabriel, Paulo Kron Psanquevich, Benedicto Accacio Borges Neto