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Historicamente, os registros de nascimento na Maternidade Municipal de São Vicente eram manuais, sujeitos a erros e deterioração física. Essa precariedade ameaçava a integridade dos dados e a memória institucional. No SUS, a garantia de um registro seguro é o primeiro ato de cidadania e o alicerce para o acompanhamento da saúde ao longo de todo o ciclo vital. Entender que um envelhecimento saudável começa com a precisão dos dados no nascimento é fundamental; a trajetória de vida digna depende de um histórico de saúde confiável desde o primeiro dia. A experiência, iniciada em 2024, envolveu a gestão e a equipe técnica da Maternidade, beneficiando recém-nascidos, famílias e profissionais. Sob a égide da inovação, o projeto busca superar a fragilidade do papel, garantindo que o direito à identidade e ao histórico clínico seja preservado para as futuras gerações. A ação justifica-se pela necessidade de modernizar processos críticos, promovendo a transparência e a segurança da informação como pilares de uma gestão pública eficiente e humana. Ao digitalizar o início da vida, São Vicente lança as bases para um prontuário perene, essencial para o cuidado integral em todas as fases do envelhecimento.
O objetivo geral é modernizar o registro de partos através de uma plataforma digital online, garantindo segurança, agilidade e eficiência na gestão de indicadores. Objetivos específicos: Substituir o registro físico por uma plataforma intuitiva e segura; Garantir a precisão e integridade dos dados neonatais; Reduzir o tempo de consultas e auditorias; Facilitar a extração de indicadores para a gestão estratégica; Proteger dados sensíveis com controle de acesso e rastreabilidade; Preservar o histórico institucional de forma sustentável, assegurando que o registro do nascimento seja o marco inicial de uma trajetória de saúde documentada com dignidade para o futuro cidadão.
A experiência foi desenvolvida internamente por um servidor da Secretaria de Saúde, com apoio das diretorias técnica e médica. A metodologia seguiu etapas rigorosas: +1 Diagnóstico: Identificação de falhas nos livros físicos e levantamento de requisitos com profissionais; Desenvolvimento: Criação da aplicação web utilizando linguagem Python e framework Django, com banco de dados SQLite para maior leveza e autonomia; +2 Segurança: Implementação de login individual e rastreabilidade total de alterações; Capacitação: Treinamento prático da equipe assistencial e administrativa para o uso da ferramenta; Integração de Dados: Utilização do Microsoft Power BI para gerar dashboards analíticos (25 páginas de relatórios). A iniciativa utilizou tecnologias de código aberto, garantindo baixo custo e sustentabilidade técnica. O projeto não dependeu de empresas terceirizadas, sendo uma solução customizada para a realidade da Maternidade Municipal. A metodologia focou na facilidade de uso para não onerar o fluxo de trabalho, transformando o ato burocrático de registrar em um processo ágil que qualifica a assistência.
A implantação eliminou a dependência de livros físicos, resultando em: Aumento da precisão: Redução drástica de erros e omissões nos registros; Agilidade: Recuperação instantânea de dados para fins clínicos e regulatórios; Segurança: Proteção de dados privados e controle rigoroso de acesso; Gestão Estratégica: Geração automatizada de estatísticas via Power BI, subsidiando decisões baseadas em evidências; Sustentabilidade: Redução do uso de papel e eliminação de arquivos físicos volumosos; Satisfação: Melhora no clima organizacional devido à redução de tarefas repetitivas e manuais. O projeto consolidou-se como a primeira aplicação digital de partos na região, tornando São Vicente referência em transformação digital hospitalar. Mais do que números, o resultado expressa a valorização do munícipe, que agora possui um registro de nascimento inviolável e acessível.
O Livro de Parto Digital prova que a inovação no SUS municipal é viável mediante valorização do capital intelectual interno. A experiência demonstra que a eficiência administrativa e a sustentabilidade são indissociáveis do compromisso social. Nessa trama, o envelhecimento é visto como um processo contínuo: cuidar da precisão do registro de nascimento é honrar a futura memória do cidadão, garantindo que o acesso à sua história de saúde seja o alicerce para um envelhecer assistido e digno. A flexibilidade tecnológica permite que o sistema evolua, integrando-se a futuras demandas de uma população que envelhece e necessita de dados precisos para a continuidade do cuidado. O projeto deixa um legado de modernização, transparência e respeito à vida
saude digital, sus, gestão, sustentabilidade
CLÁUDIO WOLFGANG SCHÖPS JÚNIOR, CLÁUDIA MATSUMOTA SANTOS, FABIANA MAIA LARSEN