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O leite humano é o alimento padrão ouro para alimentação de recém-nascidos prematuros (RNPT), devido a seus benefícios imunológicos, antimicrobianos, anti-inflamatórios, entre outros. Porém, as mães desses bebês têm dificuldade em manter a lactação, em razão de fatores como separação prolongada devido à hospitalização do bebê, estímulo das mamas reduzido e fatores emocionais, como sentimento de insegurança e ansiedade, que diminuem a produção e ejeção do leite. O estabelecimento adequado da lactação depende fortemente do manejo nos primeiros 3 dias pós-parto, uma vez que a remoção precoce, frequente e efetiva do colostro influencia a produção de leite subsequente. O volume extraído no 4º dia prediz a produção com 6 semanas. Para apoiar, proteger e promover a amamentação dos RNPT, que permanecem internados por longo período, o Hospital e Maternidade Amador Aguiar (HMAA), da Prefeitura Municipal de Osasco, implantou a Enfermaria da Mãe Amiga do Peito (EMAP), estratégia que garante a internação prolongada por período de 5 dias à puérperas com RNPT com peso de nascimento < 1500g e/ou Idade Gestacional < 32 semanas, afim de incentivá-las a realizar extrações de leite materno com maior frequência, em acompanhamento com o Banco de Leite Humano (BLH), otimizando as ordenhas no período de apojadura, com o objetivo de estimular o estabelecimento efetivo dos mecanismos de lactação e promover o vínculo entre mãe e bebê.
Implantar a Enfermaria Mãe Amiga do Peito (EMAP) no HMAA, estratégia que visa prolongar a internação de mães de RNPT por período de 5 dias, mantendo-as próximas a seu bebê e facilitando seu acesso ao Banco de Leite Humano, a fim de incentivar a realização de ordenhas frequentes de colostro nos primeiros dias pós-parto, favorecendo a oferta de leite materno cru ao RNPT e o estabelecimento efetivo da lactação.
A Enfermaria Mãe Amiga do Peito (EMAP) do HMAA de Osasco-SP, garante a internação prolongada por período de 5 dias pós-parto a mães de RNPT com peso de nascimento
Durante o período analisado, foram identificados 34 puérperas elegíveis para a EMAP, das quais 20 optaram por aderir à estratégia, enquanto 14 não puderam participar por razões de saúde materna, questões financeiras ou necessidade de cuidar de outros filhos por falta de rede de apoio. Os resultados mostraram uma diferença significativa na produção de colostro. As mães que aderiram à EMAP coletaram, em média, 1168,4 ml de colostro nos primeiros 7 dias pós-parto, enquanto aquelas que não participaram produziram apenas 122,2 ml, ou seja um volume 9,5 vezes menor. Esse aumento na produção de colostro reflete o impacto positivo da estratégia, proporcionando a esses prematuros um maior aporte de colostro da própria mãe, essencial para sua nutrição, proteção e desenvolvimento fora do útero. Além disso, observou-se que as mães que seguiram a EMAP apresentaram aumento progressivo na produção de leite ao longo dos dias, destacando a eficácia da estratégia em promover a lactação. Por outro lado, as puérperas que não aderiram à estratégia mostraram uma diminuição gradual na produção de leite, evidenciando a importância do suporte contínuo na fase inicial da lactação para garantir sua manutenção até que o bebê esteja apto a iniciar o treinamento de amamentação.
A Enfermaria Mãe Amiga do Peito mostrou-se como importante estratégia para o fortalecimento não apenas da produção de leite materno, mas também da criação do vínculo afetivo entre mãe e bebê, refletindo em desfechos mais favoráveis para a saúde e desenvolvimento do bebê prematuro extremo.
Amamentação, Mãe amiga do Peito,
LUCIANA NORBIATO ALVES, ANA CRISTINA MEIRA VASCONCELOS, LUCIANA FERREIRA SANTOS MIGUEL