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A neoplasia maligna do tecido conjuntivo e dos tecidos moles é um tipo de câncer que pode afetar diferentes regiões do corpo, causando lesões complexas e frequentemente dolorosas (GUEDES OLIVEIRA COSTA, 2021). O manejo dessa condição, especialmente em seus estágios mais avançados, exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo oncologistas, especialistas em dor, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais de saúde. O cuidado paliativo, voltado para o controle de sintomas e a promoção da qualidade de vida, assume um papel crucial no tratamento desses pacientes, proporcionando alívio e suporte emocional tanto para os pacientes quanto para suas famílias. Este relato de caso descreve o cuidado compartilhado entre o atendimento domiciliar e o hospital especializado no tratamento de F.M.C., um paciente com neoplasia maligna de tecido conjuntivo, que recebeu acompanhamento domiciliar pela Equipe Multidisciplinar de Atenção Domiciliar Jd Edite (EMAD), Equipe Multidisciplinar de Apoio (EMAP) e cuidados paliativos integrados no Hospital AC Camargo. O manejo de pacientes com neoplasias malignas avançadas demanda um modelo de cuidado centrado no alívio dos sintomas e no suporte emocional, com ênfase no conforto do paciente em seu ambiente familiar. No caso de F.M.C., as intervenções realizadas, incluindo o controle da dor, o manejo das lesões oncológicas e o suporte familiar, foram fundamentais para preservar sua qualidade de vida até os momentos finais (BASSO LEMOS, 2018).
O objetivo deste relato de caso é descrever a comunicação constante entre serviços de saúde de F.M.C., com foco no manejo da dor, nas lesões oncológicas e no suporte emocional, tanto para o paciente quanto para a cuidadora principal, sua esposa.
O estudo foi realizado por meio de um relato clínico baseado no acompanhamento de F.M.C. pela EMAD, desde sua readmissão no serviço em junho de 2024 até sua internação em fase final de vida no Hospital AC Camargo. Durante o período de acompanhamento domiciliar, foram coletados dados clínicos sobre o controle da dor, o manejo das lesões oncológicas, os curativos realizados, o suporte psicológico oferecido e as orientações dadas à família para o manejo domiciliar. Além disso, foram registrados os resultados do cuidado paliativo oferecido no hospital em sua fase terminal (BRASIL, 2013 FERRELL COYLE, 2010).
Durante o acompanhamento pela EMAD, diversas intervenções foram realizadas para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida de F.M.C., com o apoio dos serviços de saúde. As principais ações incluíram o controle da dor por meio de estratégias farmacológicas e não farmacológicas, com ajustes contínuos de analgésicos conforme necessário (CARSON FISHER, 2015). Com o agravamento da doença, o paciente apresentou episódios de sangramentos relacionados às lesões oncológicas, que foram tratados com curativos especializados e monitoramento constante (SOCIETY OF PALLIATIVE CARE OF BRAZIL, 2014). Os curativos foram ajustados conforme a evolução das lesões, visando prevenir infecções e aliviar sintomas locais (ZIMMERMANN RODIN, 2004). A equipe também aplicou abordagens de estimulação cognitiva para manter a interação mental do paciente e ofereceu suporte psicológico tanto para F.M.C. quanto para sua esposa (REGO SILVA, 2017). A esposa recebeu orientações contínuas sobre cuidados paliativos domiciliares, incluindo a administração de medicamentos e manejo das lesões (BASSO LEMOS, 2018). No hospital, F.M.C. foi encaminhado ao setor de cuidados paliativos devido ao controle difícil da dor e à progressão do quadro, com foco no conforto e dignidade do paciente.
Este relato de caso destaca a importância de uma abordagem integrada e multidisciplinar no manejo de pacientes com neoplasias malignas avançadas. O acompanhamento domiciliar pela EMAD foi eficaz no controle de sintomas, alívio da dor e promoção da qualidade de vida do paciente e de sua cuidadora principal. O suporte emocional foi essencial para o bem-estar psicológico de F.M.C. e sua esposa. A fase final de vida do paciente exigiu a transição para cuidados paliativos hospitalares, reforçando a relevância de um cuidado contínuo e adequado às necessidades do paciente, especialmente nos estágios mais avançados da doença. O relato ressalta a importância de um cuidado integral, focado no conforto, dignidade e qualidade de vida de pacientes com câncer em fase terminal (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2002 FERRELL COYLE, 2010).
cuidados paliativos, neoplasia maligna, dor
GABRIELA CARVALHO DE ARAUJO, GABRIELA SERAFIM SENHOR, JULIANA TRISTÃO DE OLIVEIRA