Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
A Esporotricose Felina consttui importante agravo zoonótco nos centros urbanos, com potencial de transmissão a humanos e impacto direto na saúde coletva. Em territórios marcados por vulnerabilidade social, o acesso ao diagnóstco e tratamento adequado torna-se um desafo, ampliando o risco de disseminação. Em março de 2023, a Divisão de Veterinária e Controle de Zoonoses foi acionada por médica veterinária da rede privada após identfcação de felino com lesões compatveis com Esporotricose, sem tutor inicialmente defnido. A situação confgurava risco sanitário imediato no território. A intervenção estruturada pela Vigilância em Saúde buscou assegurar controle epidemiológico, adesão terapêutca e proteção comunitária, fortalecendo os princípios da universalidade, integralidade e equidade do SUS, ao viabilizar cuidado mesmo diante de limitações socioeconômicas.
Descrever a atuação da Vigilância em Saúde no manejo de caso de Esporotricose Felina em contexto de vulnerabilidade social, evidenciando estratégias de controle sanitário, corresponsabilização comunitária, adesão terapêutca supervisionada e prevenção da transmissão zoonótca no território.
Após notfcação formal, foi realizada vistoria técnica domiciliar com avaliação clínica observacional do animal e análise das condições ambientais. Procedeu-se coleta de material para cultura em laboratório de referência. Insttuiu-se plano de intervenção com isolamento do animal, orientação quanto ao uso de equipamentos de proteção individual e desinfecção ambiental com solução de hipoclorito de sódio. O tratamento com Itraconazol 100 mg foi disponibilizado pelo município, mediante assinatura de termo de compromisso e acompanhamento sistemátco. Foram realizadas visitas técnicas periódicas e monitoramento remoto para avaliação clínica, reforço educatvo e ajustes no manejo, consolidando estratégia de vigilância atva e acompanhamento territorial.
O acompanhamento por aproximadamente oito meses resultou em regressão progressiva das lesões cutâneas, melhora dos sinais respiratórios e recuperação do estado geral do animal. Não houve registro de transmissão humana associada ao caso. A adesão terapêutca foi mantda durante todo o período, demonstrando efetvidade da corresponsabilização pactuada. O animal consolidou vínculo com o morador, foi identfcado e submetdo à esterilização, garantndo desfecho sanitário e social positvo. A intervenção evitou agravamento clínico, possível disseminação territorial e desfecho de eutanásia inicialmente considerado diante da ausência de tutor.
A experiência demonstrou que a Vigilância em Saúde, quando artculada à rede privada e à comunidade, pode transformar situação de risco coletvo em desfecho exitoso e sustentável. O modelo adotado reforça a importância da vigilância territorial atva, do suporte terapêutco municipal e da abordagem em Saúde Única no controle de zoonoses urbanas. A estratégia mostrou-se resolutva, equitatva e alinhada aos princípios do SUS, evidenciando potencial de replicabilidade em outros municípios.
Manejo e monitoramento de Esporotricose
KARIN VIEIRA FERREIRA RUIVO, WASHINGTON PEREIRA NETO, ANDRÉA DE MEDEIROS NOGUEIRA NUNES, ROBERTA EMANOELA MOURA ALVES MARIANO, MARTNA BELLVER NEGRI, ADELIA TOSHIE HONDA MITSUMORI, DIEGO DA SILVA LEAL, ALEXANDRE CAPASSI, MARJORI FABRÍCIA CERCHIARI, MARCO AURÉLIO FERREIRA