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Nas últimas décadas as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) passaram a liderar as causas de óbito no país, ultrapassando as taxas de mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias (DIP) na década de 80. Como decorrência da queda da mortalidade e da fecundidade no país, aumentou o número de idosos, particularmente, o grupo com mais 80 anos. Nos próximos 20 anos, projeções apontam para a duplicação da população idosa no Brasil, de 8 para 15%. No Brasil, o Ministério da Saúde vem desenvolvendo várias ações em articulação com diversos setores governamentais e não governamentais objetivando promover a qualidade de vida e prevenir e controlar as DCNT. Em 2017 a hipertensão arterial no Brasil representou 141.878 mortes, e é primeira causa de mortalidade e hospitalização, e diabetes mellitus é responsável por 14,5% da mortalidade mundial e no Brasil a média atual é de 14,3 milhões de casos com estimativa para 23,3 milhões em 2040. O Cuidado Continuado de Hipertensos e Diabéticos, visa identificar precocemente os casos e monitorar de forma sistemática esses usuários pela Equipe de Saúde da Família a fim de reduzir o risco cardiovascular, impactando na redução do número de entradas de pacientes crônicos descompensados nos serviços de urgência/emergência, e consequentemente reduzindo as internações, custos aos serviços de saúde e desfechos incapacitantes ou até óbito aos pacientes
Garantir que 60% do número total de pacientes hipertensos acompanhados pela ESF e classificados como alto risco cardiovascular, estejam dentro das metas pressóricas; Garantir que 45% do número total de pacientes diabéticos acompanhados pela ESF, e classificados como alto risco cardiovascular, estejam dentro das metas glicêmicas; Acompanhar 80% dos pacientes que deram entrada nas 3 AMAs (Prel, Pirajussara e Paraisópolis) e UPA Campo Limpo, com descompensação pressórica/glicêmica, através de consulta/VD/teleatendimento pela ESF, no mês subsequente.
Lean Six Sigma é uma metodologia de Excelência Operacional que tem por objetivo medir e analisar dados para resolução de problemas complexos associados aos desperdícios e variabilidade dos processos. D: Alto Risco de pacientes DM e/ou HAS atendidos nas UBS da Parceria Einstein entrarem agudizados nos serviços de urgência/emergência M: mapeamento do processo, identificando os ofensores e aplicando o Diagrama de Ishikawa A: identificação da matriz causa e efeito (causas potenciais) e matriz esforço e impacto (causas prováveis) I: fase de medição e elaboração dos planos ação ver e agir, com a implementação; C: controle para o fechamento do ciclo, tornando a prática sustentável
O projeto iniciou em janeiro/24, e contou com 26 ações de melhoria, dentre elas se destacam: – Inteface do Comitê de Crônicos da Diretoria do Cuidado Público com Faculdade de Medicina do Einstein, com a produção de vídeos educacionais interativos, relacionados ao cuidado do paciente hipertenso e diabético e divulgação aos usuários das 14 UBS; – Confecção de vídeo aula do Manejo do Paciente HAS/DM disponível no Plataforma de Treinamentos do Einstein para Médicos, Enfermeiros e eMulti, a fim de reciclagem dos colaboradores e novos admitidos (Até dezembro/24 tivemos a adesão de 130 colaboradores); – Resultados melhores de 11 UBS referente ao controle da hemoglobina glicada e pressão arterial em comparação ao ano anterior; – Capacitação em Visita Domiciliar para ACS (online) a fim de melhorar a prática de abordagem do HAS/DM (adesão de 73% dos ACS das 14 UBS); – Capacitação em Visita Domiciliar para Auxiliares de Enfermagem e ações educativas (total de 144 colaboradores treinados das 14 UBS – adesão de 74%); – Atualização do Roteiro de Integração dos colaboradores referente ao – Roteiro de Visita Domiciliar e validação da técnica da pressão arterial; – Realizada a validação de 379 colaboradores das 14 UBS para técnica correta da aferição da pressão arterial; – Realizada a aquisição de 1 esfigmomanômetro digital por unidade, visto colaboradores PCD e condições específicas do paciente (braços largos/curtos/em forma de cone), nos quais manguitos existentes não se adaptam.
Referente ao indicador de garantir que 60% do número total de pacientes HAS acompanhados pela ESF e classificados como alto risco cardiovascular, estejam dentro das metas pressóricas; comparando os resultados 2023/2024 houve um aumento de 4,8 p.p ao mês da taxa média de incremento e 61,6% de pacientes hipertensos estavam dentro das metas pressóricas; Referente ao indicador de garantir que 45% do número total de pacientes DM acompanhados pela ESF e classificados como alto risco cardiovascular, estejam dentro das metas glicêmicas; comparando os resultados 2023/2024 houve um aumento de 4,2 p.p ao mês da taxa média de incremento e 50,3% de pacientes diabéticos estavam dentro das metas glicêmicas; Referente ao indicador acompanhar 80% dos pacientes que deram entradas nas 3 AMAs (Prel, Pirajussara e Paraisópolis) e UPA Campo Limpo, com descompensação pressórica/glicêmica através de consulta/VD/teleatendimento pela ESF, no mês subsequente No total foram elencados 631 pacientes que pertencem ao território das unidades, sendo que 557 foram monitorados pela ESF através de Consulta Presencial, Atendimento Domiciliar e/ou Teleconsulta, o que resulta em 88% de pacientes acompanhados.
melhoria contínua; gestão do cuidado; crônicos
VIVIANE SCANDIUCCI MOTA, LUCIANA MATIAS