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A infecção pelo HIV é uma condição crônica, passível de controle por meio da terapia antirretroviral (TARV) e do monitoramento contínuo de marcadores biológicos, como a contagem de linfócitos TCD4+ e a carga viral. No entanto, para garantir a efetividade do tratamento e o acompanhamento adequado, é imprescindível o envolvimento dos pacientes no seu processo de cuidado, a fim de favorecer sua retenção ao serviço de saúde. O Sistema de Monitoramento Clínico das Pessoas Vivendo com HIV/Aids (SIMC) classifica como retidos os pacientes que, nos últimos 100 dias, tenham recebido dispensação de TARV ou realizado, no mínimo, dois exames de carga viral ou contagem de linfócitos TCD4+. Contudo, diversos fatores podem comprometer a continuidade do tratamento e a retenção desses indivíduos no serviço de saúde, entre os quais se destacam o estigma social, as barreiras institucionais, as condições socioeconômicas adversas e a falta de empatia no atendimento. Nesse contexto, é de extrema importância que as unidades de saúde tenham um fluxo estruturado para o monitoramento eficaz dos pacientes, assegurando que as estratégias de cuidado sejam adaptadas às necessidades específicas de cada indivíduo, promovendo, assim, a continuidade e a qualidade do tratamento.
Aumentar, no SAE Vila Prudente, a taxa de retenção dos pacientes ao serviço de saúde
No primeiro semestre de 2024, passaram a ser realizadas sensibilizações com a equipe desse SAE e discussões de casos individualizados. Nesses espaços, também foram discutidas estratégias que auxiliaram no estabelecimento do vínculo do paciente ao serviço. Com a instituição do Núcleo de Monitoramento em Saúde na RME IST/Aids, foi possível reorganizar os fluxos e envolver mais profissionais no monitoramento da perda de seguimento. Mensalmente, são extraídos, do SIMC, dados dos pacientes em perda de seguimento, ou seja, daqueles que estão com mais de 100 dias de atraso na retirada dos antirretrovirais (ARV). Os profissionais do Serviço Social são responsáveis pela busca desses pacientes, através do contato telefônico. Adicionalmente, pesquisam por informações em outros serviços de saúde e da rede intersetorial. Nesse processo, também são investigados possíveis óbitos. É proposto, então, um dia e horário, mais conveniente para o paciente, para que ele compareça ao serviço. Ao retornar ao SAE, o paciente é acolhido e atendido por um enfermeiro e/ou médico. Além disso, é realizada a coleta de exames laboratoriais e a reintrodução da TARV. Foi instituída, também, a prevenção da perda de seguimento, através do monitoramento dos usuários que estão com atraso inferior aos 100 dias. Nesses casos, a equipe da farmácia realiza o contato, via aplicativo de mensagens instantâneas, e orienta o paciente a retornar ao SAE.
De acordo com dados do SIMC, em 2024 esse SAE teve 2488(93,9%) pacientes retidos, enquanto que, em 2023, esse valor era de 2200(92,6%). A principal dificuldade percebida para aumentar a retenção, foi efetivar o contato com todos os pacientes e articular a busca com os demais equipamentos da rede de saúde
O estabelecimento desse processo de monitoramento tem trazido bons resultados, o que corrobora a importância de mantê-lo e aprimorá-lo. Além disso, é imprescindível reforçar a importância da articulação com os equipamentos da rede intersetorial para garantir a assistência integral dessa população.
monitoramento, tratamento, IST/AIDS
MARCIA TSUHA MORENO, NATALIA TEIXEIRA HONORATO SOARES, CAROLINA MUZILLI BORTOLINI, ELIANE ALVES DE GOES ALMEIDA, MARCELO CLARINDO DE OLIVEIRA, NEIDE FATIMA EVANGELISTA, CASSIA DOS SANTOS BITTENCOURT, MARCIA MARIA LEITE GREGORIS DE LIMA, EMI MASUKAWA KOTI, ANDREZA DE SOUZA ANDRE