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No Brasil, a tuberculose ainda é considerada um problema de saúde pública, sendo a principal causa de morte entre pessoas vivendo com HIV (PVHIV). A OMS propõe, dentre outras estratégias, o controle dessa enfermidade, por meio do tratamento da infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB). A ILTB ocorre quando uma pessoa se encontra infectada pelo bacilo, porém sem manifestação da doença ativa. Em indivíduos imunossuprimidos, esses reservatórios de Mycobacterium tuberculosis podem ser ativados, culminando em um quadro de tuberculose ativa. Por isso, o rastreio da ILTB deve sempre iniciar pela exclusão da doença ativa. O tratamento é realizado com esquemas terapêuticos específicos, disponibilizados gratuitamente nos serviços de saúde. De acordo com diretrizes atuais do Ministério da Saúde, enfermeiros também podem realizar tanto a prescrição da ILTB quanto a solicitação de alguns exames, o que possibilita o maior acesso dos pacientes à profilaxia. Nesse contexto, é fundamental que cada unidade de saúde realize o monitoramento contínuo e assegure a oferta adequada de profilaxia a esses pacientes, de modo a garantir a eficácia no controle da doença.
Reduzir, no SAE Vila Prudente, o número de pacientes que não iniciaram o tratamento da ILTB, mesmo apresentando os critérios específicos (gap de tratamento
No primeiro semestre de 2024, os enfermeiros foram capacitados, por uma infectologista do serviço, para avaliação de radiografia de tórax. Também foram realizados treinamentos e reuniões técnicas sobre ILTB para a equipe multiprofissional. Após isso, definiu-se uma equipe que ficou responsável pelo monitoramento mensal desses pacientes no Sistema de Monitoramento Clínico das Pessoas Vivendo com HIV/Aids (SIMC), ferramenta utilizada para visualizar e monitorar o gap de tratamento. Em paralelo, a equipe de enfermagem passou a realizar uma triagem de todos os pacientes com contagem de linfócitos TCD4+ abaixo de 350 células/mm³. Esses casos foram avaliados e, todos que apresentavam critérios para iniciar o tratamento para ILTB, foram convocados para atendimento médico ou com enfermeiro. Excluiu-se pacientes com tratamentos prévios para tuberculose ou ILTB, além dos que estavam com tuberculose ativa. Para facilitar o monitoramento, foi criada uma planilha com identificação, critérios de inclusão, início da profilaxia e datas em que os medicamentos foram retirados. Para estimular a adesão, a equipe da farmácia entrou em contato, via aplicativo de mensagens instantâneas, semanalmente, para confirmar a tomada da medicação e possíveis intercorrências.
O serviço teve uma resolutividade de 93,1% do gap de tratamento em 2024. Em novembro/2024, apenas 0,7% dos pacientes com critérios, ainda não tinham iniciado a profilaxia, sendo que, em novembro/2023 esse índice era de 1,4%. Além disso, percebeu-se um maior envolvimento da equipe multiprofissional nesses casos e, em consequência, uma maior compreensão dos pacientes acerca da importância da ILTB.
Foi observada uma queda expressiva do gap de tratamento para ILTB no SAE Vila Prudente. Além disso, observou-se um domínio maior do fluxo de atendimento, nos casos de pacientes com perfil para ILTB, por parte da equipe.
Monitoramento, ILTB, IST/AIDS
CAROLINA MUZILLI BORTOLINI, ELIANE ALVES DE GOES ALMEIDA, NATALIA TEIXEIRA HONORATO SOARES, MARCIA TSUHA MORENO, MARCELO CLARINDO DE OLIVEIRA, LILIAN ALESSANDRA HIPOLITO LOPES