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A propagação da enfermidade foi identificada pela primeira vez no Estado de São Paulo em 1987, nos municípios de Guararapes e em Araçatuba. Durante o verão de 1990/91, uma epidemia de enormes dimensões foi documentada, começando em Ribeirão Preto e se disseminando rapidamente para localidades vizinhas e além. Desde então, as crises de dengue têm sido uma ocorrência anual no Estado. Desde então Araçatuba tem se tornado endêmica para enfermidade, demandando da Gestão Pública esforços para contenção da doença, afim de minimizar os impactos em saúde pública. A aquisição do teste NS1 é um avanço importante no diagnóstico precoce da dengue, detectando o antígeno NS1 do vírus no sangue do paciente, permitindo uma identificação rápida da infecção nos primeiros dias dos sintomas. Sua disponibilidade facilita a tomada de decisões clínicas e o manejo adequado dos casos, reduzindo complicações e óbitos relacionados à doença. A precisão e rapidez do teste são cruciais em regiões endêmicas, como Araçatuba, onde a dengue é uma preocupação constante para o sistema de saúde. A ampla utilização do teste fortalece os esforços de controle e prevenção da doença, pois com o resultado em tempo oportuno ações de bloqueio e intervenção são realizadas precocemente. Em suma, a incorporação do teste NS1 nas estratégias de saúde pública desempenha um papel crucial na detecção precoce e no enfrentamento eficaz da dengue.
Reduzir a incidência da dengue no município de Araçatuba, por meio do fortalecimento do diagnóstico assertivo da enfermidade. Minimizar o impacto da doença na saúde pública dos munícipes, por meio do fortalecimento das ações de assistência com impacto no controle vetorial.
Em 2020, o município de Araçatuba, investiu recursos municipais na aquisição do teste de diagnóstico rápido da dengue, capaz de detectar a presença do vírus tanto nos estágios iniciais da doença, até o terceiro dia após o início dos sintomas, quanto nos estágios mais tardios, após o sétimo dia. As 19 Unidades Básicas de Saúde (UBS) recebem rotineiramente kits para testagem de todos os pacientes suspeitos notificados, desde que estejam com a data de início de sintomas, dentro do período de testagem para cada teste, assim o resultado diagnóstico é obtido em poucos minutos. Para tal além da aquisição e monitoramento das condições ideias para realização do teste, foi implantado um instrumento de socialização deste dado internamente em cada (UBS), para que assim a equipe de controle de vetor obtenha prontamente os diagnósticos positivos e assim iniciasse o bloqueio para eliminação de criadouros no raio de dispersão do local provável de infecção.
Previamente, as amostras de sangue dos pacientes suspeitos eram enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, o qual realizava todos os procedimentos de teste para a região. Como este laboratório era a única referência disponível, os resultados poderiam demorar até 20 dias para retornar ao município. Dessa forma, considerando que o ciclo médio de vida do mosquito vetor, Aedes aegypti, é de 30 dias, a eficácia das medidas de controle vetorial tornava-se comprometida. Com a implementação do teste rápido em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Pronto Socorro Municipal, houve uma diminuição nos casos diagnosticados do vírus da dengue no município. Ao analisar os anos epidêmicos pré e pós-implantação, especificamente em 2019 e 2022, observa-se uma redução significativa no número de casos, passando de 7.879 para 2.812, respectivamente. Associado a isto, a partir do ano de 2021 a conclusão dos casos passou a ser puramente laboratorial, excluindo o uso de critérios clínico-epidemiológicos, que em 2019 atingiu a marca de 84,26% (6639/7879). Importante ressaltar que ao declarar estado de epidemia todos os pacientes suspeitos são considerados positivos por meio deste critério, assim a testagem é suspensa. Dessa forma, o município conquistou autonomia no enfrentamento às arboviroses, trazendo rapidez e eficiência às ações de intervenção, além do controle da dispersão da enfermidade.
Diagnostico precoce da doença, trabalho de bloqueio e eliminação de criadouros em tempo record com fechamento dos casos no sistema Sinan On Line de acordo com a recomendação do Ministério da Saúde. A implementação dessa estratégia foi um avanço de suma importância no enfrentamento da dengue, aproveitando a integração entre Vigilância em Saúde e Atenção Básica, o que resultou rapidamente em melhorias nos indicadores epidemiológicos. O controle vetorial é frequentemente desafiador, por isso considerar ações além da rotineira, como a eliminação dos criadouros do vetor, é essencial. Isso traz benefícios significativos aos usuários, pois a redução dos casos impacta positivamente na saúde pública, evitando congestionamento nos serviços de saúde e proporcionando um atendimento mais humanizado.
Dengue, NSI, Controle de Vetor
Priscila Nogueira de Morais Cestaro, Cristiane Camargo de Almeida, Talita Carolina Bragança de Oliveira