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A gestante deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência para iniciar o acompanhamento pré-natal, essencial para a saúde da mãe e do bebê e para a redução de riscos no parto. Idealmente, o pré-natal deve ser iniciado até a 12ª semana de gestação, com consultas periódicas e contínuas: mensal até a 28ª semana, quinzenal entre a 28ª e a 36ª semana, e semanal até a 40ª semana. No Brasil, as taxas de mortalidade materna e neonatal permanecem elevadas, em desacordo com o desenvolvimento econômico e social do país. A maioria das complicações e óbitos na gestação, no parto e no pós-parto poderiam ser evitados com uma participação ativa do sistema de saúde e o acompanhamento adequado. O estudo foi realizado entre setembro de 2024 a janeiro de 2025 em gestantes com condições pré-existentes ou que desenvolvem complicações, o nosso serviço oferece o pré-natal de alto risco (PNAR), realizado no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM) no Hospital da Mulher (HM) de São Bernardo do Campo (SP).
Aprimorar a comunicação entre a Unidade Básica de Saúde (UBS) e o ambulatório do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM) no Hospital da Mulher de São Bernardo do Campo, visando otimizar o processo de agendamento de consultas para o Pré-Natal de Alto Risco (PNAR). Este aprimoramento busca reduzir o intervalo de tempo entre a solicitação da consulta e seu efetivo atendimento no CAISM, garantindo um acompanhamento mais ágil e eficiente das gestantes com condições de saúde que exigem cuidado especializado. Dessa forma, pretende-se fortalecer a continuidade do pré-natal e a integração entre os serviços de saúde, contribuindo para a prevenção de complicações e a melhoria dos indicadores de saúde materna e neonatal na região.
Em setembro de 2024, iniciou-se o acompanhamento das gestantes do município que necessitavam de consultas no ambulatório do PNAR do CAISM. Essas pacientes, encaminhadas pelas UBS, foram registradas para análise do fluxo de encaminhamentos e identificação dos pontos críticos no processo de agendamento. Com base nas observações iniciais, definiram-se ações para otimizar a comunicação e reduzir o tempo de espera entre a solicitação e a realização das consultas no CAISM. A metodologia inclui a articulação com os Núcleos Internos de Regulação (NIR) das UBS, os quais assumem o papel de identificar e priorizar gestantes que necessitam do PNAR, considerando fatores de risco e urgência de cada caso. A partir dessa identificação, as UBS são orientadas a enviar, de forma padronizada e clara, as informações clínicas e documentais necessárias ao CAISM, o que agiliza o processo de triagem e agendamento no hospital. Paralelamente, foram promovidas reuniões e sessões de feedback entre os profissionais da UBS e o CAISM para melhorar o fluxo de informações e ajustar a rotina de agendamentos. Com o objetivo de tornar o processo mais transparente e responsivo, implementou-se também um sistema de acompanhamento contínuo do tempo de espera das pacientes encaminhadas para o PNAR. Esses indicadores permitirão avaliar o impacto das mudanças e identificar novos ajustes que possam contribuir para a eficiência do atendimento e a segurança das gestantes de alto risco no município.
Para a análise dos resultados, os dados de cada paciente foram registrados no prontuário eletrônico de São Bernardo (sistema HYGIA), que permite o acompanhamento detalhado do histórico e da trajetória de cada gestante no fluxo de atendimento do PNAR. Foram observados e analisados critérios específicos: Laudo do encaminhamento, que registra as justificativas clínicas para o acompanhamento no PNAR; Código Internacional de Doenças (CID); Descrição do CID, que auxiliam na categorização das condições de saúde que justificam o atendimento especializado; Data do encaminhamento para a consulta, que marca o início do processo de solicitação; Data da consulta no CAISM, permitindo medir o intervalo entre a solicitação e o atendimento; Tempo de espera até a consulta, avaliando quanto à sua adequação para cada condição de risco e Quantidade de pacientes aguardando consulta, que oferece um panorama da demanda e contribui para ajustes na capacidade de atendimento. Com o monitoramento desses critérios, observou-se uma redução no tempo médio de espera para as consultas do PNAR, indicando uma melhoria na agilidade do agendamento. O sistema facilitou a identificação de casos em que o tempo de espera ainda poderia ser ajustado, permitindo ações corretivas em tempo hábil. A análise contínua dos dados e a comunicação com as UBS e o CAISM fortaleceram a eficiência do processo, promovendo um fluxo de atendimento mais organizado e responsivo, com impacto positivo nos indicadores de saúde materna.
O aprimoramento da comunicação e da eficiência no atendimento às gestantes de alto risco é essencial para a qualidade do cuidado materno no município e para a redução das taxas de mortalidade materna e neonatal. A otimização do fluxo de encaminhamento entre as UBS e o CAISM demonstra um avanço importante na resposta aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que incluem a meta de redução da mortalidade materna até 2030. A implementação de sistemas de monitoramento e controle, como o sistema HYGIA, e a colaboração direta entre UBS e CAISM possibilita a detecção e correção de problemas, garantindo um atendimento mais ágil e eficiente para gestantes em situação de vulnerabilidade. Cada esforço investido no aprimoramento desse processo reflete o compromisso com a saúde materna e a valorização de cada vida atendida. Assim, reafirmamos o propósito do nosso serviço de excelência: garantir um cuidado seguro e acessível às gestantes do município, contribuindo diretamente para a construção de um sistema de saúde mais justo e humano.
gestante, pré-natal de alto risco, monitoramento
ELAINE GOMES SILVA, GIANNA ROSELLI VENANCIO