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Os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) em suas modalidades desenvolvem pontos de atenção estratégicos da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial), em atividades de saúde, com estrutura aberta e com uma equipe multidisciplinar em prol às pessoas com transtornos do uso de múltiplas substâncias lícitas e/ou ilícitas e jogos patológicos. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a Saúde Mental se define como o estado de bem-estar no qual o indivíduo realiza suas próprias habilidades, lida com os estresses rotineiros da vida, trabalha de forma produtiva e contribui para a sua comunidade. Recentemente, encontramos diversos estudos nas áreas de psicologia, neurociência e comunicação, sobre a importância do nome pessoal na conexão entre profissionais e usuários. Com base nestas informações, realizamos algumas pesquisas durante a permanência no Equipamento no cumprimento do PTS (Plano Terapêutico Singular) nos grupos direcionados. No dia a dia, enfrentamos diversos desafios para conquistar a confiança dos usuários, constatando que a abordagem direcionada através do nome desencadeia neles a valorização, reconhecimento e o estreitamento de laços com os profissionais.
Garantir o vínculo de confiança com os profissionais, aumentando a auto estima e a valorização humana, instigando a curiosidade aos demais serviços de saúde sobre a importância da abordagem direcionada. Proporcionamos aos usuários equipes multidisciplinares em Saúde, facilitando atendimento digno, humanizado e personalizado.
Com o intuito de desencadear a valorização e autoestima, questionamos a cada usuário do serviço como ele gostaria de ser chamado, com o objetivo de criar vínculo e proporcionar um ambiente acolhedor e seguro. As oficinas terapêuticas também foram desenvolvidas voltadas à necessidade e habilidades pessoais, utilizando recursos, explorando os temas de prevenção e festividades da época. Cada encontro é planejado com dinâmicas e atividades de fácil compreensão, englobando todos os níveis de conhecimento, e fortalecendo as estratégias individuais e sociais.
Conclui-se que, atualmente, a ação de abordagem dos usuários os identificando pelo nome próprio durante as oficinas e no equipamento, resulta numa melhor conexão profissional/usuário, gerando uma troca de experiências prazerosas, relatadas diariamente por ambas as partes. Além disso, num ambiente onde a valorização e a reflexão das qualidades pessoais emergem, desencadeia a elevação da autoestima e da autoconfiança, gerando pontos positivos com relação à prevenção, redução de danos e de reabilitação psicossocial.
Essa estratégia é realizada de forma permanente, onde abordamos todos os usuários pelo nome, influenciando mudanças diárias na autoestima e na inclusão social. Confirmamos, através de resultados positivos, o êxito no tratamento e na aceitação aos PTS, viabilizando um ambiente acolhedor e empático onde os profissionais e usuários buscam juntos superar as dificuldades da dependência mediante a transformação comportamental. Com a avaliação positiva do processo, considera-se a importância da criação de conexão junto à equipe e métodos de valorização ao usuários, seguindo a Política Nacional de Saúde Mental e a Rede de Atenção Psicossocial, criando a certeza que no serviço ele se sinta valorizado como único, e não como mais um usuário que sofre de dependência e saúde mental.
CAPS; Saúde Mental; Vínculo; PTS; Humanização
CRISTIANE PINHEIRO LIMA DE BRITO, ENEIDA COSTA RAMALHO, MARIA SILVIA DE ALMEIDA MELLO FREIRE, LUCIANA HERÉDIA CARDOSO