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Até fevereiro de 2020, os ACEs tinham suas atividades fragmentadas e coordenadas pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Atendendo ao Plano Nacional de Atenção Básica (PNAB), que direciona a integração das ações de Vigilância, fortalecendo e articulando o trabalho na Atenção Primária, os ACEs passaram a integrar os territórios com área sob sua responsabilidade e foi lotados nas UBSs. Diante do declínio de cobertura vacinal em crianças menores de um ano no município de Araçatuba-SP e a baixa adesão à Campanha Nacional contra Poliomielite de 2022 (18/11 a 24/11/2022) houve necessidade de agregar outros profissionais nas rotinas das ações de vacinação. Nossa cobertura estava em 59% da vacina contra pólio; como iriamos atingir as casas onde não havia cobertura da Estratégia Saúde da Família e aquelas que não recebiam os ACS? Nesse contexto, o Agente de Combate às Endemias (ACE) passou a ser a peça chave que estava faltando nesse jogo. Empoderados também pelo curso “Saúde com Agente” e entendendo a importância da integralidade com a equipe da Saúde da Família e da UBS que atuam no mesmo território.
A inclusão do ACE nas atividades de vacinação no município de Araçatuba. Elevar a adesão à vacinação contra a Poliomielite por meio dos ACEs. Incluir nas atividades dos ACEs informações sobre a situação vacinal das crianças menores de 1 Reforçar a importância desse profissional com elo direto entre os moradores e equipe Saúde da Família para informação sobre a situação vacinal. Integrar o trabalho do ACE e ACS no território comum, sob suas responsabilidades, para atingir as metas de vacinação. Visitar os imóveis dos municípios para identificar as crianças e sua situação vacinal.
Para incluir a informação da situação vacinal nas visitas de rotina dos ACEs no ciclo bimensal foi necessário: – Reunião com Secretária de Saúde, OSS gerenciadora da AB, Departamento de Atenção Básica, Departamento de Vigilância Epidemiológica e Sanitária, Unidade de Vigilância de Zoonose para alinhamento e identificar pontos fortes, possíveis desafios e estratégias – Reunião com os preceptores do Curso Saúde com Agente para apoio a partir do conteúdo do curso – Reunião com os supervisores e ACEs para apresentar a Secretária de Saúde apresentar a proposta e ouvir os agentes quanto a adesão à proposta. – Construção em conjunto de Procedimento Operacional: registro fotográfico das carteiras de vacina das crianças menores de 5 anos residentes dos imóveis visitados pelos celulares corporativos dos ACEs e encaminhado para o Whatsap da gerente das UBS; gerente analisa e havendo necessidade de atualizar a vacinação encaminha ao coordenador da equipe para proceder à vacinação. – Capacitação dos ACEs e supervisores, gerentes de Unidade e coordenador para executar o Procedimento Operacional. – Execução dos procedimentos e monitoramento da cobertura vacinal.
O município de Araçatuba através das ações realizadas pelo ACE deu o XEQUE MATE na meta da Campanha Nacional contra Poliomielite de 2022, atingindo 96,76% de cobertura de crianças menores de 5 anos. Esses dados, superaram as taxas atingidas pelo Estado de São Paulo (69,35%) e Nacional (72,57%). Associado a isto a participação dos ACEs no curso “Saúde com Agente” facilitou esta estratégia com embasamento técnico para a continuidade da realização dos trabalhos, sendo possível então a inclusão dessa atividade na sua rotina.
Neste jogo da saúde onde a vacinação é prioridade, há que se considerar as limitações, mas também as diferentes habilidades de cada profissional no processo de ações em saúde, buscando-se melhores resultados ainda que haja tantas condições adversas. A experiência exitosa com os ACEs possibilita a incorporação desta ação na rotina dos ACEs somando às ações desenvolvidas pelo Agentes Comunitários de Saúde. Aprendemos com os desafios: na primeira reunião alguns ACEs se mostraram resistentes, alegando que esta não era função deles e que os ACSs tinham um trabalho com menos supervisão, por isto não alcançar a meta. Buscamos a PNAB – Atribuições Comuns dos ACSs e ACEs para justificar a legalidade da ação e discutimos a responsabilidade de cada um para o resultado e neste momento eles fariam a diferença! Outro desafio ainda a ser superado é a resistência em incorporar os ACEs nas atividades da equipe por alguns enfermeiros coordenadores das equipes da Saúde da FFamília e gerentes que tinham desconhecimento de suas atribuições e dificuldade em reorganizar o processo de trabalho. O Curso” Saúde com Agente” contribuiu e muito para quebrar barreiras e abriu-lhe novos horizontes
ACE, Vacinação, Integralidade
Priscila Nogueira de Morais Cestaro, Guilherme Juan Ponte Rego dos Santos, Cristiane Camargo de Almeida, Aparecida Nava