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A violência é um problema de saúde pública global, com impactos significativos na vida de mulheres e meninas. A violência de gênero, em particular, causa danos físicos, emocionais e sociais, afetando a saúde integral das vítimas e da sociedade como um todo. No campo da saúde pública, a violência doméstica e intrafamiliar é um desafio recorrente, exigindo atenção especial dos profissionais. A Política Nacional de Redução de Morbimortalidade por Acidentes e Violências, juntamente com o Decreto GM/MS 936/2006, estabeleceu a criação dos Núcleos de Prevenção de Violências (NPV) para qualificar profissionais de saúde no atendimento a pessoas em situação de violência, bem como, construir ações que fomentem a cultura de paz. A formação dos profissionais dos NPV aborda diversos temas, como tipos de violência, direitos humanos, masculinidades e indicadores de violência. Para a temática da violência de gênero, a utilização de ferramentas pedagógicas inovadoras, como o jogo No lugar dela, é fundamental para promover a sensibilização e a empatia dos profissionais. O jogo No lugar dela é uma experiência imersiva que simula as complexas decisões enfrentadas por mulheres em situação de violência doméstica, proporcionando aos participantes uma compreensão mais profunda das dinâmicas da violência e das dificuldades enfrentadas pelas vítimas ao buscarem ajuda.
Sensibilizar sobre a complexidade da violência doméstica e as decisões difíceis enfrentadas pelas mulheres. Informar sobre os serviços disponíveis e a importância da rede de apoio. Empoderar ao proporcionar um espaço seguro para refletir sobre a temática e estimular a busca por ajuda. Contribuir para que os profissionais de saúde atuem de maneira respeitosa e colaborativa no enfrentamento às violências de gênero.
O jogo “No lugar dela” é composto por oito histórias de mulheres em situação de violência doméstica de gênero, totalizando 162 cartões, 20 placas chamadas de estações que representam a rede pessoal e os serviços da rede intersetorial. Dividimos as pessoas em grupos de 04 a 06, após entregamos a cada grupo o cartão que inicia o jogo: “A história de”, uma das pessoas do grupo foi escolhida para viver a história da mulher do jogo e tomará as decisões que avaliar pertinente para enfrentar as situações vividas da violência. As demais pessoas atuam como observadoras, sem intervir nas decisões da pessoa que vivencia a história, cada cartão proporciona diferentes escolhas, possibilidades e desfechos. O jogo é uma experiência que evoca as complexas decisões com as quais mulheres em situações de violência se deparam quando buscam romper e procuram apoio para superá-las. Não só as decisões são difíceis, a busca por apoio nos serviços também o é. O que torna a situação vivida silenciada e invisível como questão de qualidade de vida e direitos de mulheres, essa trajetória que as mulheres percorrem quando decidem romper com os silêncios têm sido chamados de rotas críticas. Os serviços, incluindo a saúde, que podem apoiar essas mulheres pertencem a distintos setores sociais, oferecendo cada qual, por sua específica vocação assistencial, diferentes tipos de intervenções e cuidados. Seu conjunto constitui uma possível rede intersetorial para o enfrentamento da violência contra mulheres.
O jogo “No lugar dela” é composto por oito histórias de mulheres em situação de violência doméstica de gênero, totalizando 162 cartões, 20 placas chamadas de estações que representam a rede pessoal e os serviços da rede intersetorial. Dividimos as pessoas em grupos de 04 a 06, após entregamos a cada grupo o cartão que inicia o jogo: “A história de”, uma das pessoas do grupo foi escolhida para viver a história da mulher do jogo e tomará as decisões que avaliar pertinente para enfrentar as situações vividas da violência. As demais pessoas atuam como observadoras, sem intervir nas decisões da pessoa que vivencia a história, cada cartão proporciona diferentes escolhas, possibilidades e desfechos. O jogo é uma experiência que evoca as complexas decisões com as quais mulheres em situações de violência se deparam quando buscam romper e procuram apoio para superá-las. Não só as decisões são difíceis, a busca por apoio nos serviços também o é. O que torna a situação vivida silenciada e invisível como questão de qualidade de vida e direitos de mulheres, essa trajetória que as mulheres percorrem quando decidem romper com os silêncios têm sido chamados de rotas críticas. Os serviços, incluindo a saúde, que podem apoiar essas mulheres pertencem a distintos setores sociais, oferecendo cada qual, por sua específica vocação assistencial, diferentes tipos de intervenções e cuidados. Seu conjunto constitui uma possível rede intersetorial para o enfrentamento da violência contra mulheres.
O material do jogo foi produzido pelo Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP e integra a pesquisa Atenção primária à saúde e o cuidado integral em violência doméstica de gênero: estudo sobre a rota crítica das mulheres e crianças e redes intersetoriais. Trata-se de material educativo para trabalhadores da saúde, assistência social, educação, justiça e ativistas do movimento social refletirem sobre as rotas críticas de mulheres expostas à violência doméstica de gênero, com foco na violência perpetrada pelo parceiro íntimo. A proposta da gamificação no processo formativo dos Núcleos de Prevenção de Violências, visa propiciar a discussão acerca da violência doméstica de gênero, para refletir sobre as dificuldades vivenciadas pelas mulheres nas relações com as redes formais ou informais e a importância destas redes nos caminhos percorridos em busca de apoio para o enfrentamento e rompimento dos ciclos de violência. Ao participar do jogo, os participantes podem desmistificar os mitos sobre a violência doméstica, compreender a importância de denunciar e buscar ajuda; aprender a identificar os sinais de violência e como agir em cada situação.
Violência doméstica, Gênero, No lugar dela;
GILMARA CORREIA AZENHA, JONNAS KALLINTON SARAIVA RIBEIRO, SONIA REGINA MOREIRA DA SILVA, AILA MARIA BARROS COSTA DUARTE, ESTELA VITOR BURDIN KASSE, SIMONE IRAMI PREDEUS