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A sífilis congênita é um problema de saúde pública que exige estratégias eficazes para sua prevenção e controle. Nesse contexto, a Vigilância Epidemiológica, em parceria com o SAE HIV/AIDS, desenvolveu um adesivo chamado Cartão de Sífilis na Gestação, projetado para ser fixado na Caderneta da Gestante de mulheres diagnosticadas com sífilis. O cartão tem um design colorido e autocolante, apresentando informações em nove balões autoinstrutivos, de linguagem simples e acessível. Essa ferramenta visa garantir a continuidade do cuidado entre os serviços de Atenção Básica, Maternidade e Vigilância Epidemiológica, promovendo a identificação rápida do histórico da doença, facilitando o acompanhamento e tratamento adequado da gestante e prevenindo a transmissão vertical da sífilis.
Melhorar a comunicação entre os serviços de saúde, garantindo acesso às informações essenciais sobre diagnóstico e tratamento da sífilis na gestante, além de facilitar o acompanhamento da gestante e do recém-nascido para prevenir a sífilis congênita e melhorar a qualidade da atenção materno-infantil.
A implementação do Cartão de Sífilis na Gestação foi realizada por meio de um trabalho conjunto entre a Vigilância Epidemiológica e o SAE HIV/AIDS. Primeiramente, foi elaborado o adesivo contendo informações essenciais em nove balões autoinstrutivos, escritos de forma clara e objetiva. O cartão foi distribuído para as unidades de Atenção Básica e Maternidades para ser colado na Caderneta da Gestante de mulheres diagnosticadas com sífilis. Os profissionais de saúde foram orientados sobre a utilização da ferramenta e sua importância para a continuidade do cuidado. Além disso, foram realizados encontros de monitoramento para avaliar a adesão ao uso do adesivo e os impactos na comunicação entre os serviços.
A implementação do Cartão de Sífilis na Gestação demonstrou impacto positivo na melhoria da comunicação entre os serviços de saúde. Profissionais relataram maior facilidade em identificar gestantes com sífilis e acessar informações importantes sobre o tratamento, reduzindo falhas no acompanhamento. O cartão também permitiu maior integração entre a Atenção Básica, Maternidade e Vigilância Epidemiológica, garantindo um fluxo de informação mais eficiente. Como resultado, observou-se um aumento na adesão ao tratamento e na prevenção da transmissão vertical, fortalecendo as estratégias de controle da sífilis congênita.
O Cartão de Sífilis na Gestação provou ser uma ferramenta eficaz para a comunicação entre os serviços de saúde, facilitando o acompanhamento das gestantes diagnosticadas com sífilis. Sua implementação permitiu uma melhor organização do cuidado, garantindo que as informações relevantes fossem facilmente acessadas pelos profissionais de saúde, promovendo maior segurança na tomada de decisão clínica. Como consequência, houve avanços na adesão ao tratamento e na prevenção da sífilis congênita. A experiência demonstra que soluções simples e bem estruturadas podem ter um impacto significativo na saúde pública, reforçando a necessidade de iniciativas inovadoras para o fortalecimento das políticas de prevenção e controle da sífilis.
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PEDRO HENRIQUE CUNHA IBARRA FERREIRA