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O Hospital Dia Santo Amaro (HDSA) desempenha um papel fundamental na realização de procedimentos de média complexidade, incluindo a implantação da sonda de gastrostomia (GTT). O processo de internação e alta desses pacientes exige uma articulação eficiente entre os familiares, uma rede de atenção básica e os demais serviços de apoio, garantindo um atendimento humanizado e seguro. O Assistente Social tem uma atuação estratégica nesse contexto, sendo responsável por coordenar o fluxo assistencial, promover a interlocução entre a rede de serviços e garantir que os pacientes tenham acesso ao procedimento sem intercorrências. Muitos dos pacientes submetidos à gastrostomia são acamados, dependentes de transporte especializado e de cuidados contínuos após a alta. Assim, a articulação entre o hospital, a Unidade Básica de Saúde (UBS) e a Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar (EMAD/AD) torna-se essencial para a continuidade do tratamento. Considerando a vulnerabilidade desses pacientes e a complexidade do processo, a atuação do Assistente Social é imprescindível para garantir a efetividade do procedimento, minimizar riscos, evitar falhas na comunicação entre os setores e acolher a família, oferecendo esclarecimentos necessários. Tudo isso torna o processo claro, acessível e humanizado. Este estudo busca demonstrar a importância dessa articulação e seus impactos na qualidade do atendimento prestado.
Garantir a comunicação efetiva entre o hospital, a rede de saúde e os familiares para assegurar a realização do procedimento de gastrostomia sem intercorrências. Otimizar o processo de internação e alta hospitalar, prevenindo atrasos ou dificuldades na remoção dos pacientes. Assegurar que os pacientes e seus cuidadores recebam todas as orientações necessárias para a continuidade do tratamento após a alta. Reforçar o fluxo institucional, promovendo maior integração entre os serviços de saúde e garantindo o direito ao atendimento seguro e humanizado.
Trata-se de um estudo qualitativo, baseado na análise da atuação do Assistente Social no processo de internação e alta dos pacientes submetidos à implantação da sonda de gastrostomia no HDSA. A coleta de dados foi realizada por meio do acompanhamento semanal da agenda do profissional responsável pelo procedimento, acessada via Sistema de Saúde (SIGA). A cada semana, são internados, em média, dois pacientes para a realização do procedimento, e 90% deles são acamados e reuniões de transporte especializado (ambulância). O Assistente Social entra em contato previamente com os familiares para realizar uma anamnese social, identificar o contexto socioeconômico, as condições de cuidado e as necessidades específicas de cada paciente. Além disso, foi estabelecido um fluxo institucional no qual a internação ocorre às quartas-feiras e, na ausência de intercorrências, a alta hospitalar acontece na sexta-feira, facilitando as tratativas de aplicação com a rede de apoio e os demais recursos que o paciente necessitar. Como a maioria dos pacientes é encaminhada ao HDSA via Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS), a articulação com a UBS e a EMAD é essencial para garantir que o transporte e o acompanhamento domiciliar sejam organizados de forma antecipada. O Assistente Social reforça as orientações sobre o fluxo hospitalar junto aos serviços, garantindo uma transição segura e eficiente para o domicílio.
A implementação do fluxo de articulação entre o HDSA, os familiares e a rede de saúde tem demonstrado resultados positivos na eficiência do processo de internação e alta dos pacientes submetidos à gastrostomia. A comunicação prévia com os familiares possibilita um melhor planejamento de internação, reduzindo os riscos de cancelamento ou atrasos no procedimento. A análise dos atendimentos revela que a maioria dos pacientes acompanhados pelo Assistente Social consegue realizar o procedimento conforme o fluxo previsto, sem intercorrências. O contato com as UBSs e a EMAD tem garantia de que o transporte seja organizado previamente, evitando dificuldades logísticas no dia da internação. Além disso, a orientação aos cuidadores tem contribuído para a continuidade adequada do tratamento domiciliar, com complicações pós-procedimento. Outro impacto significativo é a maior integração entre os serviços de saúde, promovendo um atendimento coordenado e humanizado. A atuação do Assistente Social como interlocutor tem fortalecido a comunicação entre os setores envolvidos, garantindo que todos os aspectos da assistência ao paciente sejam considerados e atendidos de forma eficaz, sendo essencial para que todo o processo ocorra sem intercorrências.
A experiência demonstra que a colaboração do Assistente Social com os familiares e a rede de saúde é essencial para garantir a efetividade do procedimento de gastrostomia no HDSA. A melhoria de um fluxo estruturado possibilitou um atendimento eficiente, reduzindo riscos de atrasos e garantindo a segurança dos pacientes durante todo o processo, além de humanizar o atendimento. A comunicação antecipada e o acompanhamento contínuo são estratégias essenciais para evitar falhas na internação e alta hospitalar, garantindo que os pacientes recebam os cuidados necessários sem interrupções. A integração com a UBS e a EMAD tem fortalecido a continuidade do cuidado, promovendo melhor adaptação dos pacientes e cuidadores à nova condição de saúde. Reforça-se, assim, a importância do Assistente Social no contexto hospitalar, especialmente no atendimento a pacientes em situação de vulnerabilidade, garantindo o acompanhamento do cuidado em saúde. A continuidade dessa estratégia contribuirá para a melhoria da qualidade da assistência, garantindo o respeito ao direito ao tratamento e uma experiência cada vez mais humanizada e eficiente para o paciente.
Serviço Social; trabalho em rede; humanização
CARLOS EDUARDO PEIXOTO DA SILVA, ANGÉLICA AUGUSTA MENDES, ERIKA RYE SHIMOKOZONO, ROSELY DE PAULA SALES CUNHA BRAGA