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A sífilis é uma infecção bacteriana sistêmica, crônica e que possui tratamento. É uma doença conhecida há séculos, cujo agente etiológico é o Treponema pallidum. Transmitida principalmente por contato sexual, mas pode ser transmitida verticalmente para o feto durante a gestação se a mulher com sífilis não for tratada ou for tratada de forma não adequada. Quando não tratada, evolui para estágios graves, podendo acometer outros órgãos e sistemas do corpo. A maioria das pessoas com sífilis é assintomática ou quando apresentam sinais e sintomas, podem não perceber ou não considerar importante para procurar tratamento, sendo assim, podem transmitir a infecção às suas parcerias sexuais. Quando não tratada adequadamente, a sífilis pode evoluir para estágios mais avançados e causar complicações graves à saúde. O avanço das tecnologias na área da saúde, bem como as práticas preventivas têm favorecido o envelhecimento saudável e consequentemente os idosos têm desfrutado de atividades de lazer, cultura e têm vida sexual ativa. Porém é importante considerar os riscos a que estão expostos nas práticas sexuais desprotegidas, o que reforça a necessidade de ações de prevenção focadas nesse público.
Descrever o perfil epidemiológico da sífilis na população acima de 60 anos no município
Para a busca das informações utilizou-se o banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) no período de 2024 e 2025, além da planilha de acompanhamento paralela com demais informações de cada caso. Quando os casos eram notificados no município e havia alguma informação que não constava em ficha era consultado o prontuário eletrônico para verificar o dado ou entrava em contato com o profissional para averiguar tal dado.
No período de 2024 a 2025 foram notificados 478 casos de sífilis no total desses, 49 casos foram em pessoas acima de 60 anos, sendo 14 do sexo feminino e 35 do sexo masculino. Além disso, 41 realizaram testes rápidos, 5 sem informação de realização de exame, 3 com realização de exame não treponêmico, cerca de 81,6% (40) foi classificado como sífilis latente tardia, 8,2% (4) em branco, 6,1% (3) como sífilis secundária, 2% (1) sífilis primária, 2% (1) como neurossífilis. Em relação ao tratamento, 81,6% (40) realizou com penicilina benzatina 7.200.000, 10,2% (5) sem informação de tratamento, 4,1% (2) com outros tratamentos, 2% (1) realizou com penicilina benzatina 2.400.000, 2% (1) realizou com penicilina benzatina 4.800.000. Quanto aos notificantes 44 casos foram realizados pela rede pública do município e 5 foram realizados por outros municípios.
Considerando o aumento do diagnóstico de sífilis entre a população idosa, verificamos que a quantidade de ações de testagem realizadas na população idosa revela uma fragilidade no cuidado a essa população. Realizar ações em locais frequentados por este público e estimular as ações de educação sexual, intensificar a testagem e incentivar o uso de preservativos em todas as fases da vida são medidas que favorecem o combate à doença. A identificação de casos e tratamento oportuno é um desafio para os profissionais de saúde em todos os níveis de atenção. Outro ponto relevante refere-se aos dados de preenchimento da ficha de investigação de sífilis que ainda chegam a vigilância com dados incompletos e esse tema precisa de constante atenção para garantir a qualificação dos dados.
Sífilis, Saúde do Idoso
PATRICIA ALEXANDRA DA SILVA SILVEIRA, VILMA DA SILVA BARBOSA LIMA, LARISSA SANAE FUNATSU, HELOISA CRISTIANE BORDIN